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O nosso maior inimigo? A fadiga da pandemia

Há quem peça um regresso a todo o custo à nossa vida normal, porque economia está nas lonas. Há quem apanique porque vê uma pandemia imparável, exija a declaração imediata de um estado de emergência e de um confinamento geral. Normalmente, como em tanta coisa na vida, é no meio que está a virtude

Mafalda Anjos Mafalda Anjos
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Haja paciên...sanidade!

O País enfrenta uma pandemia sem fim à vista, uma crise económica devastadora, e desafios sociais e políticos inéditos. Temos uma boia de salvação da Europa – os fundos de recuperação – que só conseguimos agarrar devidamente se por cá nos entendermos

Mafalda Anjos Mafalda Anjos
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Descer às trincheiras com André Ventura e Ana Gomes

André quer deitar abaixo o Estado de direito em nome do povo que o Estado de direito visa proteger e construir um Estado totalitarista, Ana arrasta o Estado de direito pela lama quando, porventura carregada de boas intenções, qual milícia popular, compra guerras e dispara em todas as direções

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O sentido de missão não dura para sempre

Em tempos de pandemia, os médicos são ainda mais fundamentais. Hostilizá-los nesta fase não trará nada de bom, e António Costa sabe-o bem. Vem ao de cima o pior do corporativismo e começa-se a perder o pé à discussão. Instala-se o desconforto e esvai-se o sentido de missão

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No money for the boys

São 58 mil milhões de euros para injetar na economia. É dinheiro que se veja – esbanjá-lo é fácil, investi-lo bem é que exige visão e estratégia

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Máscaras, tribos e karma

Bolsonaro confirmou ter Covid-19. Por enquanto apenas com sintomas ligeiros. Boris Johnson, que no início também desvalorizou o perigo, já recebeu a sua lição e esteve internado. Não sou de desejar o mal alheio, mas aprecio quando se prova do próprio veneno. Chamem-lhe justiça divina, universal ou karma

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Aprender a dançar esta dança

Vamos ter de nos habituar a viver assim: ao sabor do ritmo imposto pela evolução da Covid. E não é descabido pensar numa estratégia de desconfinamento que é diferente entre regiões, tendo em conta o risco de contágio e o valor de R0, que indica a taxa de reprodução da infeção, tal como acontece já, por exemplo, no país vizinho

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Editorial

Racistas, nós?!

O tema do antirracismo não pode ser da esquerda nem da direita. Tal como a igualdade, este tema tem de ser de todos. E não, não pode bastar-nos não sermos racistas, temos de ser ativamente antirracistas

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Editorial

Vamos então falar de independência

Os nossos princípios, como felizmente os de tantos outros jornalistas em Portugal, são inalienáveis. E não aceitamos lições de independência de ninguém

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Editorial

Porque não podemos ignorar o Chega e André Ventura

Vetar estes fenómenos a uma espécie de clandestinidade, mantendo-os num gueto e empurrando-os a uma espécie de submundo, é a pior coisa que deve ser feita

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Nas mãos da Alemanha

Este é o momento da verdade para a Europa. Joga-se avançar ou morrer. É urgente reforçar a união e, como está bom de ver, resolver também as tensões em torno do mandato do BCE, o que implica uma emenda dos tratados de forma a não ser preciso interpretações criativas da lei. Sem esse salto adiante, o projeto europeu falhará

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COVIDiário

Entrada na anormalidade

Devíamos abolir do léxico a expressão “regresso à normalidade”. É bom que ponhamos na cabeça que o nosso velho normal já não existe, nem vai regressar tão cedo

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E agora, Mutti Merkel?

O que é fundamental agora é um corajoso plano económico e financeiro integrado, que não acontecerá sem uma mutualização da dívida europeia. Chamem-lhe eurobonds, coronabonds, salvationbonds, frogbonds (como o sapo que alguns países vão ter de engolir) – o que quiserem. Mas avancem

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O déjà vu da desunião europeia

Parece tudo um triste déjà vu, uma repetição da resposta à crise da dívida de 2009 que quase deitou abaixo o euro

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Tenha calma e fique em casa

É preciso fazer uma gestão duríssima de recursos escassos, atender a exigências nunca vistas, apontar caminhos sem certezas de sucesso. Criticar é fácil. Apontar o dedo, também. Mas fazê-lo sem fundamento nem alternativa, por puro oportunismo, revela uma falta de sentido de Estado sem limites

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O Quase Fim do Mundo

É nos flagelos e calamidades que conhecemos a essência humana, e ela, por mais civilização que lhe ponhamos em cima, será sempre uma: egoísta

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Eutanásia: liberdade, igualdade e compaixão

Acredito que, daqui a algumas décadas, a eutanásia será tão inquestionável como é hoje a inexistência da pena de morte, os direitos iguais para as mulheres, a despenalização do aborto e o casamento homossexual

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O grande irmão

Permitir incriminar-se e, pior, dar como provados crimes com base em provas obtidas de forma ilegal é abrir o mais perigoso dos precedentes. É dizer-se que há situações em que a Constituição não importa muito, e que a lei pode ser “excecionalmente” furada

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“Agenda” de Joacine Katar Moreira provoca incómodo no Livre
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Joacine, breve história da sobranceria

Queria dar um pontapé no estaminé, e quem leva o pontapé é ela. E agora o Livre está refém da sua construção

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Tenham medo

Trump foi deixado solto a gerir o explosivo tema do Médio Oriente da única forma que sabe: impetuosa, birrenta, caótica, irresponsável. O resultado está à vista – o mundo aterrorizado com as consequências imprevisíveis da manobra errática de mandar abater o general iraniano Qassem Soleimani no Iraque

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Fundos europeus: É preciso saltar para o campeonato dos grandes

Se o grande desígnio europeu passa a ser o combate às alterações climáticas, importa não ficar para trás. E Portugal pode trilhar caminho nas energias renováveis e na investigação tecnológica, em que tem boas competências. Ficar a chorar sobre o leite derramado com menos fundos de coesão é que não levará a lado nenhum…

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