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Filipa Namora

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ARQUITETURA E INTERIORES

Estilo Boho! Quem resiste? Dicas para nada falhar

Este é provavelmente um dos estilos mais apreciados de interiores, não só pelo seu lado fancy e visualmente confortável, como também por ser economicamente mais acessível. É um estilo despojado, aparentemente aleatório, resultado de uma imagem que funde diversas culturas, padrões, texturas e cores

Deixo aqui algumas sugestões dos pontos mais importantes desta mais recente onda de cores vibrantes:

Cores de paredes

Apesar de, aparentemente, o estilo boho ser muito descontraído, existem regras, nomeadamente no que diz respeito a materiais e cores.

Quem lê frequentemente as minhas rubricas já percebeu que em certos pontos eu não sou muito flexível. A cor de paredes e tetos é um deles. Pessoalmente, a imagem de ter tetos e carpintarias em branco e paredes com cor está associado a exercícios cada vez mais pontuais. Por norma, coloco paredes, carpintarias e tetos, com a mesma pintura. Entendo que, aparentemente, isto seja questionado, mas na prática resulta num ambiente muito mais equilibrado e uniforme.

Neste caso em particular, o estilo boho está diretamente ligado a cores vibrantes, tirando sempre o máximo partido da energia. Cores criam ambientes! No entanto, e isto é uma dica muito importante, evite tonalidades demasiado arrojadas. É a sua casa! Para confusão já basta tudo o que enfrenta no seu dia-a-dia. No momento em que chega a casa, imagino que procure relaxar e usufruir do máximo de conforto.

Tons secos e neutros serão sempre viáveis e seguros, assim como o branco. Papeis de parede também podem ser uma opção, no entanto tenha em atenção os padrões. Normalmente, se forem demasiado preenchidos, a curto prazo corre o risco de se saturar.

Padrões e texturas

O Boho não é apenas uma fusão entre vários estilos, mas também uma mistura de criatividade, variedade de cores, alegria e, é claro, um toque final de intemporalidade.

Este é provavelmente o ponto mais fixe e que mais gozo dá. A mistura de padrões, cores e tecidos deve ser arrojada. Pessoalmente, adoro combinar um sofá em pele camel com um tapete de padrão persa. No entanto, as combinações são infinitas.

Fronhas com pompons, mantas, tapetes e crochês ... não há limites. Esta mistura gera uma atmosfera exótica lembrando o estilo hippie e os anos 70.

Acessórios decorativos

Sou mesmo a favor da liberdade na decoração, no entanto, isso está longe de significar a compra aleatória e impulsiva. Ha uns tempos li um artigo que sugeria “compre tudo. No fim a coisa irá resultar” NAO! As coisas não são assim. Não só acaba por gastar mais dinheiro como a peça pode não ser “a tal”. É necessário saber escolher.

Acessórios antigos conjugados com elementos modernos, mesmo que aparentemente pareçam não se encaixar individualmente na decoração, quando dispostos em conjunto, permitem conseguir um resultado inesperado e, consequentemente, um ambiente muito criativo.

A mistura de influências faz com que o ambiente comporte diversos acessórios. Podem conjugar-se elementos hippies, almofadas, peças rústicas, vasos, malas, produtos étnicos, com tecidos indianos e cores, muitas cores.

A dica para criar harmonia em um ambiente tão cheio de elementos é criar um mapa de cores antes de começar a comprar ou reutilizar os móveis e objetos decorativos.

Aproveite! Esse é o momento de expor os seus artesanatos de viagens, as suas compras e os seus itens exotéricos. O Boho é um estilo que permite contar a sua história através da decoração.

Mobiliário

Sofás amplos e confortáveis que não possuem formas rígidas e que possuam formas arredondadas, tecidos coloridos e pufes, móveis que também ajudam a caracterizar esse estilo.

Ideais para serem combinados com outros móveis, os pufes são assentos muito confortáveis e geralmente trazem, de uma maneira suave, equilíbrio ao ambiente.

O estilo Boho incentiva a reutilização de móveis, aparadores, estantes, mesas e cadeiras antigas, que conferem uma aparência rústica.

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Filipa Namora

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ARQUITETURA E INTERIORES

Natural do Porto, Filipa Namora (1986) é mestre em arquitetura pela Faculdade de Arquitetura da Universidade do Porto. Divide a sua atividade profissional entre a arquitetura e, sobretudo, design de interiores. Neste âmbito, tem desenvolvido diversos projetos em várias cidades do país, incluindo espaços de hotelaria (de um hotel centenário em São Pedro do Sul a alojamentos locais de gama média-alta no Porto), bares, restaurantes e várias moradias de luxo. Em cada projeto aposta na autenticidade do espaço e tenta criar uma atmosfera de charme, requinte e conforto. Odeias clichês e não dispensa um bom copo de vinho.