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Adeus, até depois

Nós lá fora

Nuno Guerreiro

NOVA IORQUE, EUA - A primeira vez que visitei Nova Iorque, já era adulto e fiquei com a sensação que voltaria, pois a atração pela cidade era enorme. Se falasse com aquele "puto" de 20 e poucos anos jamais sonharia tal coisa; minto, a verdade é que sonhei, lutei e esse mesmo sonho tornou-se realidade

Com amor desde o Highline - Chelsea, NYC, Verão de 2019

Com amor desde o Highline - Chelsea, NYC, Verão de 2019

E assim, quase sem reparar, passaram-se cinco anos num apartamento, num bairro, com diversas rotinas, e fecham-se as portas. Em modo nostálgico, escrevo estas palavras sobre a minha cidade adoptiva.

A primeira vez que visitei Nova Iorque, já era adulto e fiquei com a sensação que voltaria, pois a atração pela cidade era enorme. Se falasse com aquele "puto" de 20 e poucos anos jamais sonharia tal coisa; minto, a verdade é que sonhei, lutei e esse mesmo sonho tornou-se realidade!

Obrigado Nova Iorque pela tatuagem na minha personalidade e no meu ser. Escolho a analogia da tatuagem, porque normalmente (digo normalmente com algum humor), apenas adultos escolhem fazer tatuagens, e com a intenção de ser permanente e de ser um marco. Tenho muito que agradecer pelas viradas de décadas que passei em Nova Iorque; cheguei aos 30, cheguei aos 40, e os 50 logo se verá onde será no mundo!

Desta tatuagem de vida tenho inúmeras lembranças do que será para sempre uma das minhas cidades, da música, espetáculos, amores, trabalho, família e acima de tudo intensidade, foco e transparência; ser novaiorquino. Tudo isto levarei para sempre comigo.

Levo também liberdade, pois para mim é libertador não ter "papas na língua". Nem sempre fui assim. Vejo hoje em dia muito valor em comunicar com transparência o que nos vai na alma, e sem expetativas, apenas a de partilhar mais um ponto de vista. Porquê perder tempo com rodeios e floreados, não é?

Toma a liberdade de finalizar em Inglês, pois a ocasião merece: If I can make it there, I'll make it anywhere.

Já dizia o cantor famoso de cá, que para mim quer dizer: se eu o conseguir fazer o que quero cá, posso fazer o que quero em qualquer lugar.

Um grande bem haja.

Adeus, até depois!

VISTO DE FORA

Dias sem ir a Portugal: 47 dias.

Por aqui, fala-se muito dos tiroteios no Texas e Cincinnati, no último fim de semana.

Sabia que por cá muitos Nova Iorquinos têm tendência a ficar a residir no bairro, onde primeiro se mudaram.

Um número surpreendente, quase 9 milhões, o número de habitantes na cidade de Nova Iorque, sempre me surpreende este número.

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Nuno Guerreiro

Nuno Guerreiro

NOVA IORQUE, ESTADOS UNIDOS DA AMÉRICA Português que virou nómada e, recentemente, nova-iorquino. Após vivências por Düsseldorf, Barcelona, Dublin, Londres e São Paulo, chama casa a Nova Iorque. Depois de uma década no Google, tornou-se empreendedor na área de tecnologia, ao qual junta outras paixões como música, cozinhados e um gosto insaciável por viagens. Viveu na Margem Sul até aos tempos de faculdade, onde se licenciou em Engenharia Informática pela Universidade Nova. Completou também um duplo MBA, pela London Business School e Columbia University.