Letras

Cláudia Lucas Chéu: Fim da literatura feminista

Poeta, romancista, dramaturga (tanto ao nível da escrita quanto da encenação), contista, Cláudia Lucas Chéu é, entre os novos escritores, o mais polivalente, fazendo par com Gonçalo M. Tavares

Polónia contesta João Pinto Coelho e embaixador prepara “carta aberta”
Letras

Escrever para viver e viver para escrever

Um Tempo a Fingir, o último romance de João Pinto Coelho, lido por Agripina Carriço Vieira

“A corrupção estrangula a democracia”
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Quem lixou o Peru?

O que não pode deixar de ser intrigante é como Vargas Llosa não hesita em proclamar o seu apoio à representante de uma dinastia corrupta e despótica, que governou com mão de ferro a nação andina

Letras

Uma biografia digna do biografado

A biografia de José Cardoso Pires lida por José Carlos de Vasconcelos

Letras

Contos sobre mulheres

Entrevista com Cláudia Lucas Chéu, a propósito do seu novo livro A Mulher Sapiens

Letras

Distopia hífen utopia

Miguel Real escreve sobre Hífen, o último romance de Patrícia Portela

Letras

D. Trevis, O Vampiro de Curitiba

Jornal de letras

A família e a pandemia

Desde Morder-te o Coração (2007) e No Silêncio de Deus (2008), com 'reforço' em Contracorpo (2013), Patrícia Reis tem-se singularizado no panorama do romance português contemporâneo por uma espacial atenção ao polémico e complexíssimo tema da família. Nos seus dois últimos romances, que ora recenseamos, As Crianças Invisíveis, de 2019, e Da meia-noite às seis, agora a sair, a família encontra-se igualmente no centro da narração. O primeiro, pela ausência dela, ainda que intensamente desejada; o segundo, pela quebra dos seus laços, seja pela morte de um dos seus elementos por via do COVID-19, seja pela não aceitação das diferenças, levantando muros entre pais e filhos. Da leitura de ambos, o leitor conclui da decadência e esboroamento da figuração clássica desta instituição social e da necessidade de reinventar-se novas formas de família.

Jornal de letras

Gonçalo M. Tavares: “Textos que se podem ver”

A literatura está “misturada com todos os mundos”, assegura. E da mesma maneira que recebe “estímulos muito fortes” da arte contemporânea, pensa palavras que se tornam movimento na dança, introduz pura linguagem em cena e cruza imagem e texto em instalação. Autor de obras como Jerusalém, Aprender a Rezar na Era da Técnica, Os Senhores, Viagem para a Índia e Atlas do Corpo e da Imaginação, Gonçalo M. Tavares, que em breve irá publicar Diário da Peste, já em tradução para vários idiomas, e que aqui a seu propósito o JL entrevistará, fala-nos, entretanto, destas suas incursões no território das artes performativas e visuais: uma escrita no cruzamento de uma arte total.

Letras

Paulo Faria: Escrever no olho do furacão da pandemia

É um romance, mas daqui a muitos anos também poderá ser lido como o espelho de uma época. Toma as liberdades da ficção, mas procura captar o que nos tem rodeado nestes tempos de incerteza. "Em Todas as Ruas Te Encontro", o seu terceiro romance, é a confirmação da vocação literária de um tradutor que, depois de muitos anos a dedicar-se à obra de outros, se apresenta agora em nome próprio. Um autor atento ao presente, pois de um retrato da quarentena de março e abril do ano passado se trata; e atento também ao passado, nomeadamente à Guerra Colonial e à luta anti-fascista

Jornal de letras

O romance da pandemia

Quarentena. Uma história de Amor, terceiro romance de José Gardeazabal (JG), prossegue as particularidades da escrita do autor: linguagem culta, mas não apresentada eruditamente; fragmentos textuais (41), não propriamente capítulos, desenhando um romance-palimpsesto; capacidade metafórica brilhante (é, porventura, o escritor português que mais longe leva esta capacidade imaginativa, interseccionando planos ou campos semânticos radicalmente diferentes); minimização instrumental do espaço diegético e sobrevalorização do tempo.

Jornal de letras

Margaret Jull Costa: “É extraordinário Eça não ser tão conhecido como Tolstói”

É uma das mais destacadas e premiadas tradutoras inglesas, grande especialista em autores de língua portuguesa (e espanhola), desde os mais conhecidos, como José Saramago e Fernando Pessoa, aos que até em Portugal inexplicavelmente continuam a não ter os leitores que merecem, como Maria Judite de Carvalho. Vê no seu ofício uma “alquimia”, mas também um missão: dar a conhecer, a um público mais alargado, outros génios das Literatura Mundial, como o autor de Os Maias. O seu mais recente projeto, que propôs à editora americana Dedalus, é a tradução de Uma Família Inglesa, de Júlio Dinis, pretexto para esta entrevista.

Jornal de letras

Três perguntas a José Luís Peixoto

Dois anos depois de Autobiografia, em que fez de José Saramago uma personagem, e apenas um ano depois do livro de poesia Regresso a Casa, o romancista está de regresso com o Almoço de Domingo. O livro, que chega às livrarias dia 25, com a chancela da Quetzal, tem como base a história de vida de Rui Nabeiro, conhecido empresário de Campo Maior, fundador dos Cafés Delta. O JL ouve o autor sobre o livro, de que se antecipa um excerto.

Jornal de letras

Luis Sepúlveda, sem sombra de esquecimento

O festival literário Correntes D'Escritas vai realizar-se online nos dias 26 e 27 de fevereiro. Este ano, em formato reduzido, o festival vai prestar homenagem ao escritor Luis Sepúlveda, que morreu em abril do ano passado, vítima de COVID-19, poucos meses depois de ter participado neste festival. Em jeito de homenagem, recordamos a entrevista dada pelo escritor chileno ao JL, em 2009: "Luís Sepúlveda - Sem sombra de esquecimento", presente no número 1020.

Jornal de letras

Ler os Clássicos: sete sugestões

Sete especialistas dão sete sugestões para redescobrir grandes clássicos da literatura universal

Letras

Ondjaki: viver para lembrar, lembrar para contar e rir

Agripina Carriço Vieira escreve sobre O Livro do Deslembramento, o último romance de Ondjaki

Letras

Crítica a Movimento, de João Luís Barreto Guimarães

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João Luís Barreto Guimarães: Vida, movimento e poesia

Presta culto a dois deuses, a Dionísio, de quem retira inspiração, e a Apolo, que o acompanha na arte de esculpir o poema. São também as duas faces da sua existência, medida pelo rigor da cirurgia reconstrutiva, que exerce no Centro Hospitalar Vila Nova de Gaia/Espinho, e pela liberdade da linguagem que empresta a um percurso literário de já 30 anos e que agora foi distinguido com o Prémio Armando Silva Carvalho, atribuído a Nómada. Em Movimento, volume de poemas agora editado, volta a afirmar a singularidade do seu universo, neste caso moldado ainda por outros deuses, mote para esta entrevista

Letras

Manuel Alegre: Um canto nas fronteiras da vida, do tempo e da poesia

É uma viagem íntima e um grito de revolta. Quando, o seu novo e “inesperado” livro, um longo poema que chega para a semana às livrarias, tem a marca das lutas que caracterizam o seu percurso. Mas é acima de tudo uma reflexão sobre a vida e o lugar da poesia num mundo globalizado em que “a libertação da palavra poética pode vir a ser uma das últimas formas de resistência”. Um canto em busca de uma nova toada que o JL revela e antecipa, pré-publicando a última secção do poema, aqui “lido” por Paula Morão, e entrevistando o autor, Prémio Camões em 2017, e com numerosas outras distinções, figura histórica da resistência à ditadura, da democracia e do PS, e duas vezes candidato à Presidência da República

Letras

Manuel Jorge Marmelo: Póquer, política e literatura

É escritor de muitos recomeços, nos temas que lhe interessam e nas editoras em que tem publicado. Regressa agora, passados quatros anos, na Porto Editora, com um romance que mostra a força e a pertinência do seu discurso literário. Tropel é daquelas obras que interpelam diretamente o leitor, mostrando o absurdo que nos chega a casa embrulhado em forma de notícia e distância. A partir do drama dos imigrantes e dos refugiados, percorre-se o labirinto do medo que parece cercar a sociedade contemporânea. Um livro duro com uma janela de esperança. Um romance atual de quem joga na ficção a sua liberdade

Letras

Leonor de Almeida: Uma poeta raptada ao esquecimento

Foi homenageada na última Feira do Livro do Porto e duas obras aí lançadas permitem redescobrir a singularidade de uma autora que assinou quatro volumes de poemas, entre 1947 e 1960, e depois desapareceu. O JL falou com a escritora Cláudia Clemente que foi capaz de romper a cortina de silêncio e mistério que rodeava um dos nomes que marcaram a poesia da década de 50 do século XX