"Desimaginar o Mundo", no Porto: Lembrar Manuel António Pina, porque os poetas não morrem
Jornal de letras

Uma vida de (e em) palavras

"Para quê tudo isto?", biografia de Manuel António Pina escrita por Álvaro Magalhães, lida por José Carlos de Vasconcelos

Cinema

No Paraíso canta-se Chico e Caetano: entrevista com Sérgio Tréfaut

Entrevista com Sérgio Tréfaut, a propósito do documentário Paraíso

Jornal de letras

Pensar e sorrir

Crítica de Miguel Real ao livro A Instalação do Medo, de Rui Zink

Letras

Maria Judite de Carvalho: O adeus ao corpo

Maria Graciete Besse escreve sobre Maria Judite de Carvalho, a proposósito do centenário da escritora

Letras

Um verão com…

Boa parte do encanto dos livros de Faulkner reside nessas bruscas cintilações poéticas com que põe colorido no seu cortejo fúnebre de desilusões. Podemos tentar passar o verão com ele, mas convém saber que ele nunca passará o verão connosco

Letras

Carlos de Oliveira, a exigência da escrita

Nuno Júdice escreve sobre Carlos de Oliveira, a pretexto do centenário do escritor

Letras

Cláudia Lucas Chéu: Fim da literatura feminista

Poeta, romancista, dramaturga (tanto ao nível da escrita quanto da encenação), contista, Cláudia Lucas Chéu é, entre os novos escritores, o mais polivalente, fazendo par com Gonçalo M. Tavares

Polónia contesta João Pinto Coelho e embaixador prepara “carta aberta”
Letras

Escrever para viver e viver para escrever

Um Tempo a Fingir, o último romance de João Pinto Coelho, lido por Agripina Carriço Vieira

“A corrupção estrangula a democracia”
Letras

Quem lixou o Peru?

O que não pode deixar de ser intrigante é como Vargas Llosa não hesita em proclamar o seu apoio à representante de uma dinastia corrupta e despótica, que governou com mão de ferro a nação andina

Letras

Uma biografia digna do biografado

A biografia de José Cardoso Pires lida por José Carlos de Vasconcelos

Letras

Contos sobre mulheres

Entrevista com Cláudia Lucas Chéu, a propósito do seu novo livro A Mulher Sapiens

Letras

Distopia hífen utopia

Miguel Real escreve sobre Hífen, o último romance de Patrícia Portela

Letras

D. Trevis, O Vampiro de Curitiba

Jornal de letras

A família e a pandemia

Desde Morder-te o Coração (2007) e No Silêncio de Deus (2008), com 'reforço' em Contracorpo (2013), Patrícia Reis tem-se singularizado no panorama do romance português contemporâneo por uma espacial atenção ao polémico e complexíssimo tema da família. Nos seus dois últimos romances, que ora recenseamos, As Crianças Invisíveis, de 2019, e Da meia-noite às seis, agora a sair, a família encontra-se igualmente no centro da narração. O primeiro, pela ausência dela, ainda que intensamente desejada; o segundo, pela quebra dos seus laços, seja pela morte de um dos seus elementos por via do COVID-19, seja pela não aceitação das diferenças, levantando muros entre pais e filhos. Da leitura de ambos, o leitor conclui da decadência e esboroamento da figuração clássica desta instituição social e da necessidade de reinventar-se novas formas de família.

Jornal de letras

Gonçalo M. Tavares: “Textos que se podem ver”

A literatura está “misturada com todos os mundos”, assegura. E da mesma maneira que recebe “estímulos muito fortes” da arte contemporânea, pensa palavras que se tornam movimento na dança, introduz pura linguagem em cena e cruza imagem e texto em instalação. Autor de obras como Jerusalém, Aprender a Rezar na Era da Técnica, Os Senhores, Viagem para a Índia e Atlas do Corpo e da Imaginação, Gonçalo M. Tavares, que em breve irá publicar Diário da Peste, já em tradução para vários idiomas, e que aqui a seu propósito o JL entrevistará, fala-nos, entretanto, destas suas incursões no território das artes performativas e visuais: uma escrita no cruzamento de uma arte total.

Letras

Paulo Faria: Escrever no olho do furacão da pandemia

É um romance, mas daqui a muitos anos também poderá ser lido como o espelho de uma época. Toma as liberdades da ficção, mas procura captar o que nos tem rodeado nestes tempos de incerteza. "Em Todas as Ruas Te Encontro", o seu terceiro romance, é a confirmação da vocação literária de um tradutor que, depois de muitos anos a dedicar-se à obra de outros, se apresenta agora em nome próprio. Um autor atento ao presente, pois de um retrato da quarentena de março e abril do ano passado se trata; e atento também ao passado, nomeadamente à Guerra Colonial e à luta anti-fascista

Jornal de letras

O romance da pandemia

Quarentena. Uma história de Amor, terceiro romance de José Gardeazabal (JG), prossegue as particularidades da escrita do autor: linguagem culta, mas não apresentada eruditamente; fragmentos textuais (41), não propriamente capítulos, desenhando um romance-palimpsesto; capacidade metafórica brilhante (é, porventura, o escritor português que mais longe leva esta capacidade imaginativa, interseccionando planos ou campos semânticos radicalmente diferentes); minimização instrumental do espaço diegético e sobrevalorização do tempo.

Jornal de letras

Margaret Jull Costa: “É extraordinário Eça não ser tão conhecido como Tolstói”

É uma das mais destacadas e premiadas tradutoras inglesas, grande especialista em autores de língua portuguesa (e espanhola), desde os mais conhecidos, como José Saramago e Fernando Pessoa, aos que até em Portugal inexplicavelmente continuam a não ter os leitores que merecem, como Maria Judite de Carvalho. Vê no seu ofício uma “alquimia”, mas também um missão: dar a conhecer, a um público mais alargado, outros génios das Literatura Mundial, como o autor de Os Maias. O seu mais recente projeto, que propôs à editora americana Dedalus, é a tradução de Uma Família Inglesa, de Júlio Dinis, pretexto para esta entrevista.

Jornal de letras

Três perguntas a José Luís Peixoto

Dois anos depois de Autobiografia, em que fez de José Saramago uma personagem, e apenas um ano depois do livro de poesia Regresso a Casa, o romancista está de regresso com o Almoço de Domingo. O livro, que chega às livrarias dia 25, com a chancela da Quetzal, tem como base a história de vida de Rui Nabeiro, conhecido empresário de Campo Maior, fundador dos Cafés Delta. O JL ouve o autor sobre o livro, de que se antecipa um excerto.

Jornal de letras

Luis Sepúlveda, sem sombra de esquecimento

O festival literário Correntes D'Escritas vai realizar-se online nos dias 26 e 27 de fevereiro. Este ano, em formato reduzido, o festival vai prestar homenagem ao escritor Luis Sepúlveda, que morreu em abril do ano passado, vítima de COVID-19, poucos meses depois de ter participado neste festival. Em jeito de homenagem, recordamos a entrevista dada pelo escritor chileno ao JL, em 2009: "Luís Sepúlveda - Sem sombra de esquecimento", presente no número 1020.

Jornal de letras

Ler os Clássicos: sete sugestões

Sete especialistas dão sete sugestões para redescobrir grandes clássicos da literatura universal