Ideias (JL)

Salteadores da terra e do céu

As viagens espaciais dos super-ricos são uma das modalidades mais ofensivas de desprezo pela Terra e de ódio à humanidade sofredora

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Espiritualidade

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A 'autobiografia' de Otelo

Otelo Saraiva de Carvalho, um dos grandes obreiros do 25 de Abril, faleceu no passado dia 25. Recordamos aqui a 'autobiografia' que escreveu para o JL, em 2006, com o título "Era uma vez um português de segunda"

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Tiago num mundo perfeito

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Os loteadores de futuro

Os locais preferidos das celebridades para as férias de Verão 49
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Não se ama quem não ouve a mesma canção?

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Edgar Morin: uma consciência ética

Os cem anos de Edgar Morin, uma das maiores referência do pensamento contemporâneo

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Do que sinto mais falta

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O casamento das crianças

A mim, o que parece normal é catar milagres porque há milagres em toda a parte, dependem apenas da nossa capacidade de encantamento. Para uma alma assim, o amor é o cimo da montanha, o extremo do sol, a luz levantada sobre todas as cabeças

Os cartazes da manifestação em Setúbal 8
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Sinais do futuro próximo

Uma das mudanças mais sensíveis na psicologia coletiva da contemporaneidade reside na representação do futuro. Até há escassas décadas ele era antecipado com entusiasmo, como um lugar mais exaltante para habitar, como uma paleta exibindo cores suficientes para satisfazer todos os gostos estéticos e perfis de felicidade reais e imaginários. Hoje, o futuro manifesta-se no rosto ameaçador das suas arremetidas prematuras

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A medicina e o trabalho

Políticos portugueses não percebem nada do Facebook
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Direito ao talvez

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Contrassenso

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Ah, o campo

Jornal de letras

A Travessia do Moderno

Ser poeta e ser moderno implica aceitar a perda de transcendência da poesia, a sua queda no mundo, na temporalidade e na finitude.

Jornal de letras

Um médico que deixa morrer à fome

É a senhora matos do 3º esquerdo? Trago aqui as suas compras, pode abrir? Deixe-se estar, não precisa de sair à rua que lhe entrego tudo separadinho por caixas, como pediu: os vegetais, o peixe, a carne, os sumos dos seus netos, as bolachinhas, os sabonetes, as revistas, e ainda lhe trago duas botijas de gás. O elevador não funciona? Não se preocupe senhora, eu subo a pé e levo-lhe todas as caixas lá acima. Vai levar só mais um bocadinho, são muitas caixas. Se tivesse dito que não tinha elevador tínhamos trazido ajuda, hoje sou só eu. Sim, compreendo, não sai de casa há um mês, não reparou no elevador. Já só falta mais uma caixa, pode deixar a porta aberta que eu subo já, já já.

Jornal de letras

Ruy Belo e Manuel Bandeira...

Num ensaio célebre sobre Manuel Bandeira, publicado em O Tempo e o Modo (nºs 62-63, 1968), lido na Sociedade Nacional de Belas-Artes, numa homenagem ao poeta brasileiro, por sugestão de Sophia de Mello Breyner, Ruy Belo afirmou que o autor de "Vou-me Embora pra Pasárgada" tinha “noções muito precisas acerca da poesia e do público”. Por isso defendia “a necessidade de uma fidelidade à vida tal como ela é”, fazendo-o “pelo recurso à enumeração e pela rigorosa passagem do singular ao universal, o que deve bastar para assegurar a um texto (…) uma temperatura poética que o tempo dificilmente fará arrefecer". E o poeta bem sabia a importância do manejo e combinação das palavras encantatórias criadoras de poesia. Ao lermos esse ensaio e o outro que publicou na revista Rumo, em 1966 compreendemos qual a ideia de Ruy Belo sobre “como um poeta se faz”.

Jornal de letras

Olhares sobre o centenário do PCP

O PCP assinala, durante este mês de março, cem anos de existência. A este pretexto, o prof. da FCSH da Universidade Nova de Lisboa, investigador - e vice-presidente - do seu Instituto de História Contemporânea, José Neves, organizou o volume Partido Comunista Português (1921/2021) - Uma Antologia, editada pela Tinta da China, que percorre períodos essenciais do partido. Entre outros, o volume contra com textos de Álvaro Cunhal, José Pacheco Pereira, Fernando Rosas, Francisco Loução, João Arsénio Nunes, António Pedro Pita, Ana Drago, Miguel Cardina e Ana Margarida de Carvalho. O JL falou com o historiador, que foi Camões visiting prof. no King’s College, de Londres, e dirige a revista Práticas da História – a Journal on Theory, Historiography and Uses of the Past

Jornal de letras

O Business Plan do niilismo ecológico

Há algo de profundamente patológico na noosfera, ou dito de outro mundo, na constelação de representações culturais do mundo contemporâneo sobre a sua própria agonia. Quarenta anos de neoliberalismo planetário debilitaram gravemente a política como horizonte de escolha e liberdade. Se no final da II Guerra Mundial, o nome dos grandes estadistas preenchia o imaginário coletivo, sendo daí que surgia a capacidade de inovação na engenharia social (estado social), na economia (o capitalismo regulado) na diplomacia (as Nações Unidas como muralha contra novas guerras de aniquilação), hoje os políticos que chegam ao conhecimento público têm de imitar as “estrelas” do reality show.

Jornal de letras

O amante robot

Jornal de letras

A escola do futuro