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Atividade imobiliária regista a maior queda na criação de novas empresas

Imobiliário

José Caria

Depois do boom de aberturas de novas agências imobiliárias em 2018, a atividade começou a desacelerar e registou a maior descida entre os vários sectores da economia

Marisa Antunes

Até 31 de agosto deste ano foram criadas em Portugal quase 34 mil novas empresas (33 968 mais especificamente), um acréscimo de 9,8% (mais 3348) que o período homólogo de 2018, segundo os dados apurados no Barómetro Informa D&B (Dun&Bradstreet).

Uma das principais novidades do barómetro recai no sector das Atividades imobiliárias, "que protagonizou uma grande vaga de empreendedorismo nos anos mais recentes", como lembra a consultora, mas que registou neste período "a maior queda em novas empresas face ao período homólogo, com menos 179 empresas criadas em 2019 (descida de 5,7%) e com o distrito de Lisboa a contribuir na totalidade para esta queda".

Em contrapartida, os setores da Construção e dos Transportes são os principais responsáveis pelo crescimento da constituição de novas empresas até 31 de agosto de 2019, representando quase 80% desse crescimento.

Na Construção nasceram 3 808 empresas (+29,7%), um crescimento transversal a todos os subsetores e distritos, ainda que com algum protagonismo de Porto, Lisboa e Setúbal.

Todos os distritos ganham novas empresas face a 2018 ao nível dos vários sectores mas Setúbal, Braga, Aveiro e Faro confirmam grande dinamismo empreendedor. No seu conjunto, estes quatro distritos viram nascer este ano 8 637 novas empresas, o que representa um terço do total do crescimento, retirando algum protagonismo aos distritos de Lisboa e Porto, que, no entanto, mantêm a liderança em número de novas empresas.