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Lisboa recebe 100 novas lojas em seis meses

Imobiliário

José Caria

Já lá vai o tempo em que os centros comerciais "esmagavam" a concorrência das lojas de rua. Hoje em dia, a lógica é cada vez mais de complementaridade

Marisa Antunes

A dinâmica do comércio de rua veio para ficar: só nos primeiros seis meses deste ano abriram 100 novas lojas em Lisboa, revela o mais recente relatório da consultora Worx.

O sector do retalho atraiu exatamente 311 milhões de euros de investimento comercial no primeiro semestre de 2019, sendo que "a abertura de novos espaços de comércio de rua em Lisboa e a expansão de centros comerciais permanecem como principais tendências", realça a Worx no seu estudo.

Em 2019, a tendência de aumento do número de lojas de proximidade que conjugam o tradicional e o cosmopolita, continuará por ser atrativo para cidadãos nacionais e internacionais; prevê-se, ainda, a manutenção dos níveis de confiança do consumidor. Ilustrando esta tendência, verificou-se neste 1º semestre de 2019, que o mercado do comércio de rua, que liderou a dinâmica no setor do retalho no ano passado, continuou a dar mostras de grande dinamismo com a abertura de cerca de 100 novas lojas em Lisboa.

Os sectores de atividade mais representados continuam a ser a “Restauração”, ”Moda & Acessórios” e “Decoração & Design”, mas o primeiro ganha com larga vantagem: das 99 aberturas de espaços comerciais deste primeiro semestre, 92 encaixam-se na classificação “Food Services & Drinks” . Assim, aos novos restaurantes juntam-se ainda "novos conceitos, tais como como serviços especializados em entregas ao domicílio e lojas de conveniência de bairro que vão ganhando popularidade", refere-se no estudo.

Centros comerciais apostam na expansão

Após anos de grande frenesim na abertura de novos centros comerciais, os tempos agora são de aprimorar o que já existe. A Worx sublinha que "os centros comerciais mais maduros do país vão continuar a apostar na requalificação e atualização, de forma a responder às novas tendências". E estas estão muito centradas em tornar a zona de restauração num espaço que vá além da sua função utilitária, tornando-os em locais onde se pode também trabalhar ou estar simplesmente em lazer fora dos horários das refeições, aumentando assim o tempo de permanência dos consumidores no espaço comercial.

O estudo dá como exemplos, entre outros, o NorteShopping "que vai somar 13 000 m2 de área bruta locável (ABL) bem como a expansão do número de lugares de estacionamento", um investimento de 77 milhões de euros e o centro comercial Glicínias Plaza em Aveiro, cujas obras de requalificação e ampliação se iniciaram em julho e que vão permitir ampliar a sua área em 13 000 m2 o que resultará numa ABL de 41 000 m2. Esta operação implicará um investimento de 40 Milhões e prevê-se a conclusão em 2021.

Em relação ao investimento comercial imobiliário no sector do retalho neste 1º semestre, a compra do Leiria Shopping por um fundo alemão no valor de 128M€, seguido da venda de um portefólio composto por galerias comerciais, que rondou os 100M€, e a venda do Barreiro Retail Park, por um fundo alemão, a AM Alpha, no valor de 55 M€, perfazem quase a totalidade dos 300M€ registados.

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