A cerimónia de inauguração do supercomputador Oblivion está marcada para esta terça-feira no Centro de Dados DECSIS. A máquina é capaz de processar 239 milhões de milhões de operações por segundo e foi adquirida para apoiar no processamento de volumes de dados na ordem dos petabytes (PB). As áreas de atuação são variadas, desde investigação e inovação desenvolvidas em Portugal e enquadradas no âmbito do design, da prototipagem e operações de radiotelescópio. O comunicado de imprensa da Universidade de Évora explica que as atividades do ENGAGE SKA (Enabling Green E-Science for the SKA Research Infrastructure) vão ocupar metade do tempo do Oblivion, enquanto a outra metade pode ser usada pela comunidade científica e empresas no âmbito da Rede Nacional de Computação Avançada.
O Oblivion tem centenas a milhares de núcleos de computação a trabalhar em simultâneo num único problema e permite analisar volumes massivos de dados e efetuar simulações numéricas em vários domínios da Ciência.
A máquina vai estar em funcionamento 24 horas por dia, sete dias por semana, sendo só parada para manutenção. Os investigadores contam poder testar e executar aplicações paralelas para variados cenários, podendo envolver a monitorização e recuperação de incêndios, previsões da evolução do clima, otimização da utilização de transportes públicos e do tráfego, melhoria da eficiência do abastecimento energético, fábricas inteligentes ou agricultura de precisão.
O consórcio ENGAGE SKA inclui sete instituições portuguesas: o Instituto de Telecomunicações de Aveiro, as universidades de Évora, Aveiro, Porto e Coimbra, o Instituto Politécnico de Beja e a Associação RAEGE Açores. O consórcio funciona como o interface da comunidade científica nacional no SKA, um projeto global que envolve cientistas de mais de 100 instituições e 21 países na preparação da construção do maior radiotelescópio do mundo.
O ENGAGE SKA conta com um financiamento global de quatro milhões de euros, atribuídos pela FCT através do Programa COMPETE 2020.