A NASA pretende enviar uma nova missão tripulada à Lua, que servirá também de auxílio à ida a Marte na década de 2030. Agora, o Comité da Casa Branca para a Ciência, Espaço e Tecnologia elaborou uma proposta que visa o adiamento desta missão para 2028. O documento, identificado como HR 5666, é ainda uma proposta que carece de aprovação.
Além do adiamento da missão lunar, a proposta pede ainda o alargamento de operações da Estação Espacial Internacional (ISS na sigla em inglês) até 2028, a construção e localização da Estação Espacial Gateway numa de várias localizações possíveis e o lançamento da sonda Artemis para a Lua de uma vez só, em vez de um lançamento faseado e posterior construção no espaço.
Os responsáveis pelo HR 5666 defendem que a missão lunar deve ser enquadrada num contexto mais alargado de uma possível viagem da Lua para Marte. «O programa de exploração espacial deve ter como objetivo enviar humanos à superfície de Marte», lê-se no documento. Este comité estima que os humanos cheguem à órbita de Marte em 2033 e que as missões à superfície aconteçam logo a seguir.
O relatório prevê prazos para a nomeação de um diretor de programa que será responsável por verificar os requisitos para um voo tripulado até Marte e coordenar um programa que investigue os efeitos da radiação, o design da nave que transportará humanos em segurança até à superfície do planeta, a construção de um veículo de transporte, o desenvolvimento de tecnologias de propulsão, a criação de habitáculos e a produção dos fatos espaciais, explica a publicação Space.com. O veículo de transporte aparenta ser a prioridade, com o documento a estimar que deva estar a realizar atividades nos prazo de 180 dias após o texto ser passado para lei.
O atual Administrador da NASA, Jim Bridenstine, tem a missão de elaborar a lista de tarefas que visem a redução dos riscos para os humanos envolvidos na exploração do “planeta vermelho”.
O texto agora proposto prevê duas missões à Lua, por ano, depois de 2028, a criação de um plano para desmantelar a Estação Espacial Internacional, a verificação do potencial de exploração comercial das estações espaciais e o provisionamento de fatos melhorados para a ISS, incluindo 12 sobresselentes, e que possam «acomodar a diversidade a bordo», numa clara alusão ao adiamento do passeio espacial causado pela falta de fatos ajustados às mulheres.
O HR 5666 prevê a atribuição de 22,6 mil milhões de dólares, cerca de 20,5 mil milhões de euros ao câmbio atual, à NASA durante o ano fiscal de 2020, um aumento de 5% face ao montante aprovado pelo Congresso no ano passado. O texto irá continuar a ser debatido antes de ser sujeito a validação e aprovação nos EUA.