BMW i4 eDrive40 em teste: Virado para o condutor

BMW i4 eDrive40 em teste: Virado para o condutor

O BMW i4 não deixa ninguém indiferente. Sabemos que o design não é consensual, sobretudo pelo gigantesco duplo rim que, no caso dos elétricos, nem é uma grelha – não há, na verdade, radiador para refrigerar. Mas gostámos. O perfil com capô longo e a traseira estilo coupé demonstram que este é um carro ‘musculado’.

Tirando alguns apontamentos estéticos, o i4 é quase indistinguível do BMW Série 4 Gran Coupé com o qual partilha a plataforma. Esta partilha da base com carros com motor de combustão tem consequências negativas, nomeadamente na habitabilidade, ou melhor, na razão entre o espaço interior e a dimensão exterior. No i4 não há frunk (mala frontal), apesar de existir muito espaço desaproveitado nesta versão de um único motor – a versão M50, com tração integral, tem um segundo motor na frente. Basta retirarmos a tampa de plástico que cobre a zona onde, na versão a gasolina, estaria o motor, para percebermos que há pouca coisa por baixo do capô. E há um ‘túnel de transmissão’ que torna pouco utilizável o lugar do meio dos bancos traseiros. Ainda na parte negativa, o eDrive 40 até tem um preço base um pouco inferior ao preço do seu concorrente mais direto, o Tesla Model 3 Long Range, mas basta começar a adicionar alguns extras para o preço subir para próximo ou mesmo acima dos 70 mil euros. Extras nas áreas da tecnologia, conectividade e segurança (assistência à condução), cujos equivalentes o Model 3 traz de base. E não nos podemos esquecer que o Tesla Model 3 Long Range tem dois motores, melhor aceleração e, claro, acesso à rede de carregamento Supercharger. Mas…

i4 melhor que Model 3

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