Exame

Siga-nos nas redes

Perfil

António Simões: o português que vai liderar a banca privada do HSBC

Exame

Há dez anos entrou para o HSBC como responsável pela área de retalho e gestão de fortunas. Em janeiro passa a líder mundial da banca privada do grupo.

As palavras de John Flint, presidente do HSBC, são poucas mas esclarecedoras: “Temos no António uma pessoa que consistentemente demonstra pensamento estratégico e a capacidade de fortalecer relações com os clientes”, lê-se no comunicado libertado pelo banco britânico esta segunda-feira, 17 de setembro.

Simões licenciou-se em Lisboa, na Nova School of Business and Economics – a mesma que está a estrear este ano um campus totalmente financiado por particulares em Carcavelos – e foi “o melhor aluno do seu curso”. A informação foi tornada pública pela própria instituição quando, há três anos, Simões foi apontado como CEO do HSBC Bank (Reino Unido). Depois da licenciatura foi professor assistente na Universidade de Columbia, em Nova Iorque, onde fez também um MBA e nunca voltou a trabalhar em Portugal.

Trabalhou em várias cidades como Paris, Milão, Hong Kong e Londres, onde vive até agora. Passou pela consultora McKinsey e pelo Goldman Sachs e há mais de dez anos entrou naquele que continua a ser o maior banco da Europa e onde tem feito uma ascensão particularmente rápida. A liderança da banca privada global do grupo acumula com diversos outros cargos na administração da instituição. Simões substitui Peter Boyles, há 43 anos neste cargo. Por sua vez, James Emmett ocupará a cadeira de Simões como CEO do HSBC Bank.

O português é um gestor particularmente discreto, reconhecido pela sua capacidade de trabalho e pelo ativismo em prol da diversidade. Aliás, ficou a seu cargo o programa para a diversidade e inclusão do HSBC, onde Simões fez questão de aumentar a percentagem de mulheres em cargos de topo e garantir que os funcionários que tiram licenças de maternidade e paternidade regressam sem serem penalizados na sua carreira. Faz também parte do grupo de fundadores do Conselho da Diáspora Portuguesa, uma iniciativa que tem o alto patrocínio do Presidente da República, e que procura promover a imagem de Portugal no mundo, ao mesmo tempo que pretende estreitar os laços entre os portugueses que se destacam no estrangeiro e o País.