Valter Hugo Mãe

Valter Hugo Mãe

Jornal de Letras
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O Cristo de Thorvaldsen

Não se faz a paixão, sucumbe-se a ela exactamente pelo mesmo mistério com que os deuses haverão de existir. A paixão e Deus são da mesma natureza. Haverão de dialogar incessantemente

Jornal de Letras
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O casamento das crianças

A mim, o que parece normal é catar milagres porque há milagres em toda a parte, dependem apenas da nossa capacidade de encantamento. Para uma alma assim, o amor é o cimo da montanha, o extremo do sol, a luz levantada sobre todas as cabeças

Jornal de Letras
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A ideia da morte

A solidão é uma corrupção do propósito humano. Estamos todos desafiados com o cárcere da pandemia. Iguais aos autómatos, somos plurais pela graça dos ecrãs, de dispositivos elétricos que nos instalam numa cidadania cada vez mais virtual. Uma cidadania sem corpo.

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Sem festa

Jornal de Letras
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A Tempestade de um Minuto

Tenho andado a convencer-me de que nunca vi o nosso mar assim. É certamente da perturbação da pandemia, do cansaço, de não haver ninguém, mas é facto que se põe em montanhas de água, que treinam para se porem de pé.

Jornal de Letras
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A tempestade de um minuto

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Poetas suicidas

Fôssemos verdadeiramente assistidos pela divindade e nada se deixaria à deriva, tudo ganharia propósito e certamente a poesia seria desnecessária

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Bienal de Cerveira

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Domingo de Fernando Namora

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Cárcere com Caetano Veloso

Primeiro plano para lidar com o desafio, sua voz abrindo na casa, como se pássaro subitamente cantasse pelo interior, mas sem perder voo nem o céu inteiro

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Criar a partir do monstro

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Estar em casa

Jornal de Letras
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1981

Ali, acabei por comprar meu primeiro livro. Ali, vi pela primeira vez uma capa do Jornal de Letras. Quando entrava na papelaria Sónia eu tinha a impressão de já ser muito mais do que a vida havia planeado para mim

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O Mestre

Estes modos de pensar acerca do ato de ver são, para mim, a grande proeza de génio de Álvaro Siza. Em Porto Alegre é muito claro: ele presenteou o Brasil com o melhor que é imaginável, diz Valter Hugo Mãe sobre o grande arquiteto português na sua crónica Autobiografia imaginária

O século das Mulheres Jornal de Letras
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O século das Mulheres

O que mais me vem interessando na literatura de hoje é a poesia das novas poetas. A mulher é uma equação que o mundo nunca permitiu ser resolvida. Adiada pela História, mormente pela História dos homens, à mulher nunca lhe foi dada verdadeiramente a oportunidade.

Jornal de Letras
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Autobiografia Imaginária: Astur-Mirandês

Com organização da autarquia e da Associaçon de Lhéngua I Cultura Mirandesa, correram as II Jornadas Amadeu Ferreira. O que mais se torna inesquecível deste evento é a alegria de se encontrarem asturianos e mirandeses como amigos que se apartaram de terras mas que se reconhecem por coração.

Jornal de Letras
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Lucretia Divina, 25 anos depois

Adília Lopes Jornal de Letras
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Adília Lopes

O que nos desarma em Adília Lopes é a impressão de que a mulher-a-dias desatou a escrever poesia. A estranheza que nos causa é a da erudição inesperada de uma doméstica, com todas as suas questões práticas e filosóficas passadas pela estética crua de versos sem um propósito de beleza, apenas a pragmática anotação dos tópicos.

Modo de Amar Jornal de Letras
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Modo de Amar

"O GGM foi viver para os livros. Vamos encontrá-lo em cada um, abundante, sempre. Entre nós. Vizinhos. Misturados, tão bem nos misturou, com a urgência de sempre. Porque o modo como nos contou o mundo é todo assim, como uma demasia, onde nos devolve um sentido de vida inesquecível"

Autobiografia Imaginária - O Prince Jornal de Letras
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Autobiografia Imaginária - O Prince

Quando anunciaram que o Prince andava aí e que havia concerto surpresa em Lisboa não tive hipótese alguma. Não deu tempo para me organizar. A vida está exigente, tudo me custa e nada permite frescuras e veraneios. Fiquei furioso. Não vi, não estive lá, não gosto de ninguém que tenha conseguido bilhete e assistir. Detesto quatro mil e não sei quantas pessoas, uma a uma.

Baile em Kiev Jornal de Letras
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Baile em Kiev

Na ilha, depois das diversões, depois dos bares e dos karaokes, ali no meio do caminho, já dentro das árvores, juntam-se os velhos.