Paulo Mendes Pinto

Paulo Mendes Pinto

CIÊNCIA DAS RELIGIÕES
Coordenador da área de Ciência das Religiões da Universidade Lusófona. Embaixador do Parlamento Mundial das Religiões e fundador da European Academy of Religions. É especializado em História das Religiões Antigas (mitologia e literaturas comparadas), mas dedica parte dos seus trabalhos a questões relacionadas com a relação entre o Estado e as religiões. Na área da Ciência das Religiões, é o responsável por diversos projectos de investigação, especialmente na relação entre as Religiões e a escola, assim como no desenvolvimento de uma cultura sobre as religiões como componente de cidadania. É ainda investigador da Cátedra de Estudos Sefarditas «Alberto Benveniste» da Universidade de Lisboa. É Membro do Conselho Consultivo da Associação de Professores de História. É director da Revista Lusófona de Ciência das Religiões. Recebeu a Medalha de Ouro de Mérito Académico da Un. Lusófona em 2013.
2020, com vírus

"2020, com vírus": O tempo na ponta dos dedos

No dia em que termina o Estado de Emergência, Paulo Mendes Pinto dá também por concluída a sua série de crónicas da VISÃO "2020, com vírus"

Paulo Mendes Pinto
2020, com vírus

O separar das águas: Brasil e EUA vs Europa

São dois universos mentais totalmente antagónicos. Num, foi a ciência que esteve na base das decisões; noutro, foi o senso comum e a subalternização do conhecimento especializado

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2020, com vírus

O novo ócio: praias sem areia

Há pouco tive um vislumbre sobre a abertura das praias em Sidney; por um corredor, os banhistas podem ir até à água, mas não podem ficar na areia…

Paulo Mendes Pinto
2020, com vírus

O vírus silenciador

Parece que, em certa medida, o vírus nos obrigou, apesar dos exageros noticiosos, a olhar para o essencial e a deixar “futebóis” para outras alturas. Afinal, com esta pandemia acabámos por perceber que uma coisa é o momento do futebol, outra é a da luta coletiva conta uma doença

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Mudar o mundo para o salvar
2020, com vírus

A vitória do senso comum

Mais que muitos milhões de norte americanos terem crescido a ouvir dizer que o criacionismo é que é correto, ouviram-no em meio escolar, colocado lado a lado com o evolucionismo, como se fosse uma teoria científica de igual valor e natureza

Paulo Mendes Pinto
2020, com vírus

Morrer ausente

Posso entender, ao ver uma notícia na televisão, que os funerais não possam ser o momento de ajuntamentos. Mas ver partir um pai ou uma mãe sem poder fazer uma despedida, sem ver o rosto há largos dias porque a pessoa doente estava internada… é brutal

Paulo Mendes Pinto
2020, com vírus

Prazeres por senha

O encontro fortuito, o choque acidental numa corrida para a água que resulta num olhar blasé que de indiferente nada tem e que dá fogo a uma paixão inesperada. Onde fica o espaço mental do não planificado, da nesga de responsabilidade que tem o acaso?

Paulo Mendes Pinto
2020, com vírus

O Ramadão da Covid-19

Contudo, como será vivido este Ramadão em contexto de confinação? Este marco no calendário é um misto de recusa ao individual e afirmação do coletivo. Ora, como se vai viver, em termos de fé, um não-coletivo?

Paulo Mendes Pinto
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Regresso ao Sagrado

Seria de uma dramaticidade tremenda a necessidade de uma futura segunda confinação devido a uma indevida gestão deste processo

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Os Excluídos da Recuperação

Hoje o vírus é democrático naquilo que a democracia tem de pior: chega a todos, mas nem todos têm a mesma capacidade para lidar com ele

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Fez-se política: o processo de “desconfinamento”

E como se desejava o arranque deste processo, mesmo que para muitos seja o manter exatamente de tudo o que até agora se fazia ou, melhor, se não fazia. Mentalmente, está passada uma barreira mental

Paulo Mendes Pinto
2020, com vírus

A instalação do medo

Mas temos de colocar limites éticos a este cavalgar assombroso rumo ao controle total das nossas vidas. Hoje é numa situação de pandemia, e parece-nos um sacrifício aceitável, amanhã é no dia-a-dia, porque já estamos habituados e pode ser sempre de alguma utilidade num caso de rapto, violação, etc

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Decameron, o humano obrigatório

Urge, em cada ser que somos, ir a fundo nas questões existenciais a que este confronto com a morte nos obriga

Paulo Mendes Pinto
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À espera do desejo de mudança…

Também após o 11 de setembro de 2001 todos dissemos que o mundo não iria ser o mesmo

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Em busca de sentido para o silêncio

A maior dificuldade que espiritualmente a confinação nos trouxe é a incapacidade que temos em estar sozinhos no confronto direto com o nosso interior. Como seria, cada um de nós, estar no centro do santuário de Fátima, à noite, sozinho? Ou na Praça de S. Pedro? Ou em casa, junto a uma janela a ver a paisagem, lá fora, livre de nós

Paulo Mendes Pinto
2020, com vírus

Gaia, para lá de nós

Gaia é potência criadora. Gaia é “ação”, é reação, é o criar como resposta ao destruir. Sim, Gaia, a Terra, pode ser o equilíbrio, mas hoje a Terra tem tudo para reagir contra nós. Personificada nessa entidade grega, hoje vemos em Gaia a hipótese apocalíptica

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A Páscoa da Covid-19

Se o centro teológico da Páscoa cristã é o sacrifício que permite uma nova Era, então hoje estamos, de facto, a oferecer o que tradicionalmente tínhamos para algo de maior e de futuro

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Futebol, tremoços e Goethe

É um contexto único que nos mostra como um certo back to basics é possível e, acima de tudo, desejável

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2020, com vírus

Porque “vai ficar tudo bem”?

Numa virose que se transforma em pandemia, este é mesmo o caminho: ir percebendo, aguardando, dia após dia, que o número de vítimas esteja a crescer menos…. Depois, sim, se tudo se mantiver, irá diminuir o número de internados, o número de infetados, até desaparecer o risco público

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2020, com vírus

O preço de uma vida

o modelo económico que vivemos até há pouco pode estar em causa ou, pelo menos, ter de ser adaptado a uma realidade de muito maior pobreza. Seremos muito mais pobres, com desigualdades maiores e, acima de tudo, com uma parte de nós desempregados, com rendimentos muito diminuídos

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2020, com vírus

Confinamento ou eremitismo? A busca do sentido

Hoje, com uma sociedade laicizada, com indivíduos mais cultos, mais exigentes para com as instituições religiosas, muitos, até, mais autónomos em termos espirituais, qual o papel das religiões? Estão a cumprir a sua função de apoiar os desfavorecidos, os mais frágeis? Ou estão também de quarentena no que de discurso de valores diz respeito?

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