João Wengorovius Meneses

Secretário-geral do Business Council for Sustainable Development - BCSD Portugal
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A Terra Devastada

Durante a COP27, no Egito, fiquei alojado num resort frequentado por turistas europeus de classe média, a aproveitar o mar vermelho em regime pulseirinha all in. Nunca tinha testemunhado tanta arrogância para com os empregados, nem tanta gente a comer tanto – as pilhas de comida amontoavam-se e quase sempre acabavam entregues aos corvos locais –, nem tanta indiferença face à beleza local. Este resort podia bem ser uma metáfora algo trágica do nosso modo autocentrado, extrativo e indolente de habitar o planeta Terra

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A questão dos plásticos

Mais de metade dos plásticos são desenhados e produzidos para uso único, ou seja, para descarte imediato. Para se ter uma ideia de escala, por minuto, é vendido um milhão de garrafas de plástico, todos os anos são utilizados 5 biliões de sacos de plástico de uso único e só nos Estados Unidos são deitadas fora mil milhões de escovas de dentes de plástico por ano

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Nos 21 anos do BCSD Portugal

Hoje sabemos que as empresas do futuro são as que forem capazes de criar valor partilhável, as que colocarem o propósito, as pessoas e o planeta à frente do lucro. Só assim seremos capazes de transformar o modo como produzimos, consumimos e vivemos

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Winter is coming

Os estilos de vida e modelos de desenvolvimento que emergiram há duzentos anos com a Revolução Industrial – assentes em combustíveis fósseis e em elevados níveis de produção, consumo e desperdício – têm os dias contados. Ou isso ou o planeta e a Humanidade entrarão num declínio progressivo inexorável

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Into the wild

A valorização da diversidade, da igualdade e da inclusão deveria ser algo natural, uma evidência, não algo a depender de leis ou políticas empresariais. Um mundo monocromático, de uma nota só, seria obviamente infinitamente mais pobre

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No meio do caminho para 2030

Como diz o ditado africano: “Se quer ir rápido, vá sozinho. Se quer ir longe, vá acompanhado.” Um dos maiores desafios da transição para a sustentabilidade é que para esta ser bem-sucedida não poderá deixar ninguém para trás e terá de respeitar os princípios – incluindo as limitações – da democracia

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Ode marítima

Talvez por ser algo distante, longe da vista, temos saqueado o mar sem parcimónia e feito dele o nosso balde do lixo, o lugar anónimo onde tudo desagua

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A insustentável leveza da coerência

A coerência não é fácil por não ter nada de imediato para nos dar – olha-nos com indiferença, não nos agradece, nem nos dá likes. Mas, se pensarmos bem, precisamente por ser o nosso maior dever, seria estranho ser algo extraordinário. Nós também não agradecemos o ar que respiramos, nem a frescura das ondas do mar. Aceitar viver segundo o imperativo ético de Dostoievski – de que somos todos responsáveis por tudo, perante todos – é muito difícil

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Ser romântico

São inquietantes os resultados de um estudo recente sobre crianças e adolescentes. Por exemplo, a constatação de que facilmente reconhecem umas largas centenas de logótipos de marcas de bens de grande consumo, mas não conseguem identificar sequer dez plantas e animais nativos do seu local de residência

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Diante do apocalipse 50 anos depois

Ou mudamos de vida nos próximos anos ou corremos o sério risco de sermos corridos como espécie deste planeta magnífico num futuro relativamente próximo, sem elegância, nem glória

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O ovo é a cena

Em Portugal, ao fim de seis anos de governação, há uma estabilidade política e orçamental de longo prazo como nunca antes houve. Não faltam, também, referenciais estratégicos recentes, do Roteiro para a Neutralidade Carbónica, ao Plano de Recuperação e Resiliência. Agora, é só uma questão de saírem do papel, sem demoras, nem disfarces. É chegada a hora de Costa mostrar que merece a confiança que lhe foi dada pelos portugueses

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O que a História explica

Após as eleições, é urgente uma ecogeringonça, capaz de repensar o nosso modelo de crescimento, de o dotar de maior competitividade e sustentabilidade – algo que deveria ter acontecido a montante do Plano de Recuperação e Resiliência em curso

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Pão e rosas, por favor

O ano que agora vai começar não será fácil, com tantas ameaças a pairar sobre o mundo. Mais do que nunca, precisamos de racionalidade, de ciência, mas também de diálogo, moderação e criatividade, na busca por justiça - para nós e para o planeta

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COP26: Assim não vamos lá

Apesar de ter tido alguns pontos positivos, a Cimeira do Clima revelou-se insuficiente para cumprir os objetivos do Acordo de Paris. O que de melhor e de pior saiu de Glasgow?

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O ser e o nada

Se as negociações da COP26 falharem, se não cumprirmos o Acordo de Paris, teremos de nos habituar a um mundo metade em chamas, metade em cheias

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O naufrágio da economia verde

A pegada ecológica da extração e tratamento de metais raros é superior à dos combustíveis fósseis. O processo tem um grande consumo de água e de reagentes químicos altamente poluentes, destrói ecossistemas e polui o ar. Temos de encontrar tecnologias mais produtivas e soluções eficazes de reciclagem e reutilização destes metais

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O que nos pede o século XXI

Que condições políticas temos hoje para reinventar o futuro? Por exemplo, para instituir uma fiscalidade verde ou políticas ambiciosas de coesão social, ou para adotarmos medidas como a semana de quatro dias de trabalho, a taxa Tobin ou o Rendimento Básico Universal?