Henrique Costa Santos

Produtor cultural

Henrique Costa Santos, gestor, produtor e programador cultural em organizações como Boom Festival, Fôlego, Festival Todos e FOLIO. Formado em Lisboa, Londres, Bruxelas e Florianópolis, viveu em quatro continentes em quatro anos. Criou a Safari Produções, que concilia as artes e uma vocação ambiental. Estudou jazz no Hot Clube e flauta transversal no Conservatório de Música de Cascais. Fez a quarta classe com a Professora Hermínia. É mestre em Gestão Cultural pelo ISCTE.

Café Central

Uma situação séria

Somos, aliás, todos ateus até que a pessoa do outro lado do telefone não percebe as instruções à terceira. Da próxima vez que estiver perto de bradar aos céus porque o interlocutor não está a apanhar as indicações, lembre-se desta aterragem

Café Central

A Língua Portuguesa é mêmo top

Há quem perca demasiado tempo a avaliar sotaques, em vez de perceber que as diferentes pronúncias são o sal e o açúcar do amor à língua

Café Central

Não há liberté sem egalité

É o recorde da ultradireita em França. Cinco anos de mandato conturbado bastaram para que uma das mais sólidas democracias europeias escapasse por pouco

Café Central

Desculpe, o senhor tirou senha?

Na prisão de Coimbra, um preso em fuga entregava-se à justiça. Fugido no estrangeiro há meses, o homem dirigiu-se ao estabelecimento prisional e deu o seu nome e número de identificação. Quis entregar-se. Só que esta bela história de redenção, tão simbólica da cristandade pascal, acabou por não dar corpo ao belo conto que prometia. Talvez por estar demasiado tempo fora, o distinto arrependido olvidou-se de que isto é Portugal. E em Portugal nenhum processo vinga sem a sacrossanta e válida documentação

Café Central

Pelos vistos, Gold

Os super-ricos compram o seu direito sem que nenhum quarto Pastorinho se apoquente

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Variante Putin

Café Central

Aviso: Este texto pode prejudicar a sua saúde

O novo programa europeu contra o cancro trouxe desafogo aos produtores portugueses de vinho. Porquê? Porque afinal não passará a ser obrigatório incluir avisos alarmistas sobre os riscos do álcool nos rótulos das bebidas. Esteve quase. Por agora, podemos recuperar as horas de sono que perdemos nos últimos dias. Isso, claro, e brindar aos nossos belos rótulos

Café Central

Ordens do Chefe Bezos

Se a Torre de Belém, ou a dos Clérigos, impedirem a aterragem de um helicóptero, não vamos demoli-las e reconstruí-las para dar licença. Ordena-se, sim, ao ilustre helicóptero que vá dar a volta

Café Central

Câmara Municipal de Portugal

À saída de uma pandemia onde a teia de interdependência global se evidenciou como nunca, o debate aconteceu como se vivêssemos num aquário. Na Câmara Municipal de Portugal

Café Central

Autoridades com patentes

Depois de as grandes farmacêuticas recusarem a partilha das fórmulas, com o aval de uma boa parte dos líderes mundiais, a Corbevax pode fazer acelerar a vacinação nos países pobres, prevenindo a doença, a morte e os caldeirões de novas variantes

Café Central

Debates marciais

Este formato só favorece o populismo, além do mais. Em doze minutos e meio, é impossível esclarecer um programa político, traçar diferenças, explicar opções. Sai a ganhar quem tem a língua mais afiada, quem surfa o soundbyte, quem é vazio de ideias, mas pródigo em táticas rasteiras. A ética, a elevação e o espírito democrático partem em desvantagem

Café Central

Ano de luz

A vida pré-pandemia parece já algo apenas ao alcance dos super-telescópios. Cabe-nos entrar no novo ano com a esperança de que a Organização Mundial de Saúde esteja certa: 2022 pode ser o fim da pandemia

Café Central

O verde da nossa bandeira

Para os portugueses, receber 273 refugiados do Instituto de Música do Afeganistão é um exemplo daquilo que mais nos deve orgulhar

Café Central

O Pai Natal não existe

Valha-nos São Nicolau, santo padroeiro da Rússia, Grécia e Noruega, patrono das cidades de Moscovo e Amesterdão. Ou talvez não. O rumo do País não é matéria para velinhas ou peúgas à lareira. Cabe à política construir futuro, criar motivos para acreditar que existe um

Café Central

O sistema está em baixo

A saga de Henrique Costa Santos numa interminável fila para um Loja do Cidadão, numa madrugada de dezembro em que "a internet" foi abaixo

Café Central

Cheque Musk

Parece haver pudor em falar no assunto, mas há que romper o tabu. Não podemos estar dispostos a perpetuar a pobreza, a estrangular a classe média, a demolir direitos básicos, a subfinanciar a Saúde, a Educação, a Cultura, a prescindir da mais elementar justiça social, a ver o planeta ruir – tudo para não enfadar pessoas cuja conta bancária parece um erro matemático. Henrique Costa Santos na sua nova coluna Café Central

Opinião

E depois do adeus

Ao fim de meses de peste, o “depois de Corona” chegou. A pandemia não acabou, mas a Era Covid chegou ao fim. Está na altura de virar a página. Nesta última “crónica d.C”, proponho um balanço de como chegámos aqui

Crónicas d.C.

Império do mal

Por muito que custe acreditar, a violência, a polarização da opinião pública, a radicalização política e o declínio da saúde mental à escala mundial são aqui meras consequências do lucro de alguém

Crónicas d.C.

Libertação parcial

Um ano e meio de peste, o espírito empedernido, a economia ligada ao ventilador, a exaustão prolongada à exaustão e, agora, o sucesso estrondoso da vacina, as condições reunidas para a abertura. Abre-te, sésamo. Com cuidado, como dizem as avós mais queridas

Crónicas d.C.

Lar, doce lar?

Que perspetivas há para um país onde um casal de jovens com educação superior e um trabalho a tempo inteiro não consegue encontrar uma casa decente?

Crónicas d.C.

Amigos coloridos

Como milhões de pessoas, estou grato a um punhado de escritores, músicos, comentadores e entertainers que atravessaram a pandemia comigo, sem me conhecerem de lado nenhum