Carmo Machado

ENSINO
Carmo Miranda Machado é professora e formadora e vive em Lisboa. Tem dedicado a sua vida ao ensino público e à escrita. Como formadora, deu cursos da área comportamental em variadíssimas empresas. Como professora, trabalha há trinta anos na escola Secundária D. Dinis, na zona oriental de Lisboa, onde tem ensinado Português a alunos do 7º ao 12º anos de escolaridade. Na sua faceta de escritora, publicou sob chancela da Editora Colibri, os seguintes títulos: Entre Dois Mundos Entre Duas Línguas (2007); Eu Mulher de Mim (2009); O Homem das Violetas Roxas (2011); Rios de Paixão (2015) e Solidão d’Amor e Ópio (2019). Colabora ainda como cronista na Revista Mais Alentejo desde 2010. Carmo Miranda Machado é mestre em Ciências da Educação pela Universidade Católica Portuguesa e licenciada em Estudos Anglo- Portugueses pela Universidade Nova de Lisboa.
Bolsa de Especialistas

A escola e a guerra: Será que basta assinalar um minuto de silêncio, usar t-shirts azuis e amarelas, construir bandeirinhas ucranianas na aula de EVT?

Ao ouvir há dias a filha de uma amiga que frequenta o 12º ano do curso de Humanidades dizer que a professora de História não falava da guerra porque estava atrasada no programa e não podia perder tempo com isso, tive a certeza de que, mais uma vez, a escola não estava a cumprir uma das principais funções para a qual deveria estar designada

Sociedade

Para que serve a escola afinal? Depende, responde esta professora

"A escola serve para tentar resolver os problemas com que diariamente se vê confrontada e ignorá-los, cobrindo-os pomposamente com os conteúdos curriculares ou com as tão em voga aprendizagens essenciais, pode resultar num remendo barato que pode rebentar antes do verão"

Bolsa de Especialistas

Os filhos da pandemia. O aflitivo retrato de uma professora sobre os efeitos dos confinamentos nos alunos

Os filhos da pandemia não escrevem, não falam, não lêem, não compreendem, não interpretam, não pensam…Retirem-lhes o telemóvel e as redes sociais e ficaremos perante seres desprovidos de qualquer interesse. O retrato de uma geração profundamente afetada pela pandemia, traçado pela professora Carmo Machado

Sociedade

Para que serve a escola, afinal? A reflexão de uma professora

Quando a escola permite que indivíduos cheguem ao 12º ano sem a mínima interiorização das regras básicas de educação e de socialização, sem respeito por si próprios e pelos outros, sem vontade de cumprir os seus deveres, sem consciência do triste estado em que se encontram, quem falhou?

Bolsa de Especialistas

À mesa com uma inspeção do Ministério do Educação. O relato de uma professora sobre as angústias da avaliação

Das muitas questões que me foram colocadas, como faz para que um aluno saiba exactamente o que deve fazer para conseguir sucesso, não lhe parece que ainda há muitos professores que usam os dados recolhidos com a avaliação formativa para a transformação em classificação, e que formação tem em avaliação, senhora doutora?... talvez a que mais me angustiou foi a seguinte: Então se faz corretamente a avaliação formativa dos seus alunos, como explica ainda a existência de classificações negativas nas pautas?

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A escola, como eu a imagino...

Uma proposta de gestão estratégica do Currículo, pela professora Carmo Machado

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E a nossa saúde mental?

Aquelas conversas triviais com amigos e conhecidos? Muitas passaram a ser evitadas e substituídas por um sms curto, rápido. Já não fazem esforços para quase nada. Tudo o que são ou julgavam ser, todos os sonhos por realizar parecem ter-se diluído nos muitos meses de isolamento e solidão. Por isso, lanço-vos este repto: Se te sentires a escurecer por dentro, faz como nós fizemos, procura ajuda!

Jovens americanos têm níveis de sofrimento psicológico sem precedentes face às gerações anteriores
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Terão os nossos jovens perdido a esperança?

Ainda que tenhamos atravessado todos estes meses ilesos, tal é apenas aparente. Agora que a vida parece estar a regressar à normalidade, deparo-me diariamente com crianças perturbadas, jovens perdidos, adultos angustiados e velhinhos tristes. Os rostos trazem estampados uma dor indecifrável, por vezes ténue, por vezes recortada a cinzel. Fiquemos atentos: nada ficou como dantes, avisa a professora Carmo Machado

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Recuperação das aprendizagens - A História do Gato Escondido com o Rabo de Fora

Se quiserem eficácia nas vossas recomendações, falem com quem está no terreno há trinta anos e escutem atentamente as nossas propostas

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Carta de uma professora a propósito do regresso ao ensino à distância

No início de mais um período de ensino remoto de emergência, multiplicam-se as notícias, opiniões, propostas - vindas de todo o lado - sobre como fazer ou não fazer, o que deve ser ou não deve ser este ensino. Vamos então por partes e, se fazem favor, ouçam os professores

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Balanço 2020

Deste ano, fica a maior das aprendizagens desse currículo oculto que é a vida: a consciência de que, num instante, tudo pode mudar

Sociedade

E se as escolas voltarem a encerrar?

"Pedi aos meus alunos do Secundário (cerca de 100) um depoimento escrito sobre o seu período de confinamento. Os meus grandes receios confirmaram-se: esta experiência, na maioria dos casos, foi mais traumática do que eu esperava". Os testemunhos recolhidos pela professora Carmo Machado

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Na linha da frente, senhor primeiro-ministro!

Senhor primeiro-ministro António Costa, pressinto que algo vai correr mal nas nossas escolas a qualquer momento. O número de alunos por turma continua exagerado e como me dizia um miúdo ontem: Stora, basta estender o braço para tocar no colega do lado

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O apelo da memória

Talvez devêssemos começar o ano letivo, nas escolas de todo o país, com uma atividade que fosse transversal a todas as disciplinas, ciclos e idades: A Semana da Tolerância.

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Não me falem já do regresso às aulas, por favor!

A professora Carmo Machado explica porque optaria sem pestanejar por um cenário de aulas em regime misto no início do ano letivo

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E agora, que notas lhes vamos dar?

A verdade é que ensinar neste terceiro período foi diferente e, por isso, avaliar também terá de o ser. Mas será mesmo assim? Será que foi tudo tão diferente do habitual? Tínhamos mesmo as competências necessárias, professores e alunos, para ensinarmos e aprendermos desta forma? Eu tenho dúvidas. Os meus alunos raramente ligaram a câmara. Quando o fizeram, a pedido, quase imploração, fui surpreendida com alunos despidos da cintura para cima, enfiados na cama, estendidos no areal ou mesmo a tomar uma refeição com toda a família... A reflexão da professora Carmo Machado

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Ensinar à distância: Crónica de uma vida real

Serve tudo isto para vos dizer que o regresso à escola no dia dezoito de maio se revela, no meu caso concreto, totalmente desnecessário. Pelos riscos que implica e, sobretudo, porque os alunos que irão regressar são exatamente aqueles que conseguiram utilizar esta nova experiência como um excelente estágio para a vida que os espera no ensino superior. Quanto aos demais, até dia 26 de junho continuarão a fingir que aprendem e eu a fingir que ensino. O testemunho da professora Carmo Machado

Greve de sexta-feira na função pública deve ter mais impacto na saúde e educação
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Obrigada, professores!

"Que orgulho ter visto o que vi e fazer parte desta geração de professores que encontrou, quase de um dia para o outro, soluções alternativas para dar continuidade às atividades letivas e ao contacto quase diário com os seus (muitos) alunos". A emotiva mensagem da professora Carmo Machado

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O estado da Educação

O professor tornou-se o saco de boxe de uma sociedade adormecida, um mero instrumento de trabalho, um funcionário da administração pública como qualquer outro que se limita a continuar a fazer a máquina funcionar. A análise da professora Carmo Machado

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As vidas de 2020

Há o L., que está repetir o 12º e que adormeceu num banco de cimento durante uma espera de duas horas pela aula seguinte, há a B., que é lésbica mas a mãe não sonha e, como castigo pelas más notas, só a deixar sair com as amigas (não com os amigos) e a C. que se sentia "bué alone". As muitas vidas que passam pela da professora Carmo Machado

Acabou-se a poesia
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Testemunho de uma professora: O rei vai nu

A sensação de impotência e de vazio espalha-se pelas salas de professores. Lidamos diariamente com comportamentos de baixo impacto mas de elevada frequência. E, pouco a pouco, dia após dia, semana após semana, mês após mês, ano após ano, o reflexo destes comportamentos aliado à urgência em apagar tantos fogos ao mesmo tempo vão-se acumulando dentro de nós. O testemunho da professora Carmo Machado