António Mega Ferreira

Jornal de Letras
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A bandeira da secessão

Dois meses passados sobre a investidura do 46º Presidente dos Estados Unidos, começam a esbater-se as nuvens que assinalaram o desastroso mandato de Donald Trump, ao mesmo tempo que se afirmam linhas políticas diferenciadoras que fazem acreditar que Joe Biden talvez seja capaz de devolver ao seu país uma certa credibilidade moral que ele perdera nos últimos quatro anos. Com Trump, os EUA tinham-se aproximado perigosamente das fronteiras que identificam um Estado-pária, na sugestiva definição de John Rawls. Persistem, no entanto, as ondas de choque do acontecimento traumático que foi o assalto ao Capitólio, em 6 de janeiro, levado a cabo por uma multidão de fanáticos apoiantes acirrados pelo discurso incendiário de Trump.

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Tarde, mas ainda a tempo

Numa entrevista concedida a um jornal luso-francês dirigido à emigração e publicada em 18 de janeiro passado, o Presidente da República produziu, uma semana antes das eleições presidenciais, algumas das mais significativas declarações do seu primeiro mandato, no que respeita aos processos eleitorais e, por extensão, ao próprio regime constitucional por que nos governamos desde 1976. Pena é que tenha esperado pela última semana de campanha e escolhido um jornal de circulação limitada para as divulgar, já que elas introduzem um debate que se arrasta – sem verdadeiro debate – há anos e se tornou mais premente nos tempos de confinamento em que vivemos desde o ano passado.

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Tarde, mas ainda a tempo

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Ideias (JL)

A biblioteca desaparecida

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A defesa do Romance

Desde que me conheço que ouço, ciclicamente, anunciar a “morte do romance”. A qualquer inovação tecnológica, a qualquer forma “mais moderna” de comunicar uma história, aparecem logo os profetas de um futuro que nunca conhecerão a anunciar que o romance “está pela hora da morte”