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Perfil

Paula Alves Silva

Paula Alves Silva

Paula Alves da Silva é jornalista licenciada pela Universidade do Porto e Universidade de Santiago de Compostela, uma orgulhosa portuguesa do Norte, uma amante de sol e mar e uma apaixonada por viagens. Actualmente a viver na capital Americana sendo jornalista da Voice of America, continua a colaborar com jornais portugueses. Na bagagem traz trabalhos de Espanha, Itália, Islândia, Alemanha, Inglaterra, EUA, Bangladesh, entre outros, e histórias de viagens de cerca de 30 países. Agora mais do que nunca, acredita que pessoas informadas não são apenas capazes de mudar o seu mundo. São, sobretudo capazes de mudar o mundo. Visite o meu site (https://www.eating-the-world.com/)

  • Humanidade 3.0

    WASHINGTON, EUA- Sabe, um clique e uma partilha não salvam um corpo em chamas. Está a ouvir? Nós temos o poder. Podemos passar o resto da vida a acreditar que as nossas acções no mundo virtual alteram a realidade ou olhar em frente e escrever um futuro espelhado em Eça de Queirós, que dizia que curiosidade é o “instinto que leva alguns a olhar pelo buraco da fechadura, e outros a descobrir a América"

  • Beira: Porque não podemos esperar

    BEIRA, MOÇAMBIQUE - É 2019. Eu vejo um homem negro. Ele faz subir e descer uma enxada, na tentativa de diminuir a erva brava que começa a engolir o enorme terreno do Grande Hotel da Beira. Cheira a esgoto e a sabão saído das bacias de água contaminada onde homens e mulheres lavam a roupa e o corpo. Crianças sujas, desempregados, pobres fazem parte do seu dia-a-dia

  • Heróis sem capa

    COX BAZAR, BANGLADESH - Percebi tudo na primeira noite. Percebi que dificilmente se despe do corpo o desespero, a necessidade urgente de ajuda com que os refugiados chegam. Percebi-o nos olhares dos trabalhadores humanitários que tentam furtivamente escapar à dor que paira no ar do maior campo de refugiados do mundo

  • Da minha rua vejo o mundo

    WASHINGTON, EUA - O Jaime já não se senta na esquina da casa onde me ensinou a pregar para fazermos telas de madeira para as minhas pinturas de adolescente. Foi-se entre as minhas viagens a atravessar o oceano. E desapareceram outros. Quase todas as personagens da minha infância a correr ruas, de bola, skate ou pedais nos pés são agora memória