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José Reis Santos

José Reis Santos

BUDAPESTE, HUNGRIA - Comparativista. Talvez seja esta a melhor forma de me descrever. Quer como historiador, cientista político ou sociólogo amador. Neste sentido, tendo vivido e investigado em Madrid, Bruxelas, Nova Iorque, Inglaterra e agora Budapeste, tenho procurado articular pontes e ligações entre a sociedade civil, académica e política, de forma a retirar destes mundos (tantas vezes isolados) pontos de convergência e de comunalidade. Estar em Budapeste tem-me permitido acrescentar mais um ponto de observação, este proveniente da Europa Central, aos fornecidos por alguns dos lugares pelos quais tenho passado, partindo sempre desse berço de cosmopolitismo que é a minha Lisboa. Vivemos num mundo complexo, cheio de nuances e particularidades, falsa informação e algoritmos condicionadores, gente doida e perigosa, cheia de verdades e factos-alternativos, novos nacionalismos e disrupções sistémicas. Assim, quando mais procurarmos retirar do contacto com outras culturas e gentes, da sua literatura, história ou gastronomia, mais capacitados nos encontramos para entender um pouco (mais) o que nos rodeia.

  • As sombras de Orbán

    Num ato inédito, o Parlamento Europeu aprovou uma ação disciplinar contra a Hungria, por alegadas violações dos valores fundamentais democráticos. Em Budapeste, no entanto, o chefe do Governo nem vacilou: anunciou que não irá ceder perante o que disse ser uma chantagem, prometeu continuar a impedir a imigração e, se for caso disso, enfrentar Bruxelas. Quais as consequências para a União?

  • A Realidade comparada da cultura de trabalho numa multinacional na Hungria, vista por um Português

    BUDAPESTE, HUNGRIA - Como o último texto foi bastante debatido na comunidade portuguesa em Budapest, mantenho hoje aberta a colaboração nesta página. Subjacente a esta ideia encontra-se a ambição de deixar registo de como alguns elementos da comunidade portuguesa sentem e vivem a cidade, agora. Pretendo ainda com estes convidados apresentar os diversos mundos em que, numa cidade tão cosmopolita e complexa como a capital magiar, vivem os portugueses que em certo momento das suas vidas decidiram se aventurar por terras a Leste. Em breve regressarei aos textos assinados. Entretanto, deixo a opinião do Tiago Hipólito, que conheço há já um bom par de anos, bom benfiquista e autor de um dos melhores bacalhaus da cidade, e que tem trabalhado no mundo das multinacionais.

  • Day after

    BUDAPESTE, HUNGRIA - Sem debate ou contraditório, ficamos sem saber quais as apreciações que o governo faz da sua governação dos últimos anos, ou críticas, apenas que se sente untado por poderes divinos para travar um senhor já bem acima dos 80 anos, e as suas ambições de transportarem Meca para Berlim

  • (novos) Fados

    BUDAPESTE, HUNGRIA - Talvez tenha sido sempre este o nosso Fado, lançarmo-nos ao pelos mares sem pejo ou medos, livres como "Joyces", e condicionados como "Brunos"

  • Um exemplo de democracia

    Estes dias encontro-me em Lisboa, onde vim votar. E mergulhar na cidade em ambiente eleitoral, especialmente autárquico, ver as diferentes cores, candidatos, projectos e planos para a cidade, é uma delicia, devo admitir. Especialmente quando estamos habituados a seguir a vida cívica e política noutras paragens.