Crise nas escolas: A grande fuga dos professores

Crise nas escolas: A grande fuga dos professores

“Vais ser professor? Depois não digas que não te avisei.” O “aviso” veio de um amigo de Adolfo Ribeiro, 26 anos, mestre em Engenharia de Materiais. Vemo-lo a atravessar, agora como professor, os conhecidos corredores da Escola Secundária de D. Luísa de Gusmão, em Lisboa, onde foi aluno. Traz na bagagem a experiência como explicador e apenas o “receio” de ter de lidar com alunos malcomportados.

O temor passou depressa. “Portaram-se melhor do que eu estava à espera e ficaram muito contentes por terem novamente professor e por eu ser jovem”, conta, pouco antes de ir para mais uma aula. As cinco turmas do 9.º ano que lhe foram atribuídas estavam sem aulas de Físico-Química há dois meses. “Contei-lhes que sou engenheiro, que não tenho formação de professor e que também preciso da ajuda deles.” E assim tem funcionado, com um espírito de entreajuda.

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