João Rendeiro: A vida e a ambição do milionário fugitivo. Os crimes, as condenações e a caça ao homem

Andava no 11º ano do Liceu Pedro Nunes, em Lisboa, quando arranjou o seu primeiro emprego a fazer inquéritos de rua para uma empresa de estudos de mercado. Não era muito fácil conseguir que as pessoas abrissem as portas de casa e respondessem, mas, depois de o conhecerem e de o deixarem entrar, ficavam rendidas. “Até me tratavam como um filho”, vangloriava-se João Rendeiro num dos livros que escreveu. O jeito para “convencer os outros” é uma das características do ex-banqueiro, agora fugitivo, garante Jaime Antunes, que era das pessoas próximas do antigo presidente do BPP (onde era acionista e cliente) e que sentiu na pele esse talento do colega. “Um mês antes de o banco rebentar, eu quis reverter os meus ativos em dinheiro, mas ele convenceu-me de que estava tudo bem, mostrando-me muitos gráficos e documentos”, conta Jaime Antunes, lembrando aquele dia de outubro de 2008 em que, por causa de “um feeling” sobre a situação do BPP, se reuniu numa das salas do banco com a sua gestora de conta e com Rendeiro. Um mês depois, tudo ruiu. “Senti-me o que se chama um otário”, confessa Jaime Antunes, que hoje ainda lidera a associação dos clientes do BPP (que acusa o Estado de prejudicar os credores portugueses), apesar de sempre ter mantido uma relação com Rendeiro, tendo até participado, neste ano, no lançamento do seu último livro, Em Defesa da Honra.

1 Infância João Rendeiro aqui com 8 anos. Aos 10 esteve muito doente com febre reumática 2 Família João, com o pai, que Também se chamava João e tinha uma sapataria, e a mãe Joana 3 Férias Em pequeno, o ex-banqueiro na praia da Parede. Ia muito para Aveiro, zona da família 4 Casamento Aos 21 anos, João Rendeiro casou-se com Maria de Jesus (Fotos do livro: João Rendeiro. Testemunho de Um Banqueiro)

Era comum, no lançamento dos livros do ex-banqueiro, estarem algumas figuras públicas, seus amigos, como o antigo ministro e atual vice-presidente do PSD David Justino, seu colega dos tempos da universidade, e o socialista João Cravinho – os dois foram, aliás, autores dos prefácios de outros livros que Rendeiro escreveu. Todos admitem ter ficado surpreendidos, e até incrédulos, quando perceberam que Rendeiro, condenado a uma pena de prisão efetiva, fugiu do País, partindo de Londres num jato privado para local incerto. No entanto, parece certo ser um sítio sem extradição com Portugal, como Belize ou Singapura. “Não tenciono regressar”, avisou num texto que publicou no seu blogue Arma Crítica.

Os amigos políticos
Neste momento, foram já lançados pelos tribunais dois mandados de captura internacional, mas o facto de ele não ter viajado num avião comercial está a dificultar a sua localização. João Cravinho viu-o pela última vez, há já algum tempo, no restaurante Darwin, que se situa na Fundação Champalimaud, em Lisboa. “Conversámos um bocado”, conta, acrescentando que manteve a amizade com Rendeiro, mesmo depois de ele ter caído em desgraça. “Os meus amigos não têm de ser anjos, apesar de eu ter uma posição crítica sobre o que se passou, percebendo a sua gravidade”, diz o socialista, contando que não era comum falarem do processo judicial. “Nunca lhe pedi que se justificasse”, diz, lembrando que a ligação entre os dois vem dos tempos em que Rendeiro estudava no ISEG – Instituto Superior de Economia e Gestão da Universidade de Lisboa. “Eu dirigia um grupo de estudo de Economia Industrial que, na época, era muito avançado. E ele apareceu. A partir daí, mantivemos sempre contacto”, relata Cravinho. Foi também nesses anos que David Justino o conheceu. “Éramos da mesma turma do curso de Economia”, refere o social-democrata, recordando-se de que Rendeiro “era um excelente aluno”. E já na época mostrava a sua ambição de estar sempre no topo: “Ele era próximo da comissão diretiva.”

“Um mês antes de o banco rebentar, eu quis reverter os meus ativos em dinheiro, mas ele convenceu-me de que estava tudo bem”, conta Jaime Antunes, então acionista e cliente do BPP

Entre esses tempos na década de 70 e agora, correram mais de 40 anos. Pelo meio, João Rendeiro passou por vários empregos. A sua primeira experiência profissional foi um part-time no Sindicato dos Metalúrgicos, quando estava ainda a estudar no ISEG. O seu trabalho era organizar os ficheiros, mas a relação laboral acabou mal: foi despedido por ter desobedecido e ter ido ver um jogo de futebol. Depois de terminar o curso de Economia, em 1976, como melhor aluno – segundo conta o próprio João Rendeiro, no livro Testemunho de Um Banqueiro –, tornou-se assistente na universidade. Depois, entrou para o Ministério da Indústria e Energia, a convite de uma professora sua, Aurora Murteira. Em 1977, foi fazer o doutoramento em Inglaterra. Quando regressou, em 1984, a sua vida profissional desenrolou-se numa subida vertiginosa: foi contratado para a McKinsey, dedicando-se à consultadoria, mas depressa percebeu que o que o seduzia era o mercado de capitais. Envolveu-se, então, em fundos de investimento, primeiro no Gestifundo, em 1986, depois no Unifundo, em que investia em ações e obrigações, e, a seguir, no Capital Portugal, tendo criado ligações com os grupos financeiros e as famílias mais influentes do País. Aliou-se ao Banco Totta & Açores, numa altura em que sonhava já ter um banco de investimento, lançou as águas Frize e deu aulas de Marketing, na Universidade Nova, e de Finanças, na Universidade Católica.

Justiça diplomática

A caçada lançada a João Rendeiro ainda só agora começou – e a Justiça portuguesa não dá o caso como perdido. Europol e Interpol já têm na sua posse os dois mandados de captura internacional em nome do ex-presidente do BPP. O primeiro passo será mesmo a identificação do seu paradeiro para, então, serem formalmente pedidas a captura e a extradição às autoridades desse país. Se isso não for possível, por falta de acordo de extradição, os países fronteiriços – caso existam – serão os primeiros a ser alertados, apertando-se, desta forma, o cerco ao foragido.

Os esforços para se deter João Rendeiro não vão, no entanto, ficar por aqui. Se os mandados de captura internacional, emitidos pelo tribunal, não surtirem efeito, o processo passa para as mãos da Procuradoria-Geral da República (PGR) que, através de um pedido dirigido ao Ministério da Justiça, pode dar início a um processo que, a partir desta fase, entrará no campo da diplomacia.

Será, por fim, à mesa das negociações bilaterais que se poderá, eventualmente, desbloquear (ou não) a situação – um processo, normalmente, moroso e difícil, conduzido, regra geral, pelos ministérios da Justiça ou dos Negócios Estrangeiros.

Em 1994, quando já se movimentava à vontade nos bastidores do mundo da bolsa e dos negócios de investimentos, saiu do Totta e, numa sala de um escritório na Avenida da Liberdade, começou a engendrar o que viria a ser o Banco Privado Português. Criou-o com vários acionistas, como os Vaz Guedes, a família Serrano, das tintas CIN, Stefano Saviotti e Francisco Pinto Balsemão, entre outros, uma sociedade de investimentos, a Sigma Capital. Ao fim de cerca de um ano, estava Rendeiro na Suíça quando José Miguel Júdice, seu advogado, lhe telefonou para dar uma notícia: o Banco de Portugal tinha aceitado o pedido de licença para que a sociedade pudesse passar a ter um banco. Nasceria o BPP, que acabaria por ser apelidado de “banco dos ricos”.

Vida de luxo
A sua capacidade financeira permitiu-lhe levar uma vida de luxo: começou a andar de Porsche 911 descapotável e comprou uma casa na Quinta Patino, em Cascais, para a qual convidava muitos amigos, como João Cravinho. Rendeiro gostava de juntar várias personalidades. Era comum surpreender sempre os convidados com uma performance de algum artista, como, por exemplo, a do músico Rão Kyao, lembra Cravinho. Entretanto, tornou-se um dos 11 sócios fundadores do Restaurante Eleven, com José Miguel Júdice, com quem mantinha uma relação de proximidade. Viajava constantemente e foi-se transformando num cliente assíduo do luxuoso Hotel Ritz, em Lisboa. Movimentava-se nos circuitos da elite social e financeira e começou a comprar arte para si e, depois, para o banco. Mais tarde, reuniu a mais importante coleção privada de arte contemporânea de Portugal, a Ellipse, que abriu ao público, em maio de 2006, num art center criado por Rendeiro, em Alcoitão, numa inauguração com 400 convidados que contou com alguns colecionadores internacionais.

Na arte, a sua aliada foi, desde o início, a galerista Cristina Guerra que ainda se recorda do dia em que o ex-banqueiro a contactou. “Ele viu umas peças da nossa galeria na revista Casa e Jardim e telefonou-me”, conta, lembrando que em breve foi a casa que Rendeiro e a mulher, Maria de Jesus, tinham na Ericeira, onde juntavam várias peças de arte que compravam, para ver o que valia a pena manter. Foi-lhe ensinando a distinguir obras de qualidade e abriu-lhe as portas do mundo da arte. “Apresentei-o a toda a gente”, refere a galerista, explicando que percebeu que ali estava um investidor que podia ajudar a desenvolver a arte contemporânea no País. “O primeiro quadro que me comprou foi de Julião Sarmento”, refere. Ficaram amigos. Aliás, há poucos meses, João Rendeiro e a mulher ligaram-lhe para a convidar para almoçar. Cristina ainda pensou em recusar o convite, mas acabou por ir. Jamais esquecerá, diz, o impacto que a coleção criada por Rendeiro teve na arte em Portugal e no lançamento de alguns artistas nacionais. Durante muitos anos, Cristina e Rendeiro cruzaram-se em feiras de arte internacional, e foi ela quem lhe apresentou os homens que o ex-banqueiro escolheu para curadores da sua coleção. Pedro Lapa, que era diretor do Museu do Chiado, Alexandre Melo, assessor cultural do então primeiro-ministro José Sócrates, e Manuel Gonzalez, que dirigiu a JP Morgan Chase Collection de Nova Iorque. “Entre 2004 e 2008, gastaram-se 35 milhões de euros para a coleção”, revela Pedro Lapa à VISÃO, dando ideia da dimensão do investimento que até hoje não era completamente conhecido.

Costumava fazer jantares na sua casa, na Quinta Patino, onde juntava gente influente que ele presenteava com atuações de artistas, recorda João Cravinho

Com a queda do BPP e os vários processos judiciais, o grande império artístico ficou arrestado: a coleção pessoal, as obras que existiam espalhadas no BPP e também a coleção Ellipse. “Está tudo arrestado, uma parte pelo Banco de Portugal, outra pela comissão liquidatária do banco”, esclarece o antigo curador, sublinhando que, entretanto, se descobriu que “o dinheiro para a coleção Ellipse saía todo do banco”, através de uma das offshores que Rendeiro detinha. A coleção, que hoje conta com 900 obras, entre elas muitos vídeos e instalações, e em que estão representados autores como Julião Sarmento ou Pedro Cabrita Reis, está guardada num armazém em Alcabideche, sendo detida em 95% pela Comissão Liquidatária do BPP, liderada por Manuel Mendes Paulo. No entanto, há uma semana, a ministra da Cultura, Graça Fonseca, disse numa entrevista que o Estado mantém o interesse em comprar a coleção.

As origens, a doença e o casamento
Ao lado de João Rendeiro esteve sempre Maria de Jesus da Silva de Matos, com quem se casou aos 21 anos. Ambos eram da Murtosa. João Rendeiro nasceu a 22 de maio de 1952, sendo filho único. Os avós maternos eram agricultores, o pai, João, dono de uma sapataria em Campo de Ourique, e a mãe, Joana, geria os prédios que iam comprando com as poupanças que o casal fazia. Na infância, adorava, nas férias que passa na terra dos pais, fazer poços até encontrar água. Viveu um período mais complicado quando, aos 10 anos, teve febre reumática e ficou meses a fio deitado. Estudou nos Salesianos de Lisboa e também no Liceu Pedro Nunes, onde, segundo relatou nos seus livros, se sentiu sempre diferente dos “meninos da Lapa”, filhos de pessoas importantes. Estava no dia a dia com “este naipe de pessoas”, mas “sabia que na verdade não pertencia ao seu grupo”. “Não vestia como eles”, escreveu o ex-banqueiro, confessando: “Isso encastrou em mim a ambição de ser como eles. Não minto. Para fazer a diferença, teria de fazer melhor do que eles.”

Quando se casou, para ele conseguir estudar, era Maria quem trabalhava, primeiro como tradutora de inglês e francês, numa garagem de automóveis, depois na empresa de produtos químicos Valadas. Quando ele enriqueceu, ela deixou de trabalhar. “Eles têm uma relação fortíssima”, descreve João Cravinho. Não têm filhos e casaram-se muitos novos. Nessa época, já se começaram a movimentar nos meios socialmente mais elitistas. Davam-se com Manuel Pinho, que viria a ser ministro da Economia, e com a mulher de então, e costumavam jantar juntos, até porque Manuel Pinho era outro dos colegas de Rendeiro no ISEG. Os dois eram, aliás, dos melhores alunos e, no terceiro ano, foram convidados a serem monitores. “Manuela Ferreira Leite era a professora responsável. E Cavaco Silva também foi nosso professor”, recorda o antigo ministro da Economia, que conta que depois se afastou do amigo da universidade por causa da carreira que o levou para o estrangeiro. No entanto, lembra-se de que chegou a ir à exposição da coleção Ellipse – na época em que Rendeiro estava no auge da sua vida profissional e social. Hoje, está fugido da Justiça e condenado a penas em três processos diferentes, o que, somando todas as sentenças, atinge os 19 anos e dois meses de prisão efetiva, por vários crimes – como burla, fraude fiscal, abuso de confiança e também crimes de falsidade informática e falsificação de documentos (ver caixa). Mas, apesar de o seu património ter sido arrestado, mantém uma vida de luxo: em sua casa, na Quinta Patino, onde ainda vive a mulher, Maria, que não o acompanhou na fuga, a polícia encontrou um envelope com 136 notas de 500 euros, num total de 68 mil euros. Além disso, o ex-banqueiro passou os últimos anos a alegar que não tinha dinheiro para pagar as multas de 2,5 milhões de euros, resultantes de processos do Banco de Portugal e da Comissão do Mercado de Valores Mobiliários.

Processos e condenações

Cinco anos por falsidade
João Rendeiro foi condenado, no dia 15 de outubro de 2018, a uma pena de cinco anos e oito meses de prisão efetiva, pelos crimes de falsidade informática e falsificação de documentos, já transitada em julgado. A decisão condenatória ainda não tinha sido executada, devido aos sucessivos recursos apresentados pelo réu. O segundo mandado de captura internacional, agora emitido, após a fuga, prevê o cumprimento desta sentença.

Três anos por burla
O antigo banqueiro também foi condenado, no dia 28 de setembro de 2021, a uma pena de três anos e seis meses de prisão efetiva, pelos crimes de burla, mas ainda não foi notificado da decisão, pois, antes, havia informado o tribunal de que ia deslocar-se ao Reino Unido por razões de saúde. A decisão é ainda acompanhada pela pena de pagamento ao Estado de coimas no valor de €2,5 milhões, na sequência de processos de contraordenação do Banco de Portugal e da CMVM.

Dez anos por fraude
O ex-presidente do BPP foi ainda condenado, no dia 14 de maio de 2021, a uma pena de dez anos de prisão efetiva, pelos crimes de fraude fiscal qualificada, de abuso de confiança qualificado e de branqueamento. O processo está em fase de alegações e respostas aos recursos, mas terá sido a alteração da medida de coação ao réu (para prisão preventiva), no âmbito deste caso, que motivou a fuga de Rendeiro. O primeiro mandado de captura internacional emitido, após a fuga, pretende, precisamente, forçar o antigo banqueiro a cumprir a decisão do tribunal.

Segundo várias fontes, Rendeiro, mesmo sendo alvo de processos-crime, continuava a fazer consultadoria a portugueses que lhe pediam sugestões sobre onde investir o dinheiro. “Prestava serviço a muitas pessoas em Portugal”, diz uma fonte próxima, lembrando que ele nunca abdicou do gosto pelas coisas boas da vida. Quando estudou em Inglaterra, odiou estar num quarto da universidade e não descansou enquanto não foi para uma casa apalaçada, onde residiam estudantes estrangeiros, filhos de milionários e membros da alta sociedade.

Na sua condenação mais recente, o juiz considerou que o comportamento do seu banco “foi ganancioso e não se preocupou com os riscos”.  “Acho que uma das razões da queda do banco foi João Rendeiro ter aplicado dinheiro de forma aventureira em produtos de longo prazo, que sofrem mais nas cotações”, diz Jaime Antunes, explicando que esta característica do antigo colega, a par da conjuntura na época e do facto de a empresa de rating Moody’s ter feito um downgrade do banco, provocou uma correria aos depósitos e às aplicações. No dia 28 de novembro de 2008, Rendeiro acordou por volta das sete da manhã e foi a correr para o Hotel Ritz, onde se reuniu com os advogados para tentar sobreviver à situação. Mas, horas depois, teve mesmo de se demitir do cargo de chairman do BPP.

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