Traidora ou inocente: A trágica história da espia americana Ethel Rosenberg

Foto: Getty Images Na prisão “Recordem-se sempre de que éramos inocentes e de que não podíamos ir contra a nossa consciência”, escreveram os Rosenberg aos filhos

Ethel media apenas 1 metro e 52, e não era robusta, embora tivesse ganho alguns quilos na prisão. Quando se sentou na mesma cadeira elétrica em que o marido, Julius, acabara de ser executado, todos os que estavam na sala viram como as correias pareciam demasiado largas para o seu corpo. Talvez por isso ela não morreu logo ao primeiro choque de dois mil volts. Nem ao segundo ou ao terceiro ou ao quarto, aliás.

Seriam necessárias cinco descargas para o coração da pequena mulher parar de bater. Só então os guardas foram dizer ao rabino Irving Koslowe, durante décadas capelão judeu da prisão de Sing Sing, no estado de Nova Iorque, que podia parar de entoar salmos. Os comunistas Julius e Ethel Rosenberg, acusados de terem revelado segredos nucleares americanos à União Soviética, em plena Guerra Fria, já não pertenciam ao mundo dos vivos.

Passavam uns minutos das oito da noite de 19 de junho de 1953. O Sol pusera-se pouco antes, dando por finda aquela longa sexta-feira. Até ao último momento, os Rosenberg haviam acreditado que ainda poderiam vir a ser poupados e que voltariam a viver em liberdade, na companhia dos dois filhos.

Michael e Robert estavam, então, com 10 e 6 anos. Naquele mesmo dia, tinham recebido uma carta em que os pais lhes pediam: “Recordem-se sempre de que éramos inocentes e de que não podíamos ir contra a nossa consciência.”

Também escassas horas antes, o advogado do casal, Emanuel Bloch, levara à Casa Branca um derradeiro pedido de clemência, dessa vez escrito por Ethel na sua cela. “A dúvida é grande”, acrescentara Bloch, na esperança de que o Presidente Eisenhower cedesse às vigílias que se haviam multiplicado dentro e fora do país, contestando a condenação à morte dos Rosenberg.

Reações Dentro e fora dos Estados Unidos da América, foi grande a pressão da opinião pública para salvar os Rosenberg. Ficara claro que eram vítimas da histeria da Guerra Fria

Tal como fizera Truman, seu antecessor no cargo, Eisenhower já escolhera não intervir, apesar dos apelos de pessoas influentes como o Papa Pio XII, feroz anticomunista, Albert Einstein ou Pablo Picasso. Mas se ele chegou a afirmar publicamente que as ações do casal tinham traído os milhares de americanos que combatiam na Coreia, a sua correspondência privada revela que não queria, sobretudo, passar a ideia de que os Estados Unidos da América eram “fracos e temerosos” face à ameaça soviética.

O Presidente sabia que a acusação contra Ethel era frágil. Pior: que ela fora forjada pelos procuradores. Além de não existir qualquer documento a provar uma ligação ao KGB, a sua detenção acontecera apenas para forçar o marido a avançar com nomes de outros espiões. E o FBI só pedira a cadeira elétrica para ambos na esperança de que, finalmente, falassem (a Lei de Espionagem de 1917 prevê a morte em tempo de guerra; em tempo de paz, a pena máxima é de 20 anos de prisão). Mesmo assim, o inquilino da Casa Branca não cedeu.

Patinho feio
Eisenhower alinhava com a maioria do seu povo. Se a acusação contra Ethel era frágil, a sua imagem era a de uma mulher forte. Quase três anos mais velha do que o marido (ela morreu com 37 e ele com 35), passava por determinada e fria. Não ajudava o facto de não ser particularmente atraente e de se vestir de maneira pouco cuidada. Os jornalistas notavam que os seus lábios, muito finos, quase nunca se abriam num sorriso. E a acusação apresentou-a como a figura dominante do casal.

“Foi muito mais difícil ela morrer”, relatou Bob Considine, um dos repórteres que pôde testemunhar as duas execuções e ver Julius, “o mais fraco”, sucumbir ao terceiro choque elétrico. “[Foi] como se fosse mais difícil matá-la por ser dura de roer”, ainda se espanta a jornalista e escritora Anne Sebba, quase 70 anos depois. “É uma visão extraordinária da maneira como ela estava a ser percecionada”, comentou numa entrevista à radio americana ABC, a propósito do seu novo livro Ethel Rosenberg: A Cold War Tragedy, que traz novas luzes sobre o que realmente se passou.

Para a antiga correspondente da Reuters, é evidente que a visão distorcida da opinião pública americana terá concorrido para ditar o fim trágico da biografada, a começar pela ideia de que desistira dos filhos a favor do comunismo. “Uma ideia completamente errada”, escreve.

Inseparáveis Ethel e Julius conheceram-se tinha ela 21 anos e ele 18. Casaram-se três anos depois e morreram juntos

É verdade que Ethel se remeteu ao silêncio quando foi detida e que no julgamento invocou a Quinta Emenda, mas não podia ter agido doutro modo, acredita Sebba. “Ela não podia imaginar uma vida em que tinha traído o marido e depois continuado a viver com os filhos. Eles nunca a teriam respeitado, porque ela teria tido de fazer algum tipo de confissão e dar nomes.”

A sua vida girava à volta de Michael e de Robert. Antes de ser detida, consultava com regularidade uma especialista em terapia infantil para que a ajudasse a ser uma melhor mãe. E, durante os três anos em que esteve presa, manteve a assinatura da revista Parents (Pais) e expôs as suas preocupações quanto ao futuro dos filhos nas cartas que trocava com o advogado. “Uma pessoa não pode comportar-se de forma incoerente com as crianças”, lembrava-lhe.

Ethel queria dar-lhes uma educação mais moderna e mais próxima do que aquela que a mãe, Tessie, lhe dera. Parecia que adivinhava. Esta era uma mulher distante e não os acolheu bem em sua casa. Dali a pouco tempo, os miúdos já andavam em bolandas – primeiro estiveram num orfanato, mais tarde em casa da avó paterna (demasiado frágil para tomar conta de dois rapazinhos pequenos), por fim em várias famílias de acolhimento. Quando os pais morreram, foram adotados e foi como se lhes saísse a sorte grande (ver caixa).

Nas visitas que faziam à mãe, na prisão, ela fingia-se feliz. “Cantávamos, ríamos, falávamos, divertíamo-nos”, recordou Michael neste verão, ao The Guardian. Ethel gostava de crianças e fora sempre muito maternal. Desde pequena que tomava conta do irmão mais novo, a quem em adulta continuou sempre a tratar por “Doovey”, o diminutivo iídiche para David.

Naquela família de judeus emigrantes, eram todos apaixonados pelo benjamim, e Tessie também não escondia a sua preferência. Já os feitos de Ethel não a impressionavam particularmente, nem sequer a sua belíssima voz de soprano ou o facto de ter sido admitida num conhecido coro amador de Nova Iorque, cidade onde moravam. Ethel era o patinho feio dos Greenglass.

Apesar de adorar cantar e de ter participado em todas as peças teatrais do liceu, mal terminou os estudos Ethel começou a trabalhar como secretária numa empresa de transportes. Em pouco tempo, sindicalizava-se e, aos 21 anos, tornava-se membro da Liga Jovem Comunista, na qual já militava Julius Rosenberg.

Atraiçoada pelo irmão
Julius pertencia igualmente a uma família de emigrantes judeus e, tal como Ethel, tinha-se interessado pelo comunismo como meio para lutar contra o fascismo. “Hoje é fácil criticá-los, mas eram pessoas que cresceram na pobreza durante a Depressão e viveram a ascensão do fascismo”, nota Sebba. “Pensavam que estavam a fazer do mundo um lugar melhor.”

O ano era 1936. Acontecera o primeiro voo do caça inglês Spitfire, e Franklin Roosevelt dera início ao New Deal, o plano de recuperação económica após a queda da bolsa de Nova Iorque. Dançava-se o swing e começara a guerra civil espanhola. Na noite da passagem do ano, uma amiga apresentou-os formalmente e eles tornaram-se inseparáveis.

Nessa noite, Ethel fora convidada a cantar numa gala de beneficência e estava tão nervosa antes de entrar em palco que Julius lhe sugeriu que fizesse um curto ensaio, numa antessala. Já de madrugada, acompanhou-a a casa e nunca mais se largaram. “Amo-a desde aquela noite”, haveria ele de dizer mais tarde. “E, sempre que a ouço cantar, é como da primeira vez.”

Os dois casaram-se em 1939, numa sinagoga ortodoxa, embora não ligassem muito à religião, e foram pais em março de 1943. Por essa altura, Julius, que trabalhava como engenheiro num departamento do Exército desde 1940, já partilhava documentos secretos com a União Soviética e estava encarregado de recrutar outros espiões. Formava com Ethel um casal tão unido que dificilmente ela desconheceria as suas atividades de espionagem.

O caso na cultura popular

Se é verdade que são sobretudo os maus da fita que perduram na História, o irmão de Ethel não é exceção

No seu filme Crimes e Escapadelas (1989), Woody Allen usa o nome do irmão de Ethel Rosenberg como punchline: “Gosto dele como de um irmão”, diz a sua personagem ao cunhado, acrescentando, impassível: “David Greenglass”.

“Foi num verão estranho e sufocante, aquele em que eletrocutaram os Rosenberg.” Esta é a primeira frase do único romance de Sylvia Plath, A Campânula de Vidro, publicado em 1963, sob o pseudónimo de Victoria Lucas (e que a Assírio & Alvim edita em Portugal, em 1988). Dez anos depois da morte de Ethel e de Julius, a escritora recordava: “Os jornais não falavam de outra coisa.”

No seu Livro de Daniel, publicado em 1971, E.L. Doctorow ficciona o caso e imagina a vida dolorosa de Michael, o filho mais velho dos Rosenberg, a quem chama Daniel. “A traição daquele homem irá assombrá-lo enquanto ele viver”, escreve ainda sobre David Greenglass.

O princípio do fim da vida dos dois começou a ser esboçado em agosto de 1944, quando David Greenglass foi enviado para Los Alamos, para trabalhar no ultrassecreto Projeto Manhattan (desenvolvido pelos Estados Unidos da América com a finalidade de construir as primeiras bombas atómicas da História). Julius viu ali uma oportunidade. Embora o cunhado fosse um mero maquinista, podia facilmente obter informação classificada que interessaria aos soviéticos. Como também ele era comunista, não terá sido difícil recrutá-lo.

Ainda hoje não há a certeza da importância dos segredos nucleares passados por Greenglass. Certo é que foi preciso outro espião ser intercetado para ele acabar preso na mesma rede, arrastando, então, o cunhado. Só depois de o cientista alemão Klaus Fuchs, que também trabalhava em Los Alamos, ser apanhado em Londres e ter confessado é que os serviços secretos americanos ficaram na cola de toda a operação.

A detenção de Fuchs aconteceu em fevereiro de 1950. Em junho, apenas quatro meses depois, o FBI já estava à porta de David Greenglass, em Nova Iorque. Ter-se-á Julius apercebido imediatamente do perigo que corria? Terá presumido que o cunhado não iria dar com a língua nos dentes? Não sabemos. O que sabemos é que não aproveitou para fugir, acabando por ser detido um mês mais tarde. Como ele não cooperou porque não queria delatar companheiros, alguns deles seus grandes amigos, o FBI decidiu deter a mulher “para alavancar a sua confissão”. É isso mesmo que está escrito em documentos oficiais, entretanto desclassificados. Mas nem ele nem ela iriam falar.

A verdade é que o FBI não tinha provas físicas contra Ethel. E, em 1995, quando foram desclassificados os chamados “papéis de Venona” (com as mensagens trocadas entre a União Soviética e os seus espiões nos Estados Unidos da América que tinham sido descodificadas pelos serviços secretos americanos), ficou claro que essas provas nunca tinham existido.

Segundo esses documentos, Julius usava o cognome de “Antena” e, mais tarde, de “Liberal”. David era o “Calibre” e a sua mulher, Ruth, era a “Vespa”. Quanto a Ethel, nem sequer tinha “nome de guerra”. Existe apenas um telegrama em que se fala dela como “uma pessoa dedicada”, ou seja uma comunista, acrescentando que “‘Liberal’ e a sua mulher recomendam [o recrutamento da cunhada] como uma rapariga inteligente e astuta”.

Durante o julgamento, que durou apenas três semanas, o governo garantiu que bastava ela ou Julius darem outros nomes para lhes ser poupada a vida. O casal respondeu numa declaração pública: “Não seremos coagidos, nem sequer sob a ameaça de pena de morte, a dar falsos testemunhos.”

“Ethel não era nenhuma santa, mas foi executada simplesmente por ser a mulher”, disse Sebba ao The Guardian. “Foi considerada culpada só por apoiar o marido.”

A biógrafa crê que Ethel e Julius viveram demasiado tempo na ilusão de que o desfecho iria ser outro. Não contaram com a histeria da Guerra Fria nem com a hipótese de se tornarem bodes expiatórios do regime. Em junho, tinha começado o conflito na Coreia que os EUA viam como uma luta para impedir o avanço do comunismo. Por essa altura, já o senador Joseph McCarthy iniciara a sua tristemente famosa caça aos comunistas, e não nos esqueçamos de que a Rússia fizera explodir a sua bomba atómica no ano anterior.

Ethel e Julius também não contaram com a traição de um David feito Caim. Em 2001, numa entrevista a um canal de televisão em que apareceu muito disfarçado, o mais novo dos Greenglass (que morreria em 2014, aos 92 anos) confessou ter sido o grande responsável pela detenção da irmã. Manipulado pela acusação, que lhe acenou, em troca, com apenas alguns anos de prisão e a liberdade para a mulher, inventou que vira Ethel datilografar informações secretas passadas por ele a Julius.

Por causa da sua mentira, os Rosenberg acabaram executados na cadeira elétrica e foram enterrados em Long Island, num dos poucos cemitérios judeus onde disseram aceitar os seus corpos. Nem sequer Tessie assistiu ao funeral.

O que aconteceu aos seus filhos

Terem sido adotados pelo casal Meeropol foi a sorte grande e a terminação para Michael e Robert

Michael tem 78 anos e é professor de Economia jubilado. Mais novo quatro anos, Robert também já se reformou da advocacia. Os dois irmãos cresceram tão unidos que se falam ao telefone, todos os dias.

Em 1957, quatro anos depois de os pais serem executados, foram legalmente adotados por Abel e Anne Meeropol, um casal de judeus um pouco mais velho do que Julius e Ethel. Nessa altura, Abel já era um escritor e compositor conhecido, autor de várias canções de Billie Holiday e de Frank Sinatra, entre outros. O seu maior êxito foi Strange Fruit, que fala de racismo e cujos direitos ainda hoje rendem bom dinheiro aos filhos.

Antes ainda da adoção legal já os Meeropol conviviam com os miúdos sempre que podiam. Eram judeus, comunistas e grandes amigos do advogado dos Rosenberg. Não descansaram, por isso, enquanto não conseguiram obter a custódia das crianças que haviam sido rejeitadas pela avó materna e tinham estado institucionalizadas.

Foi a sorte dos dois irmãos que viveram anónimos até 1973, ano em que a comunicação social descobriu o seu paradeiro. Desde então, Michael e Robert têm encabeçado uma campanha para limpar o nome dos pais biológicos – que acreditam terem sido acusados de muitos crimes que nunca cometeram.

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