O que é o estoicismo e como pode ser-nos útil agora

Sabemos o que se passou no último Natal. O Governo permitiu as consoadas familiares, mas ao mesmo tempo alertou para os enormes riscos de infeção pelo SARS-CoV-2 em tais ajuntamentos. Para o filósofo e teólogo José Rui Teixeira, o Executivo, “de certo modo, delegou, ou quase imputou, um estoicismo à generalidade da população”, que “só alguns conseguiram consciencializar”. Resultado: os casos de Covid-19 dispararam, o confinamento rígido voltou e, em janeiro seguinte, a doença causava mais de 200 mortes diárias.

Tivemos naquela altura um episódio da pandemia com “uma densidade ética muito grande”, e “os estoicos foram aqueles que abdicaram de estar com os seus, de ter esse momento tão bonito que é o convívio familiar numa época como o Natal, pensando num bem maior” – a proteção contra o SARS-CoV-2, acrescenta o também especialista do Centro de Investigação em Teologia e Estudos de Religião, da Universidade Católica.

Talvez sem o saberem, aqueles “estoicos”, que tiveram o “discernimento ético” pessoal de “fazer o que estava correto”, como diz José Rui Teixeira, apesar da permissão oficial de consoadas natalícias, transpuseram para a atualidade um princípio fulcral do estoicismo, filosofia de vida fundada no século III a.C., há mais de dois mil anos. Tal princípio é o do foco pessoal, intenso e exclusivo naquilo que se pode controlar. Lá iremos.

Reza a História que o estoicismo foi criado por Zenão, um rico mercador da cidade de Cítio, no Chipre. Após sobreviver a um naufrágio em que perdeu tudo o que tinha, radicou-se em Atenas, onde conheceu as filosofias de Sócrates, Platão e Aristóteles. Aprendeu, então, que havia um mundo não material mais previsível e controlável do que aquele em que vivia, como mercador. Adotou uma vida simples e fundou a sua própria escola filosófica, que ensinava o estoicismo, designação que deriva de Stoa Poikile, ou Pórtico Pintado, uma colunata situada no lado norte da ágora de Atenas, onde Zenão e os seus seguidores se reuniam para discussão de ideias.

Para os estoicos iniciais, o universo era governado pela razão, ou logos, um princípio divino que tudo peneirava, e os colocava em harmonia com a Natureza e a Humanidade. Também propunham uma vida de virtude, que associavam de forma estreita à razão.

No essencial, o estoicismo prometia a “felicidade”, face a um mundo imprevisível, com um guia prático de foco no que se podia controlar, através de um intenso acerto de juízos de valor, do autocontrolo das emoções (paixões incluídas) e do usufruto moderado dos prazeres. Era a maneira de os seus seguidores se manterem fortes e resolutos.

À míngua de vida
“Embora possa não parecer à partida, o grau de exigência que o estoicismo coloca na conduta existencial de cada pessoa é muito grande”, comenta o filósofo e teólogo José Rui Teixeira. Ainda assim (ou por isso mesmo), o estoicismo influenciaria o cristianismo, o budismo e até filósofos modernos como o alemão Immanuel Kant. Na filosofia de vida fundada por Zenão, nota aquele especialista, “há sobretudo a exaltação das virtudes pessoais, isto é, a capacidade que o indivíduo tem de possuir uma ética deontológica ou intrínseca, e de fazer prevalecer uma ética que não seja extrínseca, que não se reduza, por exemplo, a um comportamento mediado pelos constrangimentos das autoridades”.

Os pensamentos estoicos estão na moda entre os CEO. Aos executivos ensina-se a resiliência através da “apatheia”

Muito a propósito, veja-se o que Séneca – filósofo estoico (entre várias outras coisas) do Império Romano, que ainda encanta os seus pares do século XXI, de diferentes correntes, pela qualidade da prosa e a excelência do pensamento – advogou numa das 124 missivas que escreveu a um amigo, e que resultaram num dos seus livros mais conhecidos – Cartas a Lucílio. “A maioria dos homens mingua e flui em miséria entre o medo da morte e as dificuldades da vida”, lê-se. “Eles não estão dispostos a viver, e ainda não sabem como morrer”, ironiza Séneca, que a seguir aconselha: “Torne a vida um todo agradável para si mesmo, banindo todas as preocupações com ela. Nenhuma coisa torna o seu dono feliz, a menos que a mente esteja harmonizada com a possibilidade da perda; nada, contudo, se perde com menos desconforto do que aquilo de que, quando perdido, não se sente a falta. Portanto, encoraje e endureça o seu espírito contra os percalços que afligem até os mais poderosos.”

Qual pioneiro budista, já o imperador romano Marco Aurélio, que governou de 161 até à sua morte, aos 58 anos, em 180, tinha um diário filosófico de meditações. Leem-se ali reflexões sobre o bom ou mau exercício do poder, face às múltiplas decisões que tinha de tomar como imperador, e também se observa, por exemplo, que Marco Aurélio se esforçava por lidar com o lado desagradável das outras pessoas com a calma e o autocontrolo reivindicados pelos estoicos, para não “incorrer no que é reprovável”. O estoicismo fê-lo um imperador peculiar, tendo em conta os hábitos éticos da aristocracia romana que o rodeava, de virtudes públicas e de vícios privados.

Lições para agora
As Meditações de Marco Aurélio são como um “livro de autoajuda com conselhos para ter uma vida boa, sem sofrimento”, nota David Neto. “Isso passa pela ideia de que todo o sofrimento advém dos nossos desejos (de ser rico, de ser bonito, de ser reconhecido…) e que o seu controlo nos permite ser mais livres”, refere o docente do ISPA – Instituto Universitário, na área da Psicologia Clínica.

Mas se, entre os políticos, poderá haver quem leia mais a A Arte da Guerra, de Sun Tzu, ou O Príncipe, de Maquiavel, na classe empresarial o estoicismo dá cartas como filosofia de gestão.

“Os pensamentos estoicos estão na moda entre os CEO”, afirma a psicoterapeuta Gabriela Alonso. Aos executivos ensina-se a resiliência através da “apatheia”. “Tem que ver com o facto de uma pessoa deixar de se preocupar com aquilo que lhe escapa ao controlo, reprimir as suas emoções em relação ao que não pode mudar. No entanto, há aqui um lado perigoso, pois isso pode levar a uma indiferença em relação às emoções.” E de empresários “frios” está o mundo cheio.

Zenão de Cítio
334-262 a.C.
Rico mercador da cidade de Cítio, no Chipre, perdeu tudo o que tinha num naufrágio. Radicou-se, depois, em Atenas, onde estudou Sócrates, Platão e Aristóteles, adotou uma vida simples e fundou, no século III a.C., a sua própria escola filosófica, a do estoicismo – que viria a influenciar a civilização greco-romana e, por consequência, o pensamento ocidental.

Lúcio Séneca
4 a.C.-65
Talvez o filósofo estoico hoje mais apreciado, foi também político e jurista no Império Romano. Era já célebre quando caiu em desgraça junto da imperatriz Messalina, primeira mulher de Cláudio. Após um exílio de oito anos, seria chamado à corte de Cláudio pela segunda esposa deste, Agripina, que lhe confiou a educação do seu filho Nero. E seria Nero, depois de o implicar numa conspiração, a ordenar-lhe que se suicidasse – o que Séneca cumpriu, cortando os pulsos.

Marco Aurélio
121-180
Foi um peculiar Imperador romano – entre batalhas, buscava as virtudes pregadas pelo estoicismo. Se a aristocracia que o rodeava mantinha os hábitos éticos de virtudes públicas e de vícios privados, ele, Marco Aurélio, debitava para um diário filosófico as suas meditações. Há ali reflexões sobre o bom ou mau exercício do poder e, até, notas acerca de pessoas desagradáveis, que se esforçava por tratar com calma e autocontrolo.

Esse extremismo está presente noutras filosofias, como o budismo, nota David Neto, mas não no estoicismo antigo. “No budismo, o controlo do desejo procura suprimi-lo, atingir o que chamam de apatia ‘boa’. Os estoicos não são tão radicais e até veem a supressão como algo negativo”, explica. “A terapia cognitiva é muito influenciada pela ideia estoica de controlar a reação emocional dando um sentido às coisas negativas. É a ideia de Epíteto, de que não somos perturbados pelos acontecimentos, mas pelo significado que lhes damos.”

O ensinamento estoico de encontrar a felicidade aceitando a ordem natural das coisas e adaptar os desejos à realidade envolvente é, para Gabriela Alonso, de grande utilidade para pessoas extremamente ansiosas. Mas uma das consequências nefastas pode ser o conformismo, sublinha. “Para os estoicos, a virtude é a felicidade e o virtuoso é aquele que consegue não se ver inundado por problemas que não consegue resolver. Já o ímpio será o escravo das suas emoções. Mas o controle emocional à força pode ser bastante frustrante. A saúde mental está algures entre o virtuoso e o ímpio”, refere, dando um exemplo: “O sonho dos estoicos é estar no mar a levar com as ondas e a aguentá-las, não andando nem para a frente nem para trás. Qualquer pessoa que vá ao mar sabe que isso não é possível. Claro que as ondas nos afetam.”

Mérito perverso
“Vai correr tudo bem.” Se Séneca ouvisse esta frase tão batida destes tempos epidémicos! “Para Séneca são palavras cruéis”, explica Alain de Botton, escritor e divulgador de filosofias. “Deixam as pessoas despreparadas para situações adversas. Pelo contrário, Séneca recomendava uma reflexão tranquila e diária sobre tudo o que pode dar errado”, nota num dos seus programas de televisão.

A verdade é que, no que à Covid-19 diz respeito, muita coisa correu mal. Desde logo, a situação catastrófica que se verificou em Itália, logo no início de 2020, quando ainda sabíamos tão pouco sobre o coronavírus, espalhou um rastro de medo como há muito não se via na Europa, levando as pessoas a fecharem-se em casa ainda antes das orientações dos governos. “Séneca dizia que o que mais nos desperta a ira (ou a frustração ou o stresse) são os problemas que nos apanham de surpresa. Assim, devemos sempre admitir que algo vai correr mal”, continua Alain de Botton.

Será esta a filosofia do pessimismo? Nada disso. A forma como podemos enfrentar a meritocracia que tanto mal nos faz é apenas um exemplo de “estoicismo” dado, numa Ted Talk, por este filósofo suíço radicado em Londres. “Existem expectativas muito altas sobre o que um ser humano é capaz de alcançar na vida. Dizem-nos que qualquer pessoa pode alcançar qualquer coisa. A ideia da igualdade é muito bonita, mas tem problemas. Um deles é a baixa autoestima. Porque na verdade não podemos alcançar qualquer coisa, existem diferenças abissais entre os indivíduos, de nascimento, de educação, de doença, fatores acidentais que tornam a ideia de meritocracia completamente insana, um sonho impossível. Não basta ter eletricidade e uma garagem”, ironiza. E acrescenta: “Antigamente, um pobre era chamado ‘desafortunado’; agora é chamado de ‘falhado’. Isso quer dizer que a responsabilidade do fracasso passou a ser nossa, como se o merecêssemos.” Uma ideia que pode levar-nos ao fundo do poço, quando simplesmente “temos de aceitar que não podemos ter tudo e que há sempre elementos de falhanço”.

Só para elites?
Há um problema bicudo que percorre o estoicismo – os seus seguidores respondem ao que não podem controlar com apatia ou indiferença. Dizem os críticos que aquela atitude os torna “frios e conformistas”, e que incorporam aqui o “cinismo também como filosofia de vida”.

De forma benigna, a apatia ou a indiferença dos estoicos pode ser vista como um distanciamento higiénico ou catártico em relação a uma realidade de violência, de brutalidade, de corrupção, e por aí adiante. “É aquela ideia de que não me envolvo ou não me comprometo com determinados modelos sociais, porque à partida prevejo que me trazem dissabores”, interpreta o filósofo e teólogo José Rui Teixeira. “Há um arrefecimento das relações sociais ou do modo de estar no mundo, o que traz consequências estranhas”, acrescenta.

Aos olhos de Séneca, nada mais errado do que dizer “vai correr tudo bem”. A frase deixa as pessoas despreparadas face a situações adversas

O especialista deteta nos estoicos um “sentimento de superioridade moral” – mas também o observa na hierarquia da Igreja ou no budismo, todos unidos pela “ideia de abstinência e de penitência”. No entanto, ressalva, “essa superioridade moral pode não ter um sentido depreciativo”. E dá um exemplo elucidativo: “Quer vivamos ou não estoicamente, por opção pessoal, nós olhamos com grande consideração para aqueles que tomaram decisões estoicas na vida. Muitas vezes, quando alguém morre, as virtudes que se ressaltam no elogio fúnebre são as estoicas – a capacidade que o indivíduo teve de se apartar de certas coisas, de colocar a sua ética acima dos seus interesses.”

José Rui Teixeira, porém, não acredita que os estoicos se sedimentem entre nós. “O grande drama do estoicismo é que continua a ser uma filosofia de vida de elites – não socioeconómicas, mas intelectuais e espirituais”, argumenta. E invoca um segundo motivo: “A felicidade existencial que o estoicismo promete pressupõe que abdiquemos de uma dimensão mais emocional, mais passional, mais hedonista, mais materialista, de que dificilmente podemos abdicar. Vivemos numa realidade que não apela de maneira profunda a um compromisso com o necessário conjunto de virtudes.”

É verdade que não estamos em tempos propícios à virtude. Mas talvez o estoicismo nos ajude a lidar com os mais ímpios. *com Alexandra Correia

Vantagens e desvantagens do estoicismo

A FAVOR

Ensina a obter uma capacidade ética pessoal, baseada na razão e na virtude. E, ao pregar tais valores, o estoicismo propõe também que as emoções destrutivas resultam de erros na forma de ver o mundo. “Se pudermos viver com sabedoria, guiados pela razão, vamos realizar o nosso potencial como seres humanos”, diz o filósofo e psicoterapeuta escocês Donald Robertson. “Deus ofereceu-nos essa capacidade, cabe-nos usá-la de maneira apropriada”.

Os estoicos agem de forma informada e ponderada – mas recusam um comportamento impelido por terceiros. A propósito, Epíteto (55-135), filósofo grego estoico e ex-escravo, escreveu: “Você não é aquilo que finge ser. Então, reflita e esteja pronto para dizer: para mim, isso é nada. E deixe o assunto de lado.”

A “calma no caos” é um princípio tipicamente estoico. Outra frase de Epíteto ilustra-o: “Se devo morrer, morrerei quando chegar a hora. Como, ao que me parece, ainda não é a hora, vou comer porque estou com fome.”

CONTRA

Os estoicos respondem com apatia ou indiferença ao que não podem controlar. “Frios e conformistas”, chamam-lhes os críticos. O estoicismo “não propõe que se seja passivo em relação à vida, mas que se aceitem as coisas que estão além do nosso controlo e que já aconteceram”, contradiz o filósofo Donald Robertson.

É-lhes atribuído um “sentimento de superioridade moral” e um “distanciamento higiénico” que os afasta dos outros. Epíteto faz o contraditório: “Não espere que o mundo seja como deseja, mas, sim, como realmente é. Só assim terá uma vida tranquila.”

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