Partos: Histórias de violência na hora de ter um filho

No início é o sonho, fica-se “de esperanças” e deseja-se a chegada feliz de um novo ser, sem conceber que a experiência assuma contornos de pesadelo. Práticas e intervenções evitáveis ou não consentidas, como exames de toque excessivos, indução do parto com ocitocina para acelerar as contrações do útero, cesarianas, episiotomias (incisão no períneo durante o parto) por rotina ou a manobra de Kristeller (pressão na barriga banida por não ter base científica), podem ser exemplos de violência obstétrica. A expressão põe os cabelos em pé aos profissionais de saúde – “maltrato” é mais aceitável, segundo a Ordem dos Médicos –, mas é uma realidade para uma imensa minoria de mulheres disposta a falar abertamente sobre isso.

Choque Raquel Bulha esteve cinco horas à espera da sutura e ouviu um médico comentar: “Vê lá se isso fica bonito para o marido continuar a ter prazer”

“Um médico cuja arrogância era maior do que a sua altura chega até mim com os seus 20 alunos e não me diz ‘boa-noite’. Explica aos alunos que está ali uma mulher sem dilatação e todos me olham como um dinossauro no Museu de História Natural.” Assim começa a crónica da radialista e autora Inês Meneses, no jornal Público, em abril, sobre as duras memórias do seu parto, aos 36 anos. “Fiz terapia e não tive mais filhos e hoje teria comprado a minha ausência de dor recorrendo ao setor privado, mas é triste ser assim”, confessa à VISÃO, admitindo que “felizmente, a arrogância tremenda por parte de alguns médicos foi-se diluindo com a era da internet e das redes sociais (ver caixa)”.

O volume de mensagens que recebeu levou-a a partilhar o texto na página do Facebook. O Toque tornou-se viral e deu visibilidade ao mal-estar das mulheres que se sentiram alvo de abuso físico ou psicológico nos estabelecimentos de saúde onde foram atendidas. O que não correu bem e poderia ser diferente? A palavra às mães e aos profissionais de saúde.

Uma dor vivida a solo   
No ano passado, chegaram à Entidade Reguladora da Saúde 663 reclamações, o dobro do ano anterior, nas áreas de Ginecologia e Obstetrícia, aumento atribuído às restrições ao acompanhante no início da pandemia. Porém, na lista de categorias não consta a violência obstétrica, embora a designação faça parte de documentos oficiais das Nações Unidas e do Conselho da Europa e conste, desde maio, numa resolução publicada em Diário da República (iniciativa do PAN). 

“Tudo o que retira integridade à mulher e limita a sua capacidade de decidir é considerado violência”, afirma Catarina Barata, da Associação Portuguesa pelos Direitos da Mulher na Gravidez e no Parto. Nos últimos meses, “a violação do direito ao acompanhante nas consultas pré-natais, no parto e pós-parto” foi o principal motivo dos pedidos de ajuda que chegaram à associação. “Os hospitais foram muito rápidos a implementar restrições e muito lentos a levantá-las, mesmo após o aviso da DGS para os hospitais cumprirem a lei (até três pessoas, em regime de alternância, lei nº 110/2019).”

Exames de toque excessivos, episiotomias por rotina ou a pressão na barriga podem ser exemplos de violência obstétrica

Na investigação de doutoramento sobre violência obstétrica, no Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa, Catarina reuniu relatos de mulheres de todo o País com algo em comum: invisibilidade, tratamento impessoal e alienação dos seus corpos. “A norma ainda é infantilizar as mulheres, elas não são tidas nem achadas no ato médico.” Lamentam o “tratamento rude e o abuso verbal, as suas opções ignoradas e as intervenções não consentidas, contrárias às recomendações da Organização Mundial da Saúde”.  

Queixam-se da falta de privacidade e de informação sobre o estado do bebé, de condutas discutíveis por parte do pessoal clínico, como culpabilizar – “quer matar o seu filho?”, “não devia ter andado tanto, agora já nem epidural pode levar” – ou não se apresentar nem pedir licença para realizar procedimentos. Um retrato semelhante ao das conclusões do inquérito feito antes da pandemia, em que 44% das inquiridas “não tiveram o parto que queriam” e 30% disseram ter “experiências de desrespeito e discriminação”. A investigadora comenta: “Há profissionais de saúde que saíram da formação sem terem visto um parto não intervencionado; perpetuam essas práticas, não por sadismo, mas devido a conceitos enraizados sobre a incapacidade do corpo, que sacrificam em vez de apoiar.” 

“Fui submetida a cesariana sem me pedirem licença. Senti-me um objeto, como se não estivesse ali e até pensei que o problema era eu ser fraca.” A compositora e cantora Ana Gomes, 34 anos e mãe aos 30, fala com a voz embargada sobre o nascimento do filho, no hospital de Braga. A médica que acompanhou a gravidez, no privado, disse-lhe que nada impedia que tivesse um parto natural no público, apesar das limitações da anca, por ter espinha bífida. O parto foi induzido. As quatro epidurais não estavam a resultar. “Tem de esperar que a dilatação aconteça, as suas dores são psicológicas.” Vinte e quatro horas de agonia, agravadas com as idas e vindas de pessoal clínico e alunos a observarem. Depois, o pior: “A médica inseriu a mão dentro de mim sem dizer nada e tentou rodar a cabeça do bebé.” Antes da cesariana, a voz de um médico: “Porque a deixaram chegar a este ponto?” O bebé nasceu saudável, mas Ana sentiu-se traída e abalada na autoestima. “Não me perguntaram a que horas começou o trabalho de parto nem deram a devida atenção ao meu problema específico. Bastava ser olhada nos olhos, pegarem-me na mão, falarem comigo e teria sido diferente.” Frequenta sessões de psicoterapia e, por agora, não equaciona engravidar.

Hora H Apesar de tudo, a obstetra Marcela Forjaz reconhece que já não estamos no tempo do “choras pela mãe, mas quando o fizeste não choraste”

“Podemos estar a criar medo às grávidas e um ambiente de crispação entre elas e os profissionais de saúde”, adverte João Bernardes, presidente do Colégio da Especialidade de Ginecologia e Obstetrícia da Ordem dos Médicos. Lembrando que Portugal é um dos países do mundo seguros para nascer, preocupa-o a desinformação: “Há queixas esporádicas de intervenções percecionadas pela grávida como desnecessárias e também de não se ter atuado mais cedo.” O apuramento do Consórcio Português de Dados Obstétricos, com dados de 25% dos partos hospitalares em 2019 e 2020, permite dizer que as episiotomias, “uma rotina há 40 anos, estão em níveis aceitáveis, cerca de 30% nos partos de baixo risco e 60% nos instrumentados”. Dos 156 pedidos de parecer sobre práticas clínicas, a partir de 2018, “apenas recebemos um por alegada violência obstétrica, pela forma de dar uma má notícia e nenhuma queixa formal desde a pandemia”. Mesmo assim, o médico do Centro Hospitalar de S. João, no Porto, reconhece que “as normas quanto ao acompanhante, o contacto mãe-filho e a amamentação foram muito restritivas” e que “a comunicação nem sempre é a melhor nos serviços públicos de porta aberta 24 horas; muitos profissionais estão exaustos e outros envelhecidos”.

O “ponto do marido” e outras aberrações
Nas últimas décadas, assistiu-se à medicalização do nascimento: os partos fora do hospital são residuais (cerca de 0,03%; eram de 26%, nos anos 1980) e evoluiu-se na assistência e quem tem termo de comparação confirma-o. É o caso de Raquel Bulha, 52 anos e mãe de dois filhos, com 25 e 10 anos, que não tem saudades do “ambiente militarizado” de outros tempos. Na primeira gravidez, de alto risco, a locutora e formadora recorda comentários desagradáveis na Maternidade Alfredo da Costa (MAC), durante os exames de rotina – “a sua bebé é muito pequenina!” – e como, na hora H, o médico lhe deu um safanão ao vê-la fechar os olhos e respirar fundo: “Então, mãe, não vai dormir agora, não?” Esteve cinco horas sozinha à espera da sutura e, já com a estagiária a fazê-la, “ouvi um médico de cabelo grisalho comentar: ‘Vê lá se isso fica bonito para o marido continuar a ter prazer.’” Olhou-o nos olhos: “Para eu ter prazer, OK? Aquilo era misógino e inadmissível.”

Números

156 Pedidos de parecer sobre práticas clínicas, dos quais apenas um por alegada violência obstétrica
Fonte: Colégio da Especialidade de Ginecologia e Obstetrícia da OM

653 Reclamações recebidas na Entidade Reguladora da Saúde em 2020 (o dobro face a 2019)
Fonte: ERS

1 001 Número de nascimentos em casa em 2020, mais 72% face ao ano anterior
Fonte: INE

370 675 Nascimentos no primeiro semestre do ano, menos 4 474 do que no mesmo período de 2020
Fonte: INSA – Rastreio Neonatal

Do segundo parto, no Santa Maria, aos 41 anos, recorda a médica jovem e despachada que, sem mais, lhe fez o toque e lhe introduziu um comprimido de ocitocina, seguindo-se dores brutais: “Parte de mim morreu ali um bocadinho, não sei se a indução era necessária, mas não nasci para sofrer e pedi a epidural.” No pós-parto, com os pés inchados devido à diabetes gestacional, duas enfermeiras que passavam comentaram: “Meu Deus, que pé!” Hoje, “as mulheres são mais capazes de se defenderem e os técnicos de saúde pensam duas vezes antes de dizerem o que diriam antes.” 

A bióloga marinha Rita Sá, 44 anos, foi mãe duas vezes, com três anos de diferença, a primeira em 2008. “Tive um parto hospitalar tão violento que tive a segunda filha em casa”, assume, e explica porquê: “A prática instalada dos ‘toques-maravilha’, em que me senti violada, a indução do parto sem perguntar ou esclarecer e a pressão para ter epidural – ‘o anestesista vai ter de sair, veja lá’ – não trazem calma à mulher.” Sem permissão para se levantar, não esperava o que veio depois: “Vejo uma mulher em cima de mim a fazer imensa força, algo muito violento e que tínhamos dito não querer; o meu companheiro tirou-a de cima de mim e pediu para parar.” Foi preciso fazer episiotomia. “Cortaram-me imenso e, nas primeiras semanas, não amamentava sentada; olhava para a cicatriz com vergonha do meu corpo e, 13 anos depois, ainda noto a cicatriz.”

“Tudo o que retira integridade à mulher e limita a sua capacidade de decidir é considerado violência”

“Ainda temos uma assistência centrada no modelo biomédico e paternalista em relação à utente, que esquece os sentimentos, as vontades e preferências dela como parte ativa.” Afirma-o Rosália Marques, enfermeira-gestora do Bloco de Partos do Hospital Garcia de Orta (HGO). Apontado como bom exemplo de práticas humanizadas, com equipas multidisciplinares, o serviço tem quatro quartos individuais, uma sala para três utentes, duas salas de cesariana e outra de recobro. A presença de acompanhante em todas as fases do parto é a regra e houve o cuidado de “comprar equipamentos com monitorização por telemetria para permitir a deambulação”.

O parto verticalizado, inicialmente um projeto-piloto de enfermagem, interessou os médicos e “faz-se se houver condições, independentemente de quem estiver de serviço”. Interferir o menos possível e lutar contra a falta de espaço para grávidas de alto e de baixo risco é possível “com muita ginástica, dança de camas”. Avessa à expressão “violência obstétrica”, Rosália prefere falar em modelos que priorizam a dimensão técnica sobre os aspetos relacionais e afetivos e entende que o caminho não é criminalizar, mas sim “fazer formação, analisar a perceção das utentes e alterar práticas”.

Por um parto humanizado
O primeiro semestre deste ano revelou-se crítico para a natalidade, que atingiu o número mais baixo dos últimos 30 anos e, segundo o Instituto Nacional de Estatística (INE), em 2020, dispararam os nascimentos em casa. “É uma percentagem pequena que representa 1,5% dos partos em Portugal”, observa Diogo Ayres de Campos, diretor do Serviço de Obstetrícia do Centro Hospitalar Universitário Lisboa Norte. A leitura possível: “Talvez tenha que ver com a resposta irregular do Serviço Nacional de Saúde (SNS) e o facto de as grávidas não quererem estar sozinhas no trabalho de parto.” Os tempos e as leis mudaram, “houve exageros e intervenções desnecessárias há 40 anos que hoje não se aplicam, mas as cesarianas e as episiotomias ainda são superiores às de outros países”. Há quatro anos no cargo, em Santa Maria, afirma que as queixas incidiram nos tempos de espera e nas limitações hoteleiras (deambular sem que haja tecnologia de monitorização sem fios, banheiras para o trabalho de parto natural). “Certas expectativas não podem ser satisfeitas no SNS, mas no privado, onde tempo é dinheiro, mexe-se mais com a Natureza sem ser necessário (antibióticos, soros, cirurgias, etc).”  

Os protocolos hospitalares rotineiros, muitas vezes sem consentimento informado, “ofendem os direitos humanos e legais da mulher e do casal e são uma realidade relativamente comum para ser ignorada”, esclarece Irene Cerejeira, do Colégio da Especialidade de Enfermagem de Saúde Materna e Obstétrica da Ordem dos Enfermeiros, e gestora do serviço de Obstetrícia do Centro Hospitalar Póvoa de Varzim. Para evitar erros do passado, “a tutela tem de controlar mais as práticas instituídas e premiar aquelas que colocam o casal no centro dos cuidados”.

Mãe de três filhos, a ginecologista-obstetra Marcela Forjaz reconhece que já não estamos no tempo do “choras pela mãe mas quando o fizeste não choraste”. Falta formação para humanizar o nascimento e massificar o respeito pelo parto. Marcela tem por lema a arte de partejar, que significa “vestir a causa daquela mulher, acompanhar, observar, colaborar, saber esperar e atender aos seus rituais e vontades, com balizas de segurança”. E quando há imprevistos? “Se está em trabalho de parto há 48 horas, é de perguntar ‘quer chegar ao fim exausta?’, para que ela usufrua do contacto de pele com pele e da amamentação.”

Hoje há mais opções para reduzir a dor: relaxar no duche com água quente, massagem na região lombar, acupuntura, hipnoterapia, epidural ou meia epidural. Parir não é sofrer, mas… “ainda há uma minoria crente de que sentir dor torna o processo mais verdadeiro e recusa ajuda”. Como exemplo, refere uma grávida que dizia não a tudo e entrou com bolsa rota (risco infeccioso): com calma e subtileza, explicou que o parto vaginal já não era opção e estava a protegê-la, e ao filho. “Chocou-me vê-la pedir desculpa ao marido por não ter o parto por via baixa; anos depois, voltou ao consultório e reconheceu isso, o que foi muito reconfortante para mim.”

Na primeira pessoa

Inês Meneses, radialista e autora
“Há uma revolução por fazer na medicina, que envolve a empatia”

Estava com 42 semanas de gestação quando rebentaram as águas, em casa. Na Maternidade Alfredo da Costa (MAC), em Lisboa, fui recebida por um médico arrogante, que me acolheu com desprezo, sem empatia e cuidado. Naquela longa noite, toda a gente me fez um toque, sem que o médico ou os 20 alunos me dissessem nada, como se eu fosse um dinossauro em exposição. Não havia dilatação, as contrações eram contínuas e comecei a ficar febril devido a uma amnionite. Senti isto como uma violação generalizada. Após 12 horas, e já com máscara de oxigénio, perdi a noção da realidade. A pedido do pai da minha filha, a minha ginecologista foi lá, viu-me naquele estado e deu indicação para cesariana. Foram três dias sem dormir, com antibiótico na veia e a Maria Inês internada nos cuidados neonatais durante dez dias, para debelar a infeção.

Havia uma espécie de cultura punitiva muito enraizada nas auxiliares, extremamente rudes, castigadoras na forma como falavam com as mulheres. A dada altura, virei-me para as outras mulheres e disse: “Não se esqueçam que isto é uma espécie de Big Brother das grávidas e nós temos de superar as provas.” Como se tivéssemos de passar por aquelas etapas para sairmos dali mais fortes. Vi mulheres negras a serem destratadas, em desvantagem por não terem, talvez, a mesma formação do que eu. A única pessoa benevolente comigo foi uma enfermeira que me ajudou a dar de mamar na primeira noite em que pude estar com a minha filha.

Depois desta experiência fiz terapia e não tive mais filhos. Hoje, teria comprado a minha ausência de dor recorrendo ao setor privado, mas é triste que seja assim. Felizmente, a arrogância tremenda por parte de alguns médicos foi-se diluindo com a era da internet e das redes sociais. Ainda se lida com esta questão de forma resignada, o “fui maltratada, mas depois olhei para o meu filho e esqueci tudo”. As mulheres querem seguir em frente sem voltar a tocar no assunto, mas é preciso fazê-lo para que alguma coisa mude. Há uma revolução por fazer na medicina, que envolve a empatia, o acabar com uma certa prepotência por parte de alguns técnicos de saúde. É preciso questionar, levantar a voz sem medo e fazer-se ouvir. Ter um tratamento digno, com os profissionais a perguntarem se podem fazer os procedimentos antes de avançar, até sob pena de os alunos reproduzirem o que viram fazer no futuro, quando se espera que tenham em conta os direitos de quem chega vulnerável e requer um acompanhamento com dignidade. 

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