O que precisa de saber sobre as férias (quase) em liberdade

Proteção A partir de 5 de setembro, deixará de se utilizar máscara na rua, mas, por enquanto, esta continua a ser obrigatória ao ar livre, sempre que houver risco de aglomeração de pessoas

Agora, é a evolução da vacinação a ditar o alívio das restrições impostas pelo combate à pandemia. Neste momento, Portugal soma 57% da população totalmente vacinada contra a Covid-19 e prevê-se que a 5 de setembro seja já mais de 71%, altura em que começará uma nova fase de desconfinamento. O continente caminha a uma só velocidade, sem distinção por concelhos, mas é preciso estar atento ao calendário para não se perder nas mudanças. Eis as principais alterações com impacto na rotina dos próximos meses e, também, algumas das questões de difícil resposta.

Tenho de andar com o Certificado Digital Covid para todo o lado?
Sim. Este documento – comprovativo da vacinação completa, da recuperação recente da doença ou da realização de um teste de diagnóstico negativo – é essencial para entrar em todos os alojamentos turísticos (incluindo no campismo), mas também no interior dos restaurantes aos fins de semana (a partir das 19h de sexta-feira) e feriados. Terá de apresentá-lo, igualmente, sempre que viajar de barco ou de avião, tiver um casamento ou um batizado com mais de dez convidados, assim como se for assistir a um espetáculo cultural ou desportivo com mais de 500 pessoas, num espaço fechado (ou mais de mil, ao ar livre). O certificado é ainda obrigatório em termas e spas, nos casinos e bingos e nas aulas de grupo dos ginásios. Atenção à validade: ao fim de 180 dias, é necessário renová-lo na página ou na app do SNS24 ou num dos Espaços Cidadão do País.

Reforço Israel, Reino Unido e Alemanha são alguns dos países que já decidiram administrar uma dose de reforço da vacina à população mais fragilizada. Para já, o Infarmed e a DGS excluem essa possibilidade

Ainda preciso de usar máscara na rua?
Por enquanto, mantém-se a regra de se utilizar máscara ao ar livre, sempre que houver risco de aglomeração de pessoas. Contudo, a partir de 5 de setembro, deixará de ser obrigatória na rua. Em espaços fechados, a sua utilização deverá manter-se durante vários meses.

Já posso ir jantar fora até mais tarde?
Sim. Terminou o dever de recolhimento domiciliário a partir das 11 da noite, e os restaurantes podem estar abertos até às duas da manhã. No entanto, mantém-se o limite de seis pessoas por mesa, no interior, e de dez, nas esplanadas. Só em outubro, quando 85% da população tiver a vacinação completa, deixará de haver um número máximo de convivas por grupo. Por enquanto, ainda não se pode beber um copo na rua, pois continua a proibição de consumo e venda de álcool na via pública, a partir das oito da noite.

E se me apetecer ir dançar?
Para já, terá de contentar-se com a sala lá de casa. Apesar de os bares e de as discotecas (com código de Classificação das Atividades Económicas de Bar) terem autorização para estarem abertos até às duas da manhã, desde que cumpram as regras da restauração, as pistas de dança devem estar ocupadas por mesas e cadeiras. Apenas em outubro, os bares e discotecas poderão funcionar normalmente, sem limite de lotação, mas com a obrigatoriedade de exigirem o certificado digital à entrada. Também só nessa altura voltarão a ser permitidas as festas e as romarias populares.

Atenção à validade do Certificado Digital Covid: ao fim de 180 dias, é necessário solicitar um novo na página ou na app do SNS24

Posso ir ao teatro ou a um concerto?
Sim, e agora até mais tarde, mas convém lembrar-se de que terá de apresentar o certificado digital se houver mais de 500 espectadores, num ambiente fechado, ou mais de mil, ao ar livre. Por enquanto, a assistência está cingida a 66% da lotação; em setembro, esse número aumenta para 75% e, em outubro, acabarão as limitações nas salas.

Tenho um casamento em agosto. Quantas pessoas podem ir?
Até setembro, só é possível ocupar metade da lotação dos locais onde se realizem casamentos e batizados. A partir dessa data, já podem ir 75% das pessoas. Neste caso, em outubro terminam também os limites de lotação. Se forem mais de dez convidados, ninguém escapará ao certificado digital.

Vou ser vacinado com uma dose de reforço?
Israel já começou a administrar doses de reforço aos maiores de 60 anos. Também o Reino Unido vai voltar a inocular quem tiver mais de 50 anos, e a Alemanha todas as pessoas imunodeprimidas. Em Portugal, o Infarmed e a DGS estão a avaliar a necessidade de se reforçar a resposta imunitária das “populações mais vulneráveis”. Para já, excluem essa possibilidade.

Afinal, todas as crianças acima dos 12 anos podem ser vacinadas?

Na semana passada, a Direção-Geral da Saúde (DGS) anunciou que seria dada prioridade à vacinação dos adolescentes entre os 12 e os 15 anos com risco agravado de sofrerem formas graves de Covid-19. Contudo, depois de o Presidente da República ter vindo dizer que “as autoridades sanitárias não proibiram a vacinação no caso de as crianças não terem doenças ou patologias”, o Ministério da Saúde veio sublinhar que, nesta faixa etária, segundo a recomendação da DGS, “além dos casos de comorbilidades, a vacina é possível por indicação médica. Portanto, cabe aos pais decidirem levar os filhos ao médico para que este determine se recomenda a toma da vacina”. Assim, entende-se que todas as crianças entre os 12 e os 15 anos podem ser vacinadas, independentemente de terem outras doenças, desde que apresentem uma prescrição do pediatra.

Na noite de terça-feira, 3, foi publicada a norma da DGS na qual se confirma que os jovens entre os 12 e os 15 com doenças associadas serão os primeiros a ser vacinados nesta faixa etária. Doenças neurológicas e cardiovasculares, perturbações de desenvolvimento, cancros ativos, diabetes e obesidade são algumas das patologias elencadas pelo documento. Em nota de rodapé, prevê-se que “em situações excecionais e clinicamente fundamentadas” outras crianças destas idades possam ser vacinadas, com prescrição médica, desde que seja feita uma “avaliação de benefício-risco”.

O primeiro-ministro, António Costa, chegou a colocar a hipótese de as crianças excluídas do plano geral de vacinação (abaixo dos 16 anos) não precisarem de apresentar testes de rastreio negativos à entrada de diversos locais, como restaurantes ou hotéis. No entanto, para já, mantém-se a exigência de os maiores de 11 anos serem obrigados a apresentar testes negativos nas mesmas circunstâncias dos adultos. A faixa etária entre os 12 e os 15 inclui cerca de 410 mil jovens, que correspondem a 3,5% da população nacional.

Entretanto, já abriu ao autoagendamento para os adolescentes entre os 16 e os 17 anos. Neste caso, todos estão incluídos no plano de vacinação e vão começar a ser inoculados no fim de semana de 14 e 15 de agosto.

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