A história de Angela Ischwang: Golpadas milionárias com o apelido Gulbenkian

Foto: Bruno Simão

É provável que a vida de Angela Gulbenkian venha a dar um filme, muito ao estilo de Ocean’s Eleven. A própria figura é já de si chamativa visualmente e carismática o suficiente para ser tema de inspiração num golpe retratado na tela. Uma marchand que muda a sua vida ao casar-se com um homem que carrega em si um dos apelidos mais importantes no mundo da arte: Gulbenkian. Uma espécie de cartão de entrada que lhe deu estatuto social, prestígio e acesso a milhares de dólares, libras ou euros, consoante o país de origem das vítimas de fraude.

Foto: Bruno Simão

Angela Maria Ischwang, natural de Munique, na Alemanha, depressa aprendeu que mais importante do que ser é parecer ser. A atitude foi de confiança quando assumiu o seu papel de corretora de arte, depois de uma juventude que diz ter sido sempre de paixão pela arte. Segundo o currículo que apresenta nas redes sociais, estudou no King’s College, em Londres, mas o seu nome nunca foi encontrado na lista de alunos (segundo apurou o jornal francês Le Monde, num artigo publicado no recente dia 9 de julho). Em 2010, quando se casou com Duarte Gulbenkian, sobrinho-bisneto de Calouste, tinha 28 anos e uma carreira de jet set pela frente. Começou por viver em Londres, onde abriu uma empresa de marketing (por pouco tempo) e, posteriormente, uma agência de arte, enquanto o marido exercia funções de agente da Federação Internacional de Futebol (FIFA) e era dono da LXG Sports.

Apelido de peso Duarte, marido de Angela, é sobrinho-bisneto de Calouste Gulbenkian, filho de Micael Gulbenkian, sobrinho-neto Foto: cedida para Fundação Caloute Gulbenkian

Em 2016, o casal mudou-se para Portugal. Numa entrevista ao Jornal de Negócios, Angela falava como se neste país a arte contemporânea fosse marginalizada ou praticamente inexistente, e que seria ela a criar todo um novo buzz. “Acho que tenho uma hipótese de dar outro toque artístico a esta cidade”, dizia. Afastava-se da ideia dos velhos mestres e da arte antiga, tão colada à Fundação Calouste Gulbenkian, e afirmava que pretendia criar um setor de arte moderna e contemporânea, com uma ponte para Londres, onde mantinha o seu projeto de vendas privadas de arte, a Fine Art Private Sales. A ideia era levar mais peças de artistas portugueses para o mercado internacional: “Acho triste que a arte portuguesa não seja tão conhecida como outras.”

No seu negócio em Londres, as vendas eram fechadas e em anonimato, sem que ambas as partes se conhecessem, um “método” que Angela queria tornar mais eficaz com uma aplicação tecnológica que permitisse este formato anónimo, de forma ainda mais agilizada. Quanto mais rápido, melhor. Afirmava conhecer bem os leitmotivs dos compradores – os três “D”, “death, divorce, debt” [morte, divórcio, dívida] – e que no mundo da arte o nome Gulbenkian “abre portas, mas não fecha negócios. As pessoas espantam-se por eu ser membro da família. Existem outros. Talvez eu seja a única que não fica envergonhada e fala”, dizia na entrevista realizada nos jardins da fundação, local que achava ideal para colocar uma escultura em forma de abóbora, segundo disse ao Jornal de Notícias.

Cobiçadas As abóboras de todos os tamanhos são uma das imagens de marca da famosa artista plástica japonesa Yayoi Kusama. Angela vendeu a Mathieu Ticolat uma peça, sem nunca lha entregar Foto: D.R.

O que não se sabia cá em Portugal é que Angela já tinha começado a dar os seus golpes em Londres, um deles com a venda de uma abóbora gigante de Kusama. Segundo Elisabete Caramelo, diretora de comunicação da fundação, ninguém “chegou a conhecê-la”, e a própria não fez qualquer abordagem à instituição, apesar de usar no seu email “foundation” e “Gulbenkian”.

Em 2010, Angela tinha 28 anos quando se casou com Duarte Gulbenkian, sobrinho-bisneto de Calouste. Entra aos 28 anos numa vida de “jet set”

Na verdade, como explica Elisabete e como foi anunciado em comunicado na altura em que se tornaram públicas as fraudes, “o ramo que está na fundação é Essayan, não são os Gulbenkian”. E a fundação “foi estabelecida como instituição privada e não ‘familiar’, totalmente independente da família Gulbenkian e de seus descendentes”. Quem ficou como executor do testamento de Calouste e posterior membro do conselho de administração foi o genro, Kervork Essayan, casado com a filha Rita. O filho Nubar nunca chegou a ter filhos. Foi a família Essayan que continuou, até hoje, com membros da família na administração. A fundação soube do caso das fraudes através das notícias na Imprensa e decidiu não processar Angela pelo uso indevido da fundação no seu email e apresentação.

No LinkedIn de Angela, por baixo do seu nome lê-se Gulbenkian Private Art Collection e intitula-se fundadora e CEO da empresa Gulbenkian Associates Ltd. No Instagram, encontra-se uma página assinada por Angela Gulbenkian, com o nome @pantaraxia. Acrescenta também o título de Gulbenkian Private Art Collection (qualquer busca na internet com esta referência vai dar ao museu e à fundação). As publicações são parcas e começam em 2020, todas dedicadas a obras de arte ou a exposições, sendo que uma refere o montante em que o mercado de arte era avaliado em 2017: 64 biliões de dólares, com 39 milhões de transações. Sem dúvida, um mercado tentador.

Pantaraxia, nome da página de Instagram, é o título da autobiografia escrita por Nubar Sarkis Gulbenkian, filho de Calouste, que acompanhou o pai no mundo dos negócios do petróleo, durante anos. Após a morte do progenitor, foi uma figura controversa quanto aos desígnios da fundação idealizada pelo pai. No livro que escreveu, uma das intrigas que expõe é a conturbada decisão de a sede ser em Lisboa ou não. Para ele, não seria esse o destino.

Foto: Bruno Simão

As duas faces de Angela

Alemã
Angela Ischwang nasceu em Munique e casou-se com Duarte Gulbenkian, sobrinho-bisneto de Calouste. Viveu em Londres com o marido, mas, em 2016, o casal muda-se para Portugal. Diz que sonhava ser corretora de arte desde pequena.

CV falso
Segundo o currículo que apresenta nas redes sociais, diz que estudou no King’s College, em Londres. Porém, o seu nome nunca foi encontrado na lista de alunos.

Manipulação
Utilizou indevidamente o nome da Fundação Calouste Gulbenkian, com a qual nunca teve qualquer tipo de relação, para se promover nos mercados como corretora e colecionadora de arte.

Burla
É acusada de desviar dinheiro de clientes para uso próprio, sem que conclua a entrega das obras de arte que diz estar a vender.

Confissão
Angela acabou por declarar-se culpada das duas acusações de furto que decorrem no tribunal em Londres.

Os golpes
A primeira vez que Mathieu Ticolat contactou Angela Gulbenkian foi através de uma chamada por WhatsApp. Atualmente radicado em Hong Kong, o conselheiro de arte não duvidou da credibilidade de Angela Gulbenkian, quando esta lhe tentou vender uma escultura de Kusama. O valor foi acordado e transferido em duas tranches. Mathieu esperou, reclamou, desesperou, mas não acreditava ter sido vítima de fraude. Em outubro de 2017, depois de meses e de algumas trocas de mensagens inflamadas, encontraram-se num restaurante em Londres, durante a feira de arte Frieze. Nessa altura, Ticolat já demonstrava alguma fúria, “mas ela falou de forma tão convincente, tão segura de si” (como contou à revista Town&Country, em janeiro de 2021) que o marchand simplesmente baixou a guarda e resolveu esperar que a suposta venda se realizasse mais tarde, enquanto a peça estava ainda na posse do dono da Porsche, “amigo” da família. Só que nunca mais.

Angela teve várias páginas de Instagram e criou a conta de email falsa, “gulbenkian.foundation”, que usou para fingir que tinha uma ligação com a fundação

“É maquiavélica e fraudulenta”, diz à VISÃO Mathieu Ticolat, “quero a sentença máxima, quero destruí-la”. E reforça a ideia de enredo à volta desta personagem: “ninguém é inocente”, incluindo a família direta “que está em completa negação; eles acham que não fizeram nada de mal”, diz Mathieu. Além disso, “eventualmente estão à espera do resultado do julgamento para tentar um acordo. O pai do Duarte tem dinheiro. Nunca me propuseram pagar o valor desta fraude”, explica o conselheiro, cansado desta luta de quatro anos em que, no fim, pode não reaver a quantia de 1,4 milhões de dólares (cerca de 1,19 milhões de euros).

Ao processá-la através de Chris Marinello, um advogado especialista em casos de furtos, desaparecimentos e fraudes no mundo da arte, Mathieu seguiu o dinheiro. Nos dias posteriores ao pagamento, a ostentação nos gastos não podia ser mais óbvia. “Transferiu dinheiro para as contas do marido e da mãe, alugou casas e aviões de luxo”, que a levaram para a Sardenha, Veneza, Ibiza e ilhas gregas, fez compras de milhares euros na Harrods, tudo exposto orgulhosamente no Instagram. “É como o guião de um filme”, diz Mathieu, em que, no fim, os charlatões pretendem passar por vítimas.

Christopher Marinello, considerado o Sherlock Holmes do mundo da arte, dirige uma organização chamada Art Recovery International e falou com a VISÃO sobre este caso. “A Angela teve várias contas de Instagram (…) e criou uma conta de email falsa, ‘gulbenkian.foundation’, que usou para fingir que tinha uma ligação com a fundação”, explica o advogado.

“Depois de roubar 1,4 milhões de dólares, enviou 221 mil libras para a mãe, na Alemanha, e alguns pagamentos incrementais ao marido, com notas de amor escondidas na secção de referência das transferências”, continua o advogado. “Aparentemente, o Duarte e a mãe estavam dispostos a que Angela apodrecesse na prisão, ao invés de pagarem os valores roubados aos meus clientes. Ambos têm dinheiro, mas parecem não querer saber dela. Estamos envolvidos num processo na Alemanha para recuperar as 221 mil libras.”

Reincidência Em 2019, já depois de ter a Justiça à perna, volta à burla, intermediando a venda de uma serigrafia com a figura da rainha de Inglaterra, de Andy Warhol, sem autorização do proprietário Foto: D.R.

Quanto à escultura de Kusama, esta “foi ‘vendida’ a várias outras pessoas”, como refere Marinello. “Muitas contactaram-me a dizer que tinham sido abordadas por Angela para a venda de peças de arte, entre elas a abóbora. Ela era muito ativa a tentar vender algo de que não tinha o direito a vender.” A escultura, descobriu depois Marinello, nem sequer pertencia ao dono da Porsche.

Mathieu não foi o único a acreditar em Angela. Uma empresa chamada ArtCube afirmou ter sido enganada em 15 mil libras. Chris Marinello explica a ligação: “Ela e o marido, Duarte Gulbenkian, contrataram a empresa nova-iorquina que os ajudava a localizar compradores e vendedores de obras. Depois, ela inseria-se no negócio. Claro que nem ela nem o Duarte pagaram as faturas à ArtCube, que veio ter comigo mais tarde.”

A empresa de decoração de interiores Percy Bass, sediada em Knightsbridge, também processou Angela. A decoração de um quarto com um estilo similar às esculturas e pinturas de Kusama nunca chegou a ser paga. Num email enviado a Mathieu Ticolat, Jane Morris, diretora da Percy Bass, afirmava que podia “provar que ela fingia ser parte da Fundação Gulbenkian, em Portugal”.

Christopher Marinello, o Sherlock Holmes do mundo da arte, é o advogado que segue o caso de alguns dos lesados de Angela Gulbenkian Foto: D.R.

Chris Marinello lança igualmente um novo nome na teia de Angela Gulbenkian. Florentine Rosemeyer, que hoje em dia se sente arrependida por lhe ter aberto as portas do mundo da arte e também ela alemã, “sabia que Angela roubou o dinheiro”, afirma, “e não informou os clientes, mas retirou-se do negócio da Faps-Net. Mais tarde, porém, contratou Angela como conselheira!”. Segundo a reportagem de Le Monde, terá sido Florentine que mostrou a Angela quem é quem, dos negociantes às galerias e aos artistas mais valiosos. Antes disso, pouco ou nada sabia sobre as figuras principais deste mercado internacional.

Em 2019, já depois de pisar o risco por várias vezes e de o tribunal estar no seu encalço, voltou à carga com a venda de uma peça de Andy Warhol, uma serigrafia com a figura da rainha de Inglaterra. Sem saber muito bem como, James Ashcroft, um corretor de arte em Londres, caiu no charme de Angela e do seu associado nesta venda, Florian Kappe. Já sabia do caso de fraude com Ticolat e inicialmente não quis entrar no negócio, mas acabou não resistir, depois de saber que Kappe e Gulbenkian tinham um acordo para o negócio assinado por Thomas Braun, dono da peça. Isto aconteceu em janeiro e, em março, Ashcroft já estava a transferir 150 mil libras para a conta de Angela, no banco HSBC. Thomas Braun nunca autorizou esta venda.

Vertigem do abismo
Este não é o único caso de fraude no mundo da arte. Existem muitos, mas a maior parte não chega à praça pública (por embaraço, vergonha e por não querer manchar o nome mesmo que se seja uma vítima). Nem todos tiveram a coragem e a persistência de Mathieu Ticolat. É um mercado de milhões, pouco fiscalizado e com muitas pessoas que não seguem as regras. São várias as razões que levam a este descontrolo, mas a principal é fácil de identificar: um comportamento compulsivo por parte dos compradores, muito aproveitado por quem faz os negócios. Como explica Marinello, “há muita confiança no mundo da arte. Digo sempre aos meus clientes que devem fazer os negócios de uma maneira diferente. Podem confiar, mas têm de verificar com quem estão a lidar. Qualquer pessoa pode tornar-se um conselheiro de arte”.

Angela numa selfie da sua conta do Instagram

Além de a maioria dos negociantes de arte não seguir as leis e os regulamentos, a polícia centra poucos recursos neste tema. “Tende a ignorar os crimes na arte, é a última coisa com que se preocupa; é o parque infantil dos ricos”, diz Marinello. Na opinião do advogado, isto acontece em todos os países, “exceto talvez em Itália, onde tem muitos agentes a proteger a herança cultural e a combater o crime na arte”. Nos Estados Unidos da América, o FBI tem um departamento dedicado a este tipo de fraude e crime, “mas não é o suficiente”.

As próprias pessoas envolvidas nos negócios não querem que haja entraves. Não contratam um advogado para mediar o negócio nem usam contas caucionadas. Simplesmente transferem o dinheiro, na base da confiança. Para quem vende, é ouro sobre azul. “Compra-me a abóbora já ou eu vendo-a a outra pessoa”, exemplifica Marinello. Para os compradores, os advogados “podem matar o negócio” ao fazerem muitas perguntas. No entanto, “é precisamente isso que é preciso fazer para se proteger os clientes”, explica.

Se tivesse sido usada uma conta caucionada no caso da venda da escultura de Kusama, o dinheiro teria sido restituído. Neste momento, encontra-se espalhado por várias contas, algumas congeladas pelo tribunal inglês, em 2018.

1,4
milhões

Valor do golpe de Angela, em dólares (equivalente a 1,19 milhões de euros), ao intermediar uma falsa venda de uma abóbora de Kusama. O processo arrasta-se há quatro anos, sem que o lesado tenha conseguido reaver o dinheiro

150
mil

Valor que Angela recebeu, em libras (cerca de 175 mil euros), pela serigrafia de Andy Warhol, que ela vendeu sem a autorização do dono

A família teve oportunidade de pagar o valor em fraude. “Tentei que o Duarte e a mãe pagassem estes valores, antes de a Angela ser presa. Nunca quisemos que ela fosse presa, queríamos o dinheiro de volta”, explica Marinello. “Eu sei que a família tem dinheiro. A mãe vendeu um apartamento em Nova Iorque por três milhões de dólares, em 2013, e tem um bom negócio em Munique, mas parece não querer saber.”

“O Duarte estava a trabalhar com a Angela durante o contrato com a ArtCube e não foi responsabilizado”, conta, “e não parece importar-se que ela esteja na prisão”. Mathieu Ticolat explica que eles foram mais longe. “Dirigiram-se ao agente que estava a tratar do caso em Londres e disseram-lhe que Chris Marinello estava a chantageá-los e a intimidá-los.” Ticolat foi também aconselhado a apresentar apenas uma queixa civil, não de crime. Mas Mathieu avançou com a queixa-crime, mesmo com a exposição que este caso lhe deu, as dores de cabeça e as noites sem dormir, o stresse e os gastos com advogados. “Não podemos deixar que estas pessoas contaminem o mundo da arte.”

Não obstante a possibilidade de resolver o caso com a restituição do dinheiro, sem mandados de captura, a família preferiu mover uma ação contra o Estado português, posteriormente, por incumprimento da lei relativa ao mandado de detenção europeu (MDE), um procedimento judicial transfronteiriço que simplifica os procedimentos de extradição entre países da União Europeia.

“Apesar de estarmos satisfeitos por ter tirado Angela do mercado da arte, vamos continuar a tentar readquirir os fundos perdidos”, explica Marinello. “Temos de localizar os ativos que ela reclama não ter. Um dia, ela vai herdar ativos da mãe e nós vamos seguir o dinheiro.”

Na barra do tribunal
Esta tem sido uma sequela romanceada de mandados, apreensões e sessões de tribunal que acertam na época balnear. Em junho de 2019, deu-se a primeira ordem de detenção europeia, quando Angela faltou, uns meses antes, a uma apresentação para responder a duas acusações de fraude e furto no Tribunal de Magistrados de Westminter. A desculpa para a ausência foi nitidamente improvisada e deixou sérias dúvidas ao procurador público que conduz o caso – um documento presumivelmente assinado por um médico referia que a acusada estava em processo de intervenção cirúrgica, na Alemanha, e não podia estar presente. Só que o papel não estava timbrado e a assinatura era irreconhecível.

“É maquiavélica e fraudulenta. Quero a sentença máxima, quero destruí-la”, diz à VISÃO o burlado Mathieu Ticolat, a quem Angela vendeu uma suposta abóbora de Kusama

Antes disso, em julho de 2018, algumas das suas contas bancárias já tinham sido congeladas. Em junho de 2020, foi detida pela Polícia Judiciária em Lisboa e levada para Tires, em regime de prisão preventiva, onde aguardava a decisão do processo de extradição para o Reino Unido emitido pelo Tribunal da Coroa de Southwark. Enquanto o seu advogado ambicionava tirá-la da prisão por habeas corpus, numa madrugada de dezembro de 2020, foi acordada na sua cela e levada para Londres. Tem estado numa prisão britânica, enquanto a família espera cá fora, com ameaças ao Estado português por existirem ilegalidades no processo judicial. A família espera, mas por ora não paga aos lesados, apesar de Angela se ter declarado culpada. Aliás, tudo se podia ter evitado se eles tivessem simplesmente restituído os valores desfalcados.

Agora, Angela vai estar na barra do tribunal inglês para ouvir a sentença que poderá chegar a cinco anos de prisão. Entre as acusações estão a suposta venda de uma escultura em forma de abóbora da artista japonesa Yayoi Kusama, em 2017, por 1,4 milhões de dólares, e a venda de uma peça de Andy Warhol, por 150 mil libras. Nenhum dos compradores chegou a receber as peças. Nas acusações, está também uma queixa da sua massagista – Angela terá alegadamente roubado 65 mil dólares a Jacqui Ball. Mas não são as únicas. Apesar de curta, a carreira como corretora trouxe-lhe muitos proveitos.

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