Refúgios genuínos longe das multidões na Costa Alentejana. O que ver, as melhores praias e onde comer e dormir

Saímos de Lisboa com a intenção de nem ver o mar, ainda menos de pisar areia – sobre esta costa já se gastaram todos os adjetivos. Mas também não pretendíamos meter-nos muito para dentro do Alentejo, que por estes dias escalda. Na verdade, queríamos encontrar o melhor de dois mundos: estar perto de areais de exceção, com água fresca e batida, ao mesmo tempo que aproveitávamos poisos mais escondidos, livres de turistas, onde os sítios e as pessoas ainda estão marcados pela genuinidade.

Não cumprimos o plano totalmente. A costa tornou-se irresistível por três vezes, ainda que em zonas afastadas da confusão. De todas as investidas, nunca nos arrependemos, pois desviámo-nos pouco da intenção inicial da reportagem e assim podemos salpicá-la de água salgada e até de cheiro a maresia.

Campilhas Um insuflável isolado no espelho de água da albufeira da barragem ©Enric Vives-Rubio

A Barragem de Campilhas, construída no Estado Novo, é o primeiro desvio da estrada e damo-lo por bem empregue – este espelho de água a nove quilómetros do Cercal é quase exclusivamente nosso e apetece entrar nele adentro, tal o calor que está mesmo de manhã. Antes de molharmos os pés, metemo-nos pelo caminho circular que a Rota Vicentina batizou de Arrozais de Campilhas, na ânsia de experimentar a planície alentejana no seu esplendor, nesta época repleta de amoras silvestres que já se podem depenicar. O percurso, de oito ou 13 quilómetros (para fazer na totalidade ou nem por isso), garante a travessia de searas, montados, eucaliptais, florestas de sobreiro e de pinheiro-manso, mas há muitas clareiras sem sombras, difíceis de vencer quando o sol está a pique.

Voltamos para perto da albufeira e invejamos imediatamente Rafael e Carlos, de 27 e 28 anos, dois amigos do Cercal que estão a aproveitar as férias como manda a lei: carro parado à sombra da oliveira, colchão insuflável na água, preso com uma pedra para não se perder na correnteza, música a gosto e o cão por companhia. “Isto nunca tem ninguém, além de um autocaravanista ou outro”, garante-nos Rafael e nós comprovamo-lo com os olhos.

O caminho até às cascatas das Furnas, com o seu quê de exótico, merece o esforço e as arranhadelas nas pernas

Deixamos os dois amigos sossegados na paz que procuraram e regressamos ao carro para irmos até à Herdade do Cebolal, a cerca de um quarto de hora de distância, em Vale das Éguas. Quem nos recebe, como se fôssemos amigos da casa, é Luís Mota Capitão, 32 anos, o viticultor que leva este projeto orgânico para a frente, com grande entrega. Os pais, Luís e Isabel, de 70 e 69 anos, ajudam no programa que inclui petiscos na varanda com vista para a quase totalidade dos 23 hectares de vinha.

Enquanto saboreamos um gaspacho fresco, que veio mesmo a calhar, provamos um palhete, o vinho mais leve da gama, com apenas 11% de álcool, que resulta da mistura de uvas tintas e brancas. Bom começo, mas ainda havemos de experimentar mais dois brancos, ambos de excelente qualidade e q.b. originais. Esta herdade não tem rótulos, mas as cerca de 70 mil garrafas aqui produzidas poderiam encher-se de certificações, desde a biológica à natural.

Mira Conceição é a rainha das travessias do rio, ajudando a aceder às quedas de água de Vila Nova de Milfontes ©Enric Vives-Rubio

O programa segue pela adega, entre provas, e culmina na vinha, com explicações acerca deste modo de produção preocupado com os escassos recursos do planeta. Os três Mota Capitão nem precisavam de se apresentar como grandes conversadores – damos por ela quando se atropelam para falar desta herdade que está na família de “Beúcha” há 150 anos.  

Poderíamos ter acabado num almoço de cocaria, um rancho feito em fogo de chão e em tachos de barro idênticos aos que os trabalhadores da quinta costumavam levar para comer nas longas jornas de trabalho. Cada refeição dessas, à antiga, pode custar 45 euros, mas valerá a pena pelo empenho e pela dedicação com que é servida. Também se pode almoçar à mesa, como fizemos, num formato mais em conta (€37), que inclui igualmente provas de vinhos.

Um céu laranja, a explodir
Porto Covo fica a apenas 17 quilómetros do Cebolal. É lá que temos os cavalos da Herdade do Pessegueiro à espera para um passeio ao final da tarde, com vista para o oceano (€40). Se a descrição parece idílica no papel, na realidade supera as expectativas. A jovem Marisa Sobral está a dar banho a um puro-sangue lusitano, desalentada pela falta de clientes deste tímido verão de 2021 – é ela quem nos leva, com todo o cuidado, pela estrada de terra fora até bem junto do mar, a seguir ao Forte de Nossa Senhora da Queimada. O dia está magnífico e a paisagem enquadra-se na perfeição nos suaves passos do cavalo. 

Já que estamos na costa, aproveitemos para um passeio a pé pelo caminho da Praia do Sissal, mantido em bom estado pelos alunos de uma escola primária da terra. Há pedaços que se fazem pela areia e sente-se um cheirinho do grandioso Trilho dos Pescadores. Tanto aqui como durante a volta de cavalo, a ilha do Pessegueiro, com os seus 340 metros de comprimento e 325 de largura, nunca deixa de estar à vista. Para a visitar, há que ir até ao porto e contratar o mestre Joaquim Matias, de 78 anos, que sabe tudo sobre este atual quebra-mar (€15).

Malhão Entrada “exclusiva” para a praia, que dá acesso a uma zona de argila, ideal para suavizar a pele ©Enric Vives-Rubio

Sacudimos a areia dos pés num dos 16 quartos do recém-inaugurado Monte da Bemposta, mesmo aqui ao lado (são dez minutos a caminhar) mas à distância suficiente para esquecermos onde estamos. Ainda dá tempo para vermos as lamas, as alpacas e os burros que animam as crianças, especialmente quando podem alimentá-los. Há quem jogue padel ou aproveite a piscina, antes de jantar uma açorda de gambas (prato único, mais sopa e sobremesa, a €30 para hóspedes). Nós já temos mesa marcada no Alma Nómada.

Ao cair do dia, as cigarras estão afinadas e o céu parece explodir de tão cor de laranja. É com este cenário que chegamos ao Costa do Vizir Beach Lounge, ao pé da Praia Grande de Porto Covo, e podemos apreciar tranquilamente os pratos que saem da imaginação do chefe Ricardo Leite (ex-Loco, em Lisboa). No Alma Nómada, pratica-se culinária de autor como se depreende, por exemplo, de uma entrada de cavala curada com maionese de miso ou de um pastel de leitão fumado. À saborosa refeição juntam-se as obras de arte expostas pelas paredes – sendo que quase tudo o que faz parte da decoração está à venda.

Desde que nos falaram das cascatas das Furnas, nunca mais desistimos de as encontrar. O primeiro passo é contratar Conceição Gonçalves, 54 anos, da empresa Maresia, pois mais experiente em passeios de rio não há, para nos levar até à outra margem do Mira, onde se situam as praias fluviais, sempre menos concorridas (€5 ida e volta). Depois de ouvirmos a sua explicação, encontramos finalmente as quedas de água que resultam do excedente da Barragem de Santa Clara.

Artesãos Daniel Luz mantém a viola campaniça viva; Inês Viana molda o barro para dar forma a peças coloridas

As indicações são inexistentes, mas com algumas dicas chega-se facilmente a este bonito recanto, pejado de canas, árvores tombadas e silvas agressivas. Só o caminho até lá, que começa logo após umas casas brancas pré-fabricadas, com o seu quê de exótico, já merece o esforço e as arranhadelas nas pernas.

O chão pisado vai desenhando o trilho e, quando a dúvida se instala, evitam-se as subidas e segue-se o rasto do som da água a embater na rocha. Não se deve parar à primeira cascata, mas contorná-la, agora sim a subir, para chegar ao topo e apreciar este refúgio em todo o seu esplendor. A água a cair, fresca e sossegada, é perfeita para um banho antes do regresso à civilização.

Depois, apetece seguir no barco da Btour para uma investida no rio até Casas Brancas, num percurso que leva duas horas e meia a fazer, em que se promete a observação de quase 30 espécies de aves que por aqui costumam nidificar (€25). Terá de ficar para uma próxima oportunidade, porque temos o mestre Daniel Inácio da Luz à nossa espera e sabemos que ele não perdoa a hora do almoço.

O saber já não se perde
Na estrada que vai para São Teotónio, é no meio do pó da madeira da oficina da Quinta dos Cedros que o encontramos, com uns valentes 82 anos. Viemos ter com ele porque este carpinteiro, que trabalhou toda a vida na construção civil, é dos poucos construtores de violas campaniças, instrumentos que acompanham o cante alentejano. Só não é o único porque se farta de fazer formações na câmara, sempre pro bono, e tantas que pode agora afirmar: “O saber já não se perde, está bem encaminhado.” Daniel tem gosto em falar com quem o visita, mesmo sem encomendas na mira, para que todos fiquem a conhecer algo da sua arte. “A afinação e a sonoridade são diferentes das de uma viola clássica”, acentua.

A graça desta região é integrar tão bem velhos e novos, tradição e modernidade, portugueses e estrangeiros, com ideias mais ou menos arrojadas. E a freguesia de São Luís, no concelho de Odemira, parece abraçar tudo isto, sem moralismos. Neste momento, já se perdeu a conta ao número de nacionalidades que por aqui se instalaram – nada que uma ida ao mercado não ajude a resolver.

A graça desta região é integrar tão bem velhos e novos, tradição e modernidade, portugueses e estrangeiros

Por ora, vamos almoçar um prato vegetariano de inspiração indiana, cozinhado pela inglesa Bianca, no Espaço Nativa, acabadinho de abrir e a dar os primeiros passos num caminho que se quer alternativo à forma dominante de se estar no mundo. Rafaela Leal, 24 anos, “refugiada” de Sintra, é a nossa anfitriã, a que se junta, à hora de irmos para a mesa, o seu namorado, o galego José Donado, dois anos mais velho.

A israelita Adi Lev-Shalom, 38 anos, é o terceiro elemento fulcral nesta associação que se abriu à comunidade através de uma mercearia de produtos quase todos das redondezas, um café de bolaria saudável e consciente e um restaurante que funciona todos os dias da semana ao almoço, num registo informal e descontraído (€6).

A matéria-prima ou é da horta e da época ou de produtores da região (a farinha que serve de base aos bolos vem do moinho da Laje, em Troviscais). Também organizam noites com música e um mercado de vegetais todas as segundas-feiras. O Nativa, está-se mesmo a ver, é maioritariamente frequentado por estrangeiros (residentes em Portugal ou fora). “Ao princípio, a população estranhava, mas agora, aos poucos, começa a aparecer”, assegura Rafaela.

Neste espaço arejado e com um simpático pátio, também há cowork e ateliers para artistas, uma sala de terapias e outra para costura, especializada em upcycling de roupa. Por aqui, ninguém aprecia desperdiçar, seja à mesa ou na hora de se vestir.

Na época pré-pandemia, visitar o Ateneu do 14 ou assistir, na aldeia, a um acontecimento organizado por este coletivo de artistas, que escolheu criar desde São Luís para o mundo, era coisa fácil (a última apresentação foi em março de 2020). Agora, é preciso bater à porta para entrar neste edifício, que até é museu, porque Sérgio Fernando, 45 anos, do Teatro Só, e a figurinista Ana Baleia, 42 anos, os dois responsáveis pela associação, guardaram os objetos mais emblemáticos e mantiveram a arquitetura da antiga loja do senhor 14, que vendia de tudo.

Nativa Café mercearia e restaurante ©Enric Vives-Rubio

Pelo meio, dá para deitar um olhinho ao trabalho de ceramistas, ilustradores, artistas plásticos ou músicos. A montra da loja muda de dois em dois meses e funciona como miniexposição de um artista. Neste momento, é Anushka que mostra a sua instalação Room for Broken Hearts.

A Touro Azul, da encenadora Madalena Victorino, radicada um pouco mais abaixo, em Aljezur, tem dois passeios organizados com estes artistas (Dar Passado e Ter Vagar). Apresenta mais 14 opções para experienciar a região a partir do contacto com pessoas que vivem e conhecem este território como ninguém. Garante-se “uma experiência única para ver aquilo que se esconde atrás dos montes, no interior dos barcos, nas hortas, nas casas feitas de terra”. São propostas que têm estado em banho-maria, por culpa da Covid-19, mas vale a pena tirá-las aos poucos da modorra.

LEIA TAMBÉM: O que ver

Mesmo em frente ao Mercado de São Luís fica o seu mais emblemático restaurante, a Destilaria do Ferrador. E não falamos dele apenas pela comida, tradicional com um twist (comemos ceviche de atum e filet mignon), mas também pelo cantinho museológico dedicado ao mestre Xico da Ribeira, o último ferrador do concelho de Odemira.

Em certos dias, depois de servidas as refeições, cozinhadas pela sua filha Dilar, 54 anos, e pela neta Ana Camacho, 34, Miguel Patrício, marido de Ana, mostra como se toca viola campaniça. Com muita sorte, poderá aparecer o próprio Xico que, aos 94 anos, ainda conta as suas histórias ao sabor do medronho.

Ana Camacho sai do restaurante já a noite vai alta, aconchega a sua filha bebé na cama e, logo pela manhã, está a servir pequenos-almoços no vizinho Naturarte Campo. Não consta que terá feito, como nós, a caminhada digestiva de dez minutos, por trilho de terra batida, iluminada apenas pela luz de um céu magnificamente estrelado.

Nesse turismo de 12 quartos, que também tem a sua versão rio uns quilómetros mais à frente, com sete casas, existe agora uma sala de ioga aberta a todos (€10 euros a sessão) e massagens (€65) asseguradas por Tiago Jesus, 41 anos, que tem um atelier de cerâmica no antigo galinheiro no Ateneu do 14 (as mandalas que se encontram no chão levam a sua assinatura). No mínimo, sabe bem ficar a preguiçar na piscina, ao cair do dia, ou aproveitar a cama suspensa e as redes espalhadas pelo laranjal. Para que se saiba, a horta foi devastada por javalis e ainda não houve vagar para a pôr de novo em forma.

Ficar com pele de bebé
Há dias que amanhecem cinzentos e até frescos. Rumemos então a Odemira, pela estrada antiga que se usava antes da construção da ponte, e aprecie-se a serra de São Luís. “Olha, um falcão!”, aponta Pedro Azeredo, 25 anos, um guia dedicado que leva turistas em experiências originais, através do site Belong to Nature, acabado de nascer da imaginação de Pedro Franca Pinto, da Craveiral Farmhouse, a poucos quilómetros da Zambujeira do Mar.

No cardápio, existem mais de 40 opções, desde piqueniques a aulas de surf, passando por massagens ou por uma ida à praia para fazer um tratamento com argila. Já lá vamos. Por agora, paramos para provar bombons no espaço Chocolates da Beatriz, feitos artesanalmente por uma argentina, de 60 anos, que escolheu Portugal para viver na década de 90.

LEIA TAMBÉM: Onde comer

Entra-se na loja de Beatriz Bonacalza e o aroma desperta-nos imediatamente os sentidos – difícil é escolher entre branco, leite ou negro, e os seus recheios. O melhor será aproveitar a sossegada esplanada, erguida lá em cima com vista panorâmica para a vila, e pedir uma degustação (três variedades e uma bebida por €5).

Cebolal Os visitantes são recebidos pela família de produtores de vinho ©Enric Vives-Rubio

Cá em baixo, está a loja da Caco, associação de artesãos do concelho de Odemira, uma montra do trabalho dos cerca de 50 associados. Mais uma vez, a seleção será o maior dos problemas, pois aqui se encontram peças de bijuteria e de cerâmica, misturadas com garrafas de medronho (estamos na terra dele) ou de gin.

Como a presidente da associação, Inês Viana, 45 anos, se dedica a peças de barro utilitárias, dirigimo-nos para o seu atelier, num anexo da casa, numa rua sem saída na aldeia de Boavista dos Pinheiros. Não é fácil dar com ele: primeiro, seguem-se as indicações da olaria (feitas de cerâmica); depois, só perguntando. E não há multibanco, o que pode dificultar as compras quase certas, de entre as peças coloridas que Inês tem para vender. Nos famosos Tasca do Celso, em Vila Nova de Milfontes, no novíssimo Lamelas, em Porto Covo, e no Tarro, em Odemira, é na sua loiça que se comem os petiscos irresistíveis desta região.

A Caco, além de ser uma das dinamizadoras dos programas da Touro Azul, também organiza, através do projeto Mãos de Cá, experiências de proximidade com artesãos locais, desenvolvendo atividades criativas para a produção de objetos nas oficinas de tecelagem, costura, joalharia, olaria e carpintaria – pelo meio, há degustações de chás e habitualmente termina-se num almoço.

LEIA TAMBÉM: Onde dormir

Entretanto o sol voltou, embora o dia se preveja definitivamente às caretas. Está na hora de ir ao Pego das Pias, aproveitando a aberta. Quando se viaja num carro baixinho, há que o deixar na estrada, junto à ponte sobre a ribeira do Torgal, mesmo colada à placa que dá início à freguesia de São Luís. Depois, apresenta-se uma caminhada de dois quilómetros, em terra batida, que pode tardar meia hora.

As piscinas naturais do Pego das Pias nasceram da erosão da água da ribeira, que criou espelhos de água no maciço rochoso

Se vale a pena? A resposta depende do gosto de cada um, embora a beleza da praia fluvial seja inquestionável. Estas piscinas naturais nasceram da erosão da água da ribeira, que criou arcadas e espelhos de água num maciço rochoso impressionante.

Agora no verão, e se pararmos assim que avistarmos água, encontramos algumas pessoas. Mas basta galgarmos as rochas para voltarmos a sentir a perfeita solidão da Natureza, ideal para observar as borboletas e as libelinhas que esvoaçam, assim como escortinar lá em baixo tartarugas ou cardumes de peixes.

A sete metros da água, vemos o destemido Inti, de 10 anos, que salta e ressalta vezes sem conta até mergulhar na piscina fresca. “Há quem diga que o Pego parece o Gerês, mas a mim lembra a Austrália, sem os crocodilos”, nota Pedro Azeredo, depois de contar que já se atirou da “prancha” dos dez metros, um pouco mais acima.

Deixamos, então, o Interior e seguimos até à Praia do Malhão para ver umas pegadas de mamute cá de cima, mas depois pisamos areia e até molhamos os pés na água do mar. O céu parece que vai abater-se sobre o oceano de tão denso, mas ninguém arreda pé. Não estendemos a toalha no areal, por isso percorremos, de jipe, o caminho arenoso até não se poder ir mais, descemos pela duna, caminhamos para o lado norte, passamos pelos naturistas e dirigimo-nos à falésia, na zona em que ela se torna mais ocre.

Pedro, ainda ele, mostra-nos então como esta argila, quando misturada com água, forma uma pasta capaz de tornar a nossa epiderme uma pele de bebé. A experiência sensorial sela-se com um revigorante mergulho para retirar a máscara natural do corpo. Ainda bem que não há uma multidão por perto a ver-nos nestes preparos.

LEIA TAMBÉM: As melhores praias

Palavras-chave:

Mais na Visão

Visão Saúde
VISÃO Saúde

Covid-19: Vacinação de crianças saudáveis está aberta à "livre escolha dos pais"

O Presidente da República salienta que as autoridades de saúde não proibiram a vacinação contra a covid-19 para crianças saudáveis, continuando esse espaço "aberto à livre escolha dos pais"

Sociedade

Long Covid: A jornada que Helena percorre, em câmara lenta, há já um ano

“Às vezes ia jantar fora e não tinha memória disso no dia seguinte”. Esta é uma história só mas que reflete a longa permanência no purgatório por que passam ou podem vir a passar 10% dos infetados

Sociedade

"Dança quem está na roda", responde Marcelo sobre ausência de Bolsonaro

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, disse hoje que "dança quem está na roda" quando questionado pelos jornalistas sobre a ausência do homólogo brasileiro, Jair Bolsonaro, da cerimónia de reinauguração do Museu da Língua Portuguesa em São Paulo

Cultura
Exclusivo

Livros de verão: As escolhas de 14 figuras da política, economia, cultura e ciência

Uma das 14 figuras que vai encontrar nas páginas seguintes começa por dizer: “Ler nas férias tem um gosto especial.” E, como todos os anos, nós gostamos de espreitar os livros que acompanham artistas, políticos, pensadores ou cientistas no quotidiano único das férias de verão

Tóquio2020

Tóquio2020: Halterofilista El-Bakh ganha primeiro 'ouro' olímpico de sempre do Qatar

O halterofilista catari Fares El-Bakh venceu hoje a medalha de ouro na final da categoria de menos 96 quilos nos Jogos Olímpicos de Tóquio2020, batendo um recorde olímpico e tornando-se o primeiro campeão olímpico do Qatar

Mundo

Turistas em pânico pelos incêndios na Turquia fogem para a costa à espera de resgate

Vários turistas em pânico correram hoje para a costa da Turquia nas zonas onde incêndios florestais estão a ameaçar estâncias turísticas, depois da guarda costeira ter pedido a barcos e iates particulares que ajudassem na evacuação dos hotéis

Visão Saúde
VISÃO Saúde

Nem sete golos nem suster a respiração. Cientistas criam aparelho capaz de pôr fim à saga dos soluços

Para quem sofre com os soluços e já experimentou inúmeras técnicas caseiras pode agora ter uma solução para o problema. Um grupo de cientistas desenvolveu um aparelho semelhante a uma palhinha, capaz de acabar com 92% dos ataques de soluços, de acordo com os resultados do estudo

Sociedade

O Chanel Nº 5 faz 100 anos e ainda não sabemos tudo

Um amante russo, um erro de laboratório, uma espia no Ritz. A história do perfume mais conhecido do mundo é de filme

Tóquio2020

Tóquio2020: Carlos Nascimento eliminado na primeira ronda dos 100 metros

O português Carlos Nascimento foi hoje eliminado na primeira ronda dos 100 metros dos Jogos Olímpicos Tóquio2020, ao terminar no 45.º lugar final das eliminatórias, com o tempo de 10,37 segundos

Artigos de Newsletter

Telegrama: A terceira dose da vacina contra a Covid-19 vai ser inevitável?

Visão Saúde
VISÃO Saúde

Dermatite atópica: "As pessoas afastam-se porque têm medo que seja contagiosa"

Os testemunhos de quem sofre com esta doença física e psicologicamente, o estigma associado a ela e as explicações de um dermatologista

Tóquio2020

Tóquio2020: Velejadores Jorge Lima e José Costa na 'medal race' em 49er

Os velejadores portugueses Jorge Lima e José Costa apuraram-se hoje para a 'medal race' da competição de 49er dos Jogos Olímpicos Tóquio2020, ao manterem a 6.ª posição