Álcool: Entre a abstinência que a ciência pede e o bem que faz à saúde mental. Andamos a beber demais?

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Uma garrafa de tinto por dia. E, nas noites mais difíceis, talvez ainda fosse aos shots de medronho. Foi assim que Frederico Santos, 50 anos, conseguiu amenizar o ano em teletrabalho, com três filhos pequenos mais ou menos por casa. Como a sala se transformou no seu escritório, o final do dia laboral passou a ser assinalado na cozinha, com a abertura de uma garrafa de vinho, esvaziada até à hora de ir para a cama. Com este hábito, obviamente teve de aumentar as compras no supermercado, prestando muita atenção às promoções. “Comprava às dúzias. Sempre gostei de beber, mas nunca foi assim”, confessa, agora que deitou contas à vida e decidiu afrouxar o consumo caseiro. Para essa decisão também contribuíram a abertura das piscinas e o aumento da carga de exercício físico. Por ora, instituiu a regra de só beber ao fim de semana, com as justificadas exceções, claro, porque o prazer é imenso. “O vinho vai mesmo bem com tudo, até com abacate.”  

Frederico não esteve sozinho neste tipo de comportamento, especialmente durante os meses de confinamento. “Noto que toda a gente que me rodeia passou a beber mais”, diz. Não é mera intuição – há diversos estudos nacionais e internacionais que atestam como esta tábua de salvação serviu a muitos náufragos que quase se afogaram entre as quatro paredes de suas casas. 

Acabam de ser revelados os dados preliminares de um estudo levado a cabo pela Fundação Francisco Manuel dos Santos (FFMS), em parceria com várias universidades, para analisar os impactos da Covid-19, através de inquéritos, entre março e maio deste ano. Eles mostram que houve um aumento no consumo de álcool e de tabaco na ordem dos 20% entre os jovens dos 15 aos 20 anos, e de 9% na restante amostra populacional. 

Também os resultados recolhidos pela Escola de Medicina da Universidade do Minho evidenciam um agravamento dos sintomas de stresse, ansiedade e depressão no início do segundo confinamento. A investigação longitudinal, liderada por Pedro Morgado e Maria Picó-Perez, analisou os dados recolhidos entre março e abril de 2020 comparativamente com os de fevereiro e março de 2021, os períodos dos dois confinamentos. No que toca ao consumo de álcool, 11,2% das pessoas incluídas no inquérito referiram que aumentaram as doses, sendo este crescimento muito mais evidente nos homens (22,6%).

Solidão Beber sozinho e demais são dois sinais de alarme a que devemos dar pronta resposta, abrandando o consumo e convivendo mais Foto: GettyImages

“Este consumo é uma estratégia desadaptativa, mas muito popular para gerir o sofrimento psicológico – as pessoas acreditam, erradamente, que o álcool reduz a ansiedade, a tristeza e o sofrimento”, expõe o médico psiquiatra que coordenou esta investigação. E agora, com o final dos confinamentos, o que vai passar-se? “Espera-se que seja uma oportunidade para a adoção de estilos de vida mais saudáveis e de comportamentos mais adaptativos. O aumento da literacia em saúde mental poderá também contribuir para encontrarmos melhores estratégias de gestão do stresse e do sofrimento”, acrescenta.

Já no ano passado, o Serviço de Intervenção nos Comportamentos Aditivos e nas Dependências (SICAD) tinha concluído, depois de um inquérito sobre Comportamentos Aditivos em Tempos de Covid-19, que o consumo diário ou quase diário de álcool entre os portugueses tinha passado de 12% para 25 por cento. No entanto, apesar de haver 21% dos inquiridos a assumir que passaram a beber mais, 42% diminuíram a quantidade. Para 71% das pessoas, o vinho foi a bebida de eleição. Entre os que mais aumentaram o consumo estão os homens, entre os 25 e os 44 anos, com maiores qualificações académicas, a trabalhar em casa, com stresse relacionado com a pandemia ou preocupações económicas. As justificações apresentadas para o aumento do consumo dividem-se entre ter “mais tempo livre de obrigações e responsabilidades” (40%), “necessidade de algo que ajude a relaxar e a acalmar” (37%) e “de algo que ajude a animar face ao contexto de pandemia” (22%).    

Copos sobretudo em casa
Se os estudos tivessem falhado a retratar esta realidade, haveria sempre os números crus, que não costumam mentir. Por exemplo, segundo dados da Viniportugal, organização interprofissional de vinho, o volume de vendas a retalho desta bebida no mercado nacional subiu 6,49% de 2019 para 2020. Analisando apenas a variação no primeiro trimestre de 2020 e no deste ano, então o crescimento foi de 17,6%, passando de quase 45 milhões de litros distribuídos para mais de 52 milhões. Note-se que nestes números, recolhidos pela Nielsen, não estão incluídos o canal restaurantes e bares. Quanto à faturação em euros, ela cresceu 23,7% nos primeiros três meses de 2021, chegando perto dos 132 milhões de euros. 

Atenção aos sinais

Segundo as linhas orientadoras do filósofo americano Edward Slingerland, “só se deve beber em público, com outras pessoas, numa refeição – ou pelo menos debaixo do olhar atento do barman”. Há, por isso, alarmes que soam quando um problema com o álcool está prestes a instalar-se. Ouçamo-los a tempo:

Beber sozinho e fora de situações sociais.

Arranjar desculpas constantes para beber qualquer coisa.

Beber todos os dias e demais, o que significa exceder as 14 doses por semana ou quatro por dia, para os homens, e sete por semana ou três por dia no caso das mulheres (uma dose equivale a 14 gramas de álcool puro, o que corresponde a 350 ml de cerveja, 150 ml de vinho ou 45 ml de uma bebida destilada).

Sentir que precisa de álcool para aliviar o stresse e a tensão do dia a dia.

Sofrer sintomas de abstinência, como tremuras ou irritabilidade.  

Os dados da associação Cervejeiros de Portugal apontam para uma quebra de volume global de mais de 14% em 2020, culpa da ausência de festivais, jogos de futebol, bares e companhia, compensada apenas com uma subida de 15% no canal alimentar, ou seja, no consumo para casa, adquirido nas lojas.

“Ainda que o aumento da procura não tenha sido linear, até pelas medidas restritivas impostas (proibição de venda a partir das 20h), olhando para o período de março de 2020 até agora, verificamos maiores volumes de compra por parte dos nossos clientes, quer nas cervejas quer nos vinhos, licores, aguardentes, white spirits e whiskies”, regista fonte oficial da Sonae MC, sem entrar em detalhes, mas destacando a embalagem bag-in-box, de três e cinco litros, como tendo muita procura pelo formato conveniente e económico. “No entanto, a procura de determinados segmentos de bebidas foi particularmente impactada, como o vinho do Porto, pela redução do turismo, ou os espumantes, como consequência da diminuição dos momentos de celebração.”

Em Portugal, o consumo de álcool sempre foi elevado e determinado por fatores culturais e sociais muito fortes. Mais especificamente, e segundo o estudo Prevenir a Utilização Nociva do Álcool, da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE), de maio de 2021, por cá cada pessoa bebe 12 litros anuais, o que corresponde a duas garrafas e meia de vinho ou a 4,6 de cerveja por semana (a média dos países da OCDE é de dez litros). O mesmo relatório adianta ainda que 26,6% dos adultos ficam embriagados pelo menos uma vez por mês.

As pessoas acreditam, erradamente, que o álcool reduz a ansiedade

Pedro Morgado, psiquiatra

Estima-se, por isso, que nos próximos 30 anos os portugueses vejam a sua esperança média de vida reduzida em um ano, conforme se lê no estudo que analisou estes hábitos em 52 países. Isso será “devido a doenças e lesões provocadas pelo consumo diário de mais de uma bebida ou bebida e meia por dia”, dependendo se se tratar de uma mulher ou de um homem. 

De facto, os estudos mais recentes não são otimistas. Quando todos nos tínhamos convencido de que um copo de vinho à refeição era até favorável à circulação sanguínea, eis que surge uma mão-cheia de resultados que aponta para a quantidade zero como a única segura para o ser humano. Anya Topiwala conduziu uma investigação na Universidade de Oxford, que contou com mais de 25 mil participantes do Reino Unido, e sugere que todo o álcool tem impacto negativo no cérebro, depois de analisar o efeito que as bebidas produzem na massa cinzenta, parte do sistema nervoso central relacionada com a cognição e o processamento da informação. “Não há um limite em que beber se torne mau – todo o álcool o é. Quase todo o cérebro parece ser afetado – não apenas áreas específicas como se pensava anteriormente”, realça a psiquiatra. E quanto maior a quantidade, maiores serão os danos.

Também em 2018, um estudo de revisão do Instituto de Métricas e Avaliação em Saúde, publicado na prestigiada revista científica Lancet, que resultou do trabalho de 512 investigadores de um total de 243 instituições, chegou à conclusão de que a ingestão de álcool pode influenciar em doenças como cancro da mama e da laringe, AVC, cirrose, tuberculose, entre outras patologias graves. Acrescenta ainda que, atualmente, 27,1% das causas de morte nas mulheres e 18,9% nos homens estão relacionadas com os hábitos de consumo de bebidas alcoólicas. 

Em setembro do ano passado, o Instituto de Investigação e Inovação em Saúde destacou o papel neurotóxico do álcool, depois de se ter concluído que o consumo repetido desta substância afeta diretamente células imunes do sistema nervoso central que eliminam parte da comunicação entre os neurónios e provocam um aumento de ansiedade. A equipa de cientistas desta investigação recorreu a modelos experimentais com ratinhos para induzir a ingestão repetida correspondente a cinco doses diárias. 

Seremos macacos bêbedos?
Nem tudo são más notícias para quem gosta de beber. Um estudo publicado no Journal of Alzheimer’s Disease, no ano passado, associa o consumo de vinho (e de queijo) a um menor declínio cognitivo. Auriel Willette, professor assistente em Ciência dos Alimentos e Nutrição Humana, da Universidade Estatal de Iowa, nos Estados Unidos, e líder desta investigação, está ciente de que a conclusão “diverge muito da literatura existente sobre dieta, que basicamente diz que, se vivermos como um monge, então ficaremos bem. Fiquei agradavelmente surpreendido com o facto de os nossos resultados sugerirem que beber vinho tinto diariamente é bom não apenas para nos ajudar a lidar com a pandemia de Covid-19, mas talvez também para lidar com um mundo cada vez mais complexo que nunca parece desacelerar.”

Os recordistas da bebedeira

Portugal era bem-comportado, pelo menos antes da pandemia. Aliás, em 2019 liderava o ranking de países cujos cidadãos nacionais afirmavam nunca se terem embriagado, segundo o inquérito mundial Global Drug Survey, realizado a 100 mil pessoas entre novembro e dezembro desse ano. Cinquenta e quatro por cento dos inquiridos portugueses disseram que não se embriagaram nos 12 meses anteriores. Nos segundos e terceiros lugares, encontravam-se a Argentina (48%) e a Colômbia (40%), respetivamente. Um valor muito superior quando comparado com a média dos 32 países abrangidos no estudo, que foi de 16 por cento. No fim da lista apareciam os australianos e dinamarqueses, com apenas 5% dos inquiridos a afirmar não se terem embriagado.

De acordo com a mesma fonte, o Reino Unido é o país com maior índice de população alcoólica, com taxas superiores ao dobro em termos de embriaguez severa quando comparado com países como Espanha, Itália ou Portugal. Uma pesquisa realizada pela mesma organização no ano passado mostrava que 48% dos entrevistados britânicos afirmaram ter bebido mais desde o início da pandemia de Covid-19. 

Estamos pré-adaptados ao consumo de álcool

Nathaniel Dominy, antropólogo

Seguramente que esta conclusão recente não será a responsável por continuarmos a beber, apesar de a ciência querer tornar-nos abstémicos – continuamos a beber porque isso nos dá muito prazer. O álcool desencadeia, assim como o canto, a dança ou o sexo, o mecanismo cerebral de libertação de endorfinas.

Estar num bar com amigos ou num jantar bem regado pode ter benefícios ao nível da socialização. O neuropsicólogo Vasco Catarino Soares fala em afrouxamento do nosso controlo, em diluição de uma situação difícil e em fuga da dureza da realidade. “Se o impacto não for negativo, é preferível que procuremos essa evasão com um copinho e com companhia em vez de ficarmos isolados. A falta de convívio é algo bastante danoso para o ser humano.” O problema só começa a instalar-se se bebermos para substituir algo na nossa vida e tivermos de aumentar a dose para obter o mesmo efeito – este equilíbrio entre beber socialmente e a habituação mostra-se sempre precário.

Na realidade, as raízes das razões para bebermos estão bem lá atrás no tempo, qualquer coisa como há dez milhões de anos, bem sustentadas na teoria evolucionista. O psicólogo inglês Robin Dunbar, da Universidade de Oxford, surge como uma das vozes que melhor defendem que o álcool está na origem da nossa evolução enquanto espécie. “À semelhança de todos os macacos e símios, os seres humanos são intensamente sociais. Temos o desejo premente de tagarelar e uma perceção de que o álcool ajuda a nossa causa. As amizades protegem-nos das ameaças externas e das tensões internas e isso tem sido crucial para o nosso sucesso evolutivo”, expõe num artigo de opinião no Financial Times

Por seu turno, Edward Slingerland, no seu livro Drunk, explica porque temos apetência para alterar a consciência pela intoxicação através do álcool. “De facto, ela ajuda-nos a resolver um sem-número de desafios humanos: realça a criatividade, alivia o stresse, cimenta a confiança. O nosso desejo de ficar bêbedo, em conjunto com os benefícios individuais e sociais, desempenhou um papel fundamental no surgimento das primeiras sociedades de grande escala. Não teríamos civilização sem intoxicação.”

A história de amor do Homem com o álcool remonta a uma era anterior à da agricultura, anterior até aos humanos. E tudo começou quando um macaco desceu da árvore para apanhar uma fruta podre, na busca por calorias, atraído, muito provavelmente, pelo cheiro forte do etanol libertado na fermentação. “Os nossos antepassados símios começaram a comer fruta fermentada tombada no solo da floresta e isso fez toda a diferença. Estamos pré-adaptados ao consumo de álcool”, defende o antropólogo Nathaniel Dominy, do Dartmouth College, nos EUA. Mas foi o fisiologista americano Robert Dudley a desenvolver a ideia do “macaco bêbedo”, embora diga que o objetivo dos símios nunca foi perder a consciência – isso só aconteceria muito mais tarde, quando começámos a produzir bebidas alcoólicas em grande quantidade.

Esta teoria foi também aproveitada pelo escritor Afonso Cruz para o seu ensaio O Macaco Bêbado Foi à Ópera – Da Embriaguez À Civilização, publicado pela FFMS. O autor defende que “ainda somos o mesmo macaco de há alguns milhões de anos, mesmo que a nossa práxis se disfarce de civilidade. Quando desejamos um bolo, quando invadimos um país ou quando enriquecemos, estamos a proceder, em essência, da mesma maneira e a obedecer a um estímulo biológico criado no momento em que começámos a procurar novas fontes de calorias, em particular nos frutos caídos, maduros, pois estes, no seu processo de fermentação, geram álcool, cujas moléculas de etanol, muito voláteis, podem ser sentidas a grandes distâncias.” Só nos resta propor um brinde.

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