David Simas, CEO da Fundação Obama: “A única forma de servir os outros é ouvindo-os”

Foto: Getty Images

Sorriso aberto, t-shirt branca e pratos alentejanos na parede como pano de fundo. Foi assim que David Simas “recebeu” a VISÃO, no início de junho, para uma conversa sobre liderança, o atual contexto político e os desafios que, a médio prazo, o mundo enfrenta. O CEO da Fundação Obama, filho de portugueses – e a passar, precisamente, alguns dias na casa da mãe, no estado do Massachusetts – assume-se um otimista por natureza e garantiu que está pessoalmente comprometido em conseguir encontrar em Portugal aqueles que podem ser os próximos líderes.

A fundação criada pelo antigo Presidente dos EUA Barack Obama tem um programa de liderança global que procura membros da sociedade civil que possam ser agentes de mudança num futuro próximo, e foi ele que deu o mote para uma conversa descontraída em que se falou dos desafios das redes sociais e da comunicação política e da necessidade de um período de reflexão entre ação e reação. Um tempo que, acredita Simas, é fundamental para evitar o colapso social que ensombra o mundo.

O programa de liderança europeu da fundação não tem nenhum português. Estamos a fazer algo errado?
Não estão a fazer nada de errado! Na verdade, estão a fazer tantas coisas bem… O programa inicial de liderança europeia tinha um grupo muito pequeno, porque quando o lançámos a pandemia aconteceu. E, portanto, tivemos de reduzir imenso o número de pessoas com quem podíamos trabalhar. O que aconteceu foi que acabámos por escolher pessoas com quem já tínhamos uma longa relação. E, infelizmente, a profundidade das nossas relações com Portugal não é tão grande como as que temos noutros países. Mas é uma das coisas nas quais tenho um interesse pessoal, e à qual me quero dedicar: entender melhor a sociedade civil portuguesa, a sociedade de negócios e a política. Porque a forma como construímos o programa mostra que não é necessário encontrar só líderes nos governos. Precisamos de perceber como a cultura e a sociedade se organizam. Se conseguirmos organizarmo-nos nesses três pilares – organizações sem fins lucrativos, negócios e governo –, então podemos começar a desenvolver líderes que não trazem apenas uma forma de olhar o mundo, mas também uma perspetiva bastante abrangente de o fazer.

Isso tem muito que ver com o próprio caminho que o antigo Presidente Obama fez quando se envolveu com as comunidades, não é? A internet facilita essa amplitude de olhar?
Uma das coisas que nos dão esperança e que também nos motivam o pensamento estratégico é o facto de as gerações mais novas, as que nasceram na era da internet ou que só conhecem a vida num mundo digital, serem muito mais envolvidas, interessadas, e de uma forma muito mais abrangente. E faz muito sentido: são a primeira geração da História a ter acesso, na palma das mãos, a toda a informação que existe no mundo. De repente, não estás isolado mas também tens obrigatoriamente um sentido de hierarquia diferente… é uma ferramenta que te dá poder, e é também uma ferramenta global, quando pensas em tecnologia, em informação tecnológica e na internet, especificamente. Agora, ninguém espera apenas uma resposta do primeiro-ministro, do presidente da assembleia local ou do líder empresarial quando tem uma questão. Nem sequer do professor. Porque pode encontrar essa resposta sozinho. E, ao poder encontrá-la sozinho, é possível ter uma comunidade com a qual se partilha uma perspetiva, e isso é muito importante. Nenhuma outra geração teve isto!

Na Casa Branca David Simas não esconde o orgulho por ter trabalhado com o Presidente Barack Obama

Mas é também um perigo?
É isto que me dá esperança e otimismo mas é também um perigo, sim. Na fundação estamos focados nesta geração, e a forma como estamos a defini-la agora é tentando escolher os líderes que têm entre 20 e 40 anos. Porque são digitalmente mais sábios e têm uma perspetiva mais abrangente das possibilidades da tecnologia e da internet. Têm uma grande noção de mudança, mas a um nível comunitário, em termos de engajamento. Imagine se conseguirmos, todos os anos, encontrar cem líderes de comunidades na Europa, incluindo em Portugal [risos]. Cem líderes africanos, cem líderes da Ásia-Pacífico e 250 líderes nos EUA. E todos os anos, ano após ano, trazemo-los para trabalhar juntos. Aquilo que para nós é mais importante – e porque todos têm competências de um nível bastante elevado –, o que queremos assegurar é que estão unidos por um conjunto de valores que torna muito claro que a liderança não é sobre ego, não é sobre vaidade, não é sobre um título, não é sobre uma posição. Não é sobre nada destas coisas que são motivadas por questões pessoais (self-driven). Liderança é sobre serviço aos outros, e a única forma de conseguir servir os outros no verdadeiro sentido é ouvindo-os e envolvendo-nos com eles.

Estar em comunidade…
Isto vai de encontro ao que dizia sobre o Presidente Obama. Ele começou o seu caminho como um “organizador comunitário”. E, para aqueles que nos estão a ler e não estejam familiarizados com o termo, um organizador comunitário é um facilitador. Não é uma pessoa que entra numa comunidade e diz o que as pessoas têm de fazer, afirmando que sabe “o que é melhor para elas”. Não é isso que faz um organizador comunitário e eu também não acho que seja isso que faz um líder. Um organizador é aquele que com muita humildade e honestidade chega a uma comunidade e percebe quem são as pessoas que ela ouve. Essas pessoas já lá estão. É alguém que vai ouvir as necessidades das pessoas. Quais são os seus desafios. E, depois de as ouvir – e é aqui que está o truque –, o organizador não diz “obrigada pela informação, eu vou fazer algo por vós”. Novamente, e na formulação mais longa, o que faz é essencialmente dar-lhes a elas as ferramentas, a rede através da qual podem conduzir a comunidade. E isto é – não sei se o termo é “formulação radical” – mas quando pensamos nesta era em que vivemos, de promessa e de perigo, é esta noção de liderança baseada na comunidade que faz a maior diferença no mundo. Então, é dessa forma que estamos agora a pensar na nossa missão e no nosso caminho.

Como se pode agir localmente e garantir um resultado global?
É muito engraçado quando pensamos nisto, porque o que sabemos é que, por cada pessoa, por cada indivíduo no Planeta, por cada oito mil milhões de pessoas, há uma missão a desempenhar… no âmago da nossa filosofia está uma noção muito humanista de que todas as pessoas têm dignidade, têm valor e têm uma missão. Não sou eu que tenho de definir qual é essa missão, mas a pessoa tem-na! Então, para todo o tipo de liderança, mesmo local, é importante que isto seja claro: eu tenho um papel a desempenhar. O meu papel não é apenas votar. Isso é o mínimo! Porque se envolvermos a nossa comunidade apenas com essa questão do voto, o que cada pessoa vai pensar é: “Eu votei, está feito.” E o que na verdade se fez, ao votar, foi colocar toda a responsabilidade nas mãos de outra pessoa. E, portanto, achamos que nos podemos sentar e queixarmo-nos, e dizer: “Para a próxima resolvo.” Não! Isso não é suficiente. Cada pessoa tem uma responsabilidade. Não são apenas direitos, são responsabilidades! Por isso é tão importante que cada um tenha esta noção de que tem dignidade e valor. Se eu vir algo de errado na minha comunidade ou no meu bairro, ao invés de ligar para o líder da comunidade, posso tentar falar primeiro com os meus vizinhos. O que podemos fazer juntos? E é aí que começas a ver a expansão da noção de obrigação civil e de poder civil. Tem de começar com: “Eu tenho uma palavra a dizer.”

Faz sentido. Mas e depois disso?
Após fazermos isto, a outra parte da equação é que não interessa o quão brilhante se é, não interessa a capacidade que se tem, não interessa o quão rico se é ou quanta influência se tem, porque ninguém pode fazer nada sozinho! Quando queremos mudar alguma coisa numa comunidade, temos de a criar com outras pessoas. E quando queremos liderar essa comunidade e elevá-la a um nível nacional, e usando a pandemia como exemplo, temos de começar a conectar-nos com outros que lideram outras comunidades e com outras partes do nosso país e da nossa “legião”. É por isso que, na Fundação Obama, tentamos identificar os líderes e, depois, juntamo-los para que possam aprender uns com os outros; para que vejam o que está a funcionar na Polónia, na África do Sul, na Malásia. E, de repente, o que temos, depois de dez, 20, 30, 40 ou 50 anos, é um ecossistema inteiro de líderes que podem conectar-se uns com os outros, numa base nacional e internacional. Por isso, sim, agir localmente é um pré-requisito para a mudança. A melhor ideia que podemos ter do centro presidencial da Fundação Obama, em Chicago, é que, se o centro da ONU em Nova Iorque é onde os líderes nacionais vão para falar sobre problemas, o centro da Fundação Obama será o sítio onde os líderes cívicos e os “líderes Obama” irão para falar e resolver. É esta a nossa ideia de como isto funciona.

As redes sociais tornam essa ideia mais difícil?
Mais difícil e mais desafiante. Bom, eu olho para as redes sociais menos através da lente que nos mostra as empresas por detrás delas e mais através daquela que nos mostra quem nós somos, o que elas nos revelam sobre a condição humana. Sobre quem somos e sobre o que nos liga uns aos outros. Há uma frase muito bonita de Aleksandr Solzhenitsyn [que foi um preso político do regime soviético] que diz que “a linha que separa o bem e o mal passa não entre os estados, não entre as classes, nem sequer entre os partidos políticos, mas pelo meio de cada coração humano”. Eu posso ser incentivado pela raiva, ou por inspiração, pelo bem. Nas palavras de um antigo chefe que tive, Deval Patrick, nós podemos liderar através de uma de duas formas: ou lideramos pessoas a virarem-se umas contra as outras, ou lideramos pessoas a virarem-se umas para as outras. Todos nós temos esta capacidade. Todos nós! O que as redes sociais fazem é um uso recorrente dos extremos da zanga, do cinismo, de olhar para o que há de pior nas pessoas. E, para mim, o que é estranho é que, apesar de estarmos todos ligados como nunca tínhamos estado até agora, a verdade é que nos falta imensa conexão para vermos através das diferenças.

O otimista inveterado

Aos 50 anos, o lusodescendente David Simas ocupa a presidência executiva da Fundação Obama, após ter passado oito anos na Casa Branca, na equipa do Presidente Barack Obama. Licenciado em Direito, decidiu ser advogado depois de ter visto em ação a jurista que defendeu a mãe quando esta perdeu dois dedos a trabalhar numa fábrica. Filho de emigrantes – mãe alentejana e pai açoriano mudaram-se de armas e bagagens para Boston em 1968 –, fala um português perfeito, passa férias em casa dos pais, tem duas filhas e foi ativista na comunidade portuguesa, escreveu nos seus jornais, teve programas nas suas rádios, e foi depois trabalhar para o governador do estado do Massachusetts. Chegou à Casa Branca em 2009, primeiro como conselheiro de Barack Obama, depois como uma das figuras centrais da reeleição do antigo Presidente, em 2012, e, finalmente, como diretor do seu gabinete político.

Estamos todos mais zangados.
De alguma forma, as redes sociais criam comunidades, mas o que para mim foi inesperado foi a criação de comunidades que vivem em bolhas identitárias, e começa a traçar-se uma espécie de duelos “nós versus eles”, que torna o edifício de uma comunidade onde as pessoas vivem umas para as outras muito mais difícil de construir. No outro dia li que, depois de Gutenberg inventar a imprensa, um dos livros mais vendidos foi um escrito por dois monges sobre bruxaria. Depois disso, a paranoia com a bruxaria na Europa cresceu exponencialmente devido ao conhecimento que se espalhou através dos livros. Ao longo dos tempos, através da educação, através da leitura, as pessoas começaram a tornar-se muito mais conscientes e formadas. Mas naquele período inicial há sempre uma certa turbulência que pode causar efeitos inesperados [risos]. Bom, mas voltando à Fundação Obama, uma parte fundamental da formação dos líderes é sobre o uso de tecnologia, o uso de comunicação, do entendimento de que quando se põe uma mensagem no mundo é preciso perceber: qual é a intenção? Que ação esperamos conseguir? E quais são as consequências inesperadas? Acho que esta nova forma de comunicar nunca vai desaparecer. E com a consciência disso, é irreal pensar que vamos voltar aos fundamentais da TV por cabo de há 20 ou 30 anos. Entendendo isso, e com uma profunda compreensão da psicologia humana, sociologia e neurociência, é preciso perceber como se consegue integrar na educação, desde um estágio muito inicial, a utilização desta ferramenta. Eu sou um otimista por princípio, disposição e orientação [risos]. Tenho visto que, apesar de sermos incentivados pela zanga, ninguém gosta de estar zangado; ninguém gosta de odiar. O nosso padrão é estar num lugar de compaixão e de generosidade de espírito. Acredito ser essa a essência da condição humana. E tenho visto isso aqui nos EUA, apesar de não ser um país perfeito. Temos atravessado tempos muito turbulentos, mas quando se fala com as pessoas, mesmo de diferentes espetros políticos, as comunidades estão cansadas dos gritos, dos tweets, de tudo isso…

Homem do leme Na fundação, trabalha para formar líderes que partilhem valores e a noção de serviço público

Porque a zanga cansa, efetivamente.
É exaustiva – e a Ciência explica isso, porque é um estado que gera stresse, e quando estamos stressados o corpo ressente-se, fica mais propício a ficar doente e não é algo que as pessoas queiram… Há um conselho muito bonito dos tempos em que as pessoas escreviam cartas: quando terminamos de as escrever e as lemos, se há alguma raiva nela, voltamos a colocá-la na secretária, relendo-a no dia a seguir. Devia haver uma regra para isso nas redes sociais. É a diferença entre reflexão e reação. Nas redes sociais, reagimos a um estímulo imediato e, sem pensarmos, estamos dominados pela emoção. Se, por um momento, mesmo que seja muito curto, conseguirmos refletir… Para mim, a questão essencial da liderança é precisamente o facto de olhar e entender quem somos, quais são os nossos motivos e as intenções, para percebermos como podemos estar ao serviço dos outros. Nunca se pode tirar o ego da equação, naturalmente, ele está sempre lá, mas podemos contextualizá-lo. É aquela velha questão: quando é que alguém mudou de ideias simplesmente porque outra pessoa lhe disse que estava errado? Nunca!

Precisamos de abrandar, genericamente?
Acho que estamos num ritmo muito rápido, sobre-estimulados como nenhumas outras pessoas estiveram. E não temos consciência disso. Por exemplo, paramos numa bomba de combustível e vamos abastecer e há um ecrã que aparece com anúncios atrás de anúncios, atrás de anúncios… torna-se uma adição e tudo está estruturado nesse sentido. Antes de falarmos, antes de agirmos, achamos que podemos criar um espaço entre o estímulo que recebemos e a nossa reação? Esse é o espaço de reflexão. Alguém nos diz algo que nos aborrece, que nos zanga – alguém que não está sob controlo vai responder zangado. Às vezes, até conseguimos criar esse espaço de reflexão fazendo uma pergunta honesta: “Eu estou a ouvir-te, e entendo-te. Disse algo de errado? Fiz algo?” Esta ação cria algum espaço para nós e para a outra pessoa. Esse espaço pode ajudar a reduzir o conflito. E tento mesmo pensar nisto: quais são as minhas intenções, quais são os meus motivos? E Deus sabe que eu erro a toda a hora, portanto eu não estou aqui a doutrinar, mas é uma aspiração, é um processo. Agora muito mais do que antes.

Quais considera que são os três principais desafios do mundo no médio prazo?
O colapso da coesão social – se, por causa da tecnologia, da informação e da globalização massiva, regressarmos a pequenas tribos nunca conseguiremos resolver os grandes problemas: as alterações climáticas, os perigos das pandemias para a Humanidade… Esse para mim é o principal e é onde vou focar a minha atenção, sobretudo. Depois, claro, as alterações climáticas, e a forma como a Humanidade se adapta à tecnologia. O que acontece com o genoma humano e o biohacking? O que acontece com a implementação massiva da Inteligência Artificial, de formas que nem sequer conseguimos começar a imaginar? Então, acho que é isto: resolver o Planeta, Inteligência Artificial e Humanos. Qual é o equilíbrio entre Ciência, Tecnologia, Medicina e… a nossa condição humana? Porque somos humanos. E como reagimos a isto? E que intenção trazemos a estas coisas? Por isso é que a liderança neste mundo tecnológico é tão relevante. Porque o facto de conseguirmos fazer algo não significa que tenhamos de fazê-lo. E se o fizermos, é bom que tenhamos a certeza de que entendemos os humanos, e como nós reagimos e processamos. Dito isto, Barack Obama costuma dizer aos jovens – e eu acredito totalmente nisto – que se tivessem de escolher um momento para nascer, escolheriam este: o mundo nunca foi tão pacífico, tão justo, tão saudável, com tanta educação como neste momento. E isso fala do potencial e das possibilidades, equilibrados e temperados pelos riscos que daí advêm.

Entender a condição humana

O contexto político modela os líderes?
Qualquer ambiente molda as pessoas: a forma como se envolvem, como agem. Quais são as regras, onde está o poder, de onde vem esse poder? Acho que um dos erros que muitos líderes, especialmente os mais novos, cometem, é o facto de acreditarem que isto é sobre o processo, sobre as eleições ou sobre política. E esquecem-se de que há seres humanos do outro lado, com medos, com aspirações, com a sua cultura, os seus símbolos e os seus desejos. Não temos de fazer com que todas as pessoas concordem connosco, mas se as pessoas se sentirem compreendidas, vistas e ouvidas, a democracia floresce.

E há bons exemplos disso
Há líderes que entendem isto lindamente. O meu favorito é Mandela. Porque ele não só entendia perfeitamente o contexto político, como entendia a condição humana. Vinte e sete anos em Robben Island e o que faz ele? Bom, várias coisas, mas uma delas foi aprender africânder. Leu muito sobre a cultura africânder, e começou a falar com os guardas prisionais. Não apenas porque era importante perceber o que eles diziam, mas porque conseguia assim começar a entender a cultura e vê-los como seres humanos, mesmo que eles não o vissem como um.

Mais na Visão

Mundo

Covid-19: Milhares de franceses protestam contra passe sanitário

Milhares de pessoas concentraram-se em Paris para protestar contra o passe sanitário, certificado de vacinação contra a covid-19 que passa a ser obrigatório para entrar em vários locais

Mundo

Turistas em pânico pelos incêndios na Turquia fogem para a costa à espera de resgate

Vários turistas em pânico correram hoje para a costa da Turquia nas zonas onde incêndios florestais estão a ameaçar estâncias turísticas, depois da guarda costeira ter pedido a barcos e iates particulares que ajudassem na evacuação dos hotéis

Visão Saúde
VISÃO Saúde

Nem sete golos nem suster a respiração. Cientistas criam aparelho capaz de pôr fim à saga dos soluços

Para quem sofre com os soluços e já experimentou inúmeras técnicas caseiras pode agora ter uma solução para o problema. Um grupo de cientistas desenvolveu um aparelho semelhante a uma palhinha, capaz de acabar com 92% dos ataques de soluços, de acordo com os resultados do estudo

Sociedade

O Chanel Nº 5 faz 100 anos e ainda não sabemos tudo

Um amante russo, um erro de laboratório, uma espia no Ritz. A história do perfume mais conhecido do mundo é de filme

Tóquio2020

Tóquio2020: Carlos Nascimento eliminado na primeira ronda dos 100 metros

O português Carlos Nascimento foi hoje eliminado na primeira ronda dos 100 metros dos Jogos Olímpicos Tóquio2020, ao terminar no 45.º lugar final das eliminatórias, com o tempo de 10,37 segundos

Artigos de Newsletter

Telegrama: A terceira dose da vacina contra a Covid-19 vai ser inevitável?

Visão Saúde
VISÃO Saúde

Dermatite atópica: "As pessoas afastam-se porque têm medo que seja contagiosa"

Os testemunhos de quem sofre com esta doença física e psicologicamente, o estigma associado a ela e as explicações de um dermatologista

Tóquio2020

Tóquio2020: Velejadores Jorge Lima e José Costa na 'medal race' em 49er

Os velejadores portugueses Jorge Lima e José Costa apuraram-se hoje para a 'medal race' da competição de 49er dos Jogos Olímpicos Tóquio2020, ao manterem a 6.ª posição

Crónicas
Exclusivo

A questão das visualizações do YouTube

A visualização conta logo, mesmo antes de a “vítima” clicar naquela coisa ali em baixo que diz “saltar anúncio”

Sociedade

The Trash Traveler: A caminhada das beatas está quase a começar

Depois de percorrer, a pé, toda a costa de Portugal, alertando para o lixo das praias, o alemão Andreas Noa vai iniciar nova investida pelas cidades do litoral, agora em nome das beatas

Imobiliário
Exclusivo

Imobiliário: O Algarve já não é só verão

A principal região de férias de Portugal pode tornar-se um oásis durante todo o ano, com impacto direto no imobiliário

Tóquio2020

Tóquio2020: Diogo Abreu falha final do trampolim e acaba em 11.º lugar

O ginasta português falhou o acesso à final na ginástica de trampolins dos Jogos Olímpicos, ao repetir um erro que já tinha feito no Rio2016 para acabar no 11.º lugar