“É o primeiro Natal que não passamos com o resto da família. Nunca tinha acontecido”. As histórias de 10 famílias de emigrantes fintadas pela pandemia

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Esta é a realidade de Nelson, Miguel, Joana, Inês, Arnaldo, Rosana, Nuno, Jorge, Isabel e Rui. Mais perto ou mais longe – como quem diz no Luxemburgo ou na Irlanda, na Bélgica ou em Itália, no Reino Unido ou no Brasil, na Alemanha ou na Suécia, na Suíça ou no Panamá… – todos ansiavam por estes dias, em que deveriam estar a fazer as malas e a correr para o aeroporto, só descansando depois de chegarem à casa da família. Ao invés, preferiram deixar-se estar e esperar por dias melhores. São várias as razões que os levaram a isso: no ano em que uma pandemia virou o mundo do avesso, muitos seriam obrigados a cumprir quarentena no regresso ao país em que trabalham. Mas é sobretudo o receio de contagiar os seus entes queridos que os leva a ficar lá ao longe nesta época festiva.

Nelson Coelho, cidade do Luxemburgo, Luxemburgo
“É o primeiro natal que não passamos com o resto da família. Nunca tinha acontecido”

O desabafo é de Nelson Coelho, 35 anos, há dez a viver na cidade do Luxemburgo, para onde foi trabalhar como operador de câmara numa empresa de vídeo de casamentos, até que montou o seu próprio negócio. Natural de Terras de Bouro, no Gerês, todos os anos consegue vir várias vezes a Portugal, primeiro na Páscoa e no verão e, depois, no Natal. Depois de casar e ter filhos – dois, com 4 e 5 anos – às vezes faziam ao contrário e iam a mãe e a irmã lá visitá-los. Mas nunca nada foi como este 2020. “É a primeira vez que não passamos com o resto da família. Nunca tinha acontecido”.

Até podiam viajar para cá, reconhece, mas “não iriamos descansados”, prossegue a lembrar que a mãe já tem alguma idade. “Sei que vai sentir muito, mas se depois acontece alguma coisa…”, assume ainda, num tom de quem procura conformar-se por este ano não poder estar horas a trocar presentes, entre piadas e outras brincadeiras com pais, tios e primos – e amigos, claro. “É essa a magia do Natal, à volta de uma mesa bem grande…”. Ainda assim, como fizeram em anos anteriores ( e como atestam as imagens acima), mandaram imprimir uma fotografia dos quatro em t-shirts que meteram na remessa do correio, uma para cada membro da família. A diferença é que este ano a composição é alusiva aos tempos que correm. “Parece um coronavírus, não é?”

Miguel, à direita, com a mulher, Sandra, as filhas e a cadela Pipa, que há pouco tempo também passou a fazer parte da família

Miguel Franco-Bastos, Dublin, Irlanda
“Ir a Portugal agora poderia ser um risco para as pessoas de quem mais gostamos”

Miguel Franco-Bastos, 55 anos e a mulher, Sandra, 45, já vivem em Dublin há mais de uma década e, desde então, quando chegava esta altura, a rotina era sempre a mesma: fazer as malas e embarcar rumo a Lisboa, para matar saudades da família. “Nunca passámos o Natal em outro lado”. Mas desta vez foi preciso pôr travão na ideia. “Não temos casa aí, iríamos ter de ficar em casa de um deles. E depois não íamos conseguir ficar fechados numa espécie de quarentena: iríamos querer ir ver a praia ou comer um pastel de nata… Ou seja, ir significaria ser um risco para as pessoas de quem mais gostamos.”

Sabem que, entre os amigos, alguns viajaram porque têm os pais sozinhos, a sofrer com depressões – e que, nesses casos, o medo é que adoeçam mais depressa com as saudades. “No nosso caso, esperamos que não custe tanto porque nos habituámos a amenizar as saudades com conversas diárias por Skype”, conta, antes de exclamar “bendita internet! Devia ser um horror viver assim longe sem internet…”. E depois há a questão da quarentena, prossegue Miguel, a lembrar que, onde vivem, o sistema de justiça é rápido e eficiente: “A quarentena, no regresso, é obritatóira. Se alguém não cumprir e, por azar, infetar alguém, facilmente pode ser levado a pagar uma indemnização.”

Assim, este ano, vão antes pôr tablets e portáteis à mesa e tentar comer todos ao mesmo tempo. “E mesmo ao longe, vamos falando uns com os outros. Comprámos as prendas que eles dariam em mãos às nossas filhas e sempre nos sentimos todos mais acompanhados”.

Joana, o marido e os flhos já tinham bilhetes e tudo, mas a poucos dias da viagem não chegaram as fazer as malas

Joana Mesquita, Louvain-la-nouve, Bélgica
“Embora com tristeza, a família compreende. É a melhor opção”.

Não, não é a primeira vez que não vêm a Portugal no Natal: já no ano passado, com uma bebé pequenina, Joana Mesquita, o marido e os filhos tinham optado por ficar na casa que possuem em Louvain-la-nouve, a 40 minutos de Bruxelas, na Bélgica. Mas também por isso este ano estavam mesmo cheios de vontade de vir passar a época a casa. Até já tinham os bilhetes de avião comprados. Mas a poucos dias do voo, a mais nova dos dois filhos, 3 e 6 anos, adoeceu com sintomas febris – e como lá não testam as crianças, sem saber se podia ser Covid-19 ou não, Joana e o marido não quiseram arriscar.

Ambos engenheiros biomédicos, vivem na Bélgica desde 2015, agora no campo depois de uma primeira temporada na capital. Foram dos primeiros a sair do seu curso – engenharia biomédica – e ali encontraram emprego numa área em desenvolvimento do tratamento do cancro. “Em Portugal ainda não havia muitas saídas profissionais, foi antes do Centro Champalimaud…”. Ainda assim, não têm do que se queixar: instalados no campo, em teletrabalho, por ali há espaço e tempo para aproveitar os dias sem stress. E como os pais e os sogros também conseguem visitá-los com alguma frequência, vai sempre dando para matar saudades, até ao momento de regressar.

Mas, no início da semana passada voltaram atrás na sua decisão. “Tudo apontava para que fôssemos, mas os números não melhoraram assim tanto e, perante a possibilidade de podermos contagiar alguém, preferimos não correr o risco. Vamos passar só os quatro – com tristeza, mas todos compreendem que é a melhor opção.” Para acalmar as saudades, vão socorrer-se de um supermercado português que há por perto para ter leitão e salgadinhos na mesa, tal como sonhos e bolo rei. “Não será um jantar de Natal como os outros, mas vamos acreditar que para o ano há de ser melhor…”

Lá longe, Inês Fragoso Mendes, aqui com os filhos, vai socorrer-se da uma mercearia que vende produtos portuguesas e que até faz alguns pratos por encomenda

Inês Fragoso Mendes, Turim, Itália
“Estou um bocadinho triste porque, até à última, acreditei que conseguíamos ir”

“Estou um bocadinho triste, tenho de admitir: até à última, acreditei que íamos. Mas com o passar dos dias, acabamos todos por concordar que o melhor era ficar cá”. Inês Fragoso Mendes, 43 anos, vive há 16 na cidade italiana de Turim, para onde foi depois de ter conhecido o italiano que se tornou seu marido. Com dois filhos, nem sempre passam cá o dia 25. “Mas se não vamos antes, voamos logo a seguir: passamos sempre uns dias nesta altura em Portugal”, conta a também vice-presidente da associação Tu cá, tu lá, dedicada aos 150 a 200 portugueses instalados naquela cidade italiana e arredores.

Mas desta vez não, nem uns diazinhos. “Estou um bocadinho triste, mas sei que é o mais acertado”, repete Inês, que, até ao início de dezembro, ainda andava a ver quais os bilhetes de avião ao melhor preço. “É verdade que, por aqui, está um bocadinho melhor do que na primeira vaga, em que mal podíamos por o pé na rua”, sublinha. Mas a antecipar a época, também por ali as medidas de combate à pandemia voltaram a apertar – e decidiram deixar-se estar.

“Não se julgue que somos os únicos”, acrescenta a também vice-presidente da Associação Tu Cá Tu lá, que apoia a comunidade de 150 a 200 portugueses que vive em Turim e arredores. “Aqui ainda está tudo muito incerto, em Portugal também não está fantástico e os meus pais também acharam que não era boa ideia estarmos em almoços e jantares”. Com isto tudo, prossegue Inês, vai ser a primeira vez que passam só os quatro – o que, confessa, será um pouco estranho. “Sei que a vida de emigrante é um bocadinho assim e que nem sempre se consegue ir a casa quando se quer, mas…”

Sozinho do outro lado do Atlântico e sem árvore de Natal em casa, Arnaldo Santos valeu-se dos enfeites nas redondezas para mandar um sorriso

Arnaldo Santos, Rio de Janeiro, Brasil
“Para mim, Natal tem de ter frio. E convívio, com a família e com os amigos”

Vive na cidade-maravilhosa, a aproveitar uma boa opção de trabalho que surgiu em 2014, e todos os anos faz o mesmo. Quando se aproxima a época de Natal, lá vai ele a correr a caminho do avião para atravessar o Atlântico e rever a mulher e filhos que deixou em Santa Maria da feira. Arnaldo Santos, 59 anos, consultor de pequenas e médias empresas, até já vivera no Brasil, entre 1978 e 1988, com os pais. Mas há seis anos voltou sozinho – daí que vir cá passar o Natal seja sagrado. Mais ainda, porque só vem a Portugal uma vez por ano. “Tem sido sempre assim. Menos este 2020…”, lamenta, “mas ia ser complicado…”

Primeiro em termos de trabalho, conta, considerando que provavelmente teria de cumprir quarentena, quando tentasse regressar. “Julgo que estão só à espera do Natal para tomarem medidas mais drásticas”, confia. E, depois, há, claro, o medo do contágio. “Eu até já uso máscara desde março, porque estive num evento que levou a muitas infeções e a muitas mortes. Sei bem que nunca é de fiar neste vírus. Aliás, quando houver vacina serei dos primeiros. Nem que tenha de pagar”, desabafa.

Quando chegar a hora da consoada, há de juntar-se ao sócio, mulher e filho deste, com quem já convive regularmente –e vai relativamente descansado com o facto de fazer teste todos os meses. “Vai ser diferente, mas como costumo dizer, mais vale confinado do que finado.” E depois nada como valer-se das novas tecnologias para encurtar distâncias – ele que nem árvore de Natal tem em casa. “Custa um bocado, mas como é para o bem comum…”

Rosana Lima, Londres, Reino Unido
“Iremos logo que os nossos pais estejam vacinados. Sempre é outra segurança”

Já tinham as malas feitas e tudo, mas a menos de oito horas do voo que os traria de Kingston upon Thames, na zona oeste de Londres, para Vila Nova de Famalicão, Rosana Lima, 41, o marido, Eduardo, 35, e o filho Rodrigo, de 5, puxaram o seu próprio travão. A ajudar, o facto de nesse mesmo domingo, 20, ter sido confirmado que havia uma nova estirpe a circular, na região e também já noutros países, bem mais contagiosa – e terem passado a vigorar medidas de confinamento ainda mais apertadas para a zona em que estavam, que não lhes permitiam sequer circular. “Custou muito decidir ficar, mas é melhor assim. Perdemos o dinheiro do voo e tudo, mas antes isso do que a saúde”, conta Rosana, que há oito anos se mudou para o Reino Unido.

Desde então, só uma vez não passaram o Natal em Portugal – mas nesse ano, foram os pais visitá-los. “Este será o primeiro que ficamos sozinhos, mas não podíamos arriscar: apanhar um avião cheio de pessoas podia ser um grande risco. O meu sogro está a terminar uma série de tratamentos contra o cancro e a minha mãe também está muito debilitada. Era muito arriscado ir para a beira deles”.

A poucas horas da consoada, Rosana tem agora na ideia tentar arranjar polvo, umas rabanadas e, quem sabe, até uma aletria para animar a mesa de Natal “Há um ano que não vejo a minha mãe: quando estivemos aí no verão, ela estava internada, e, com a Covid-19 não podia receber visitas. Claro que ligamos e falamos muito, mas pessoalmente é outra coisa…” Ao mesmo tempo, vão se consolando com a perspetiva de conseguirem viajar em breve. “Logo que eles estejam vacinados, já é outra segurança. E nós como profissionais de saúde, em breve também vamos tomar…”

Nuno Pereira, Hamburgo, Alemanha
“Queria ir ver o meu netinho recém-nascido, mas é melhor assim. Quando for, quero ir descansado e saber que ninguém se contagia”

Está sozinho na Alemanha, há já quatro anos, tal como já tinha embarcado num empreendimento do género no Canadá, sempre à procura de emprego melhor – e só se consola porque agora sempre está na Europa, que é mais perto de casa e com viagens mais em conta. Responsável pela seção de compras de um restaurante em Hamburgo, na Alemanha, Nuno Pereira, 46 anos, já contava ter viajado para Vila Nova de Cacela em outubro, quando o neto nasceu, e onde está a mulher e as filhas. “Queria ir ver o meu netinho, que agora é a joia da família. Mas não: tal como agora, o que se aconselha é não viajar, e como ia também ver os meus pais e eles já têm uma certa idade…”, prossegue, “o melhor é ficar. Custa, mas quando for, quero ir tranquilo…”

Assim, há de passar a consoada com um casal amigo, com quem trabalha e não mais – “nem podia, por causa da limitação de pessoas. Não vamos ultrapassar o limite” – e tentar viajar depois. “O ano passado também não consegui ir logo no Natal, mas fui uns dias a seguir. Sempre compensou…”

Bolachinhas tradicionais de Natal decoradas com as cores de Portugal, para animar a mesa de Jorge Gil e da família, na Suécia

Jorge Gil, Gotemburgo, Suécia
“Já no verão tivemos de cancelar as viagens. É o período mais longo sem ir a casa”

Bem instalado há três anos em Gotemburgo, na Suécia, onde dá aulas na universidade, Jorge Gil, 48 anos, vive fora do país desde 1999 – mas sempre, mesmo quando estava no Reino Unido ou na Holanda, sempre que chegava esta altura, o regresso a Portugal era sagrado. “Está tudo com muitas saudades, já no verão cancelámos. Este é o período mais longo que estamos sem ir a casa”, frisa, ciente, no entanto, de que o cenário em volta assim o aconselha. “Está tudo bem mais alarmista em relação à Covid-19 do que na primavera, com restrições mais apertadas e recomendações para todos terem mais cuidado”.

Resultado? Há de ser uma consoada só com a mulher e as filhas e o Skype, que lhes há de permitir ainda assim ir falando com a família. “Até estamos a pensar inventar jogos para os miúdos brincarem com os primos, sempre ajuda…”. Claro que vai faltar o resto – isto para dizer que não há bacalhau nem os doces típicos da época – por ali fazem-se uns pastéis, só que com bacalhau fresco… “Mas isso é o menos. Agora, gostávamos era de ir no verão. Antes disso, duvido, embora venha a vacina, duvido…”

Isabel Anastácio, Basileia, Suíça
“Vamos fazer uma videochamada e já está. Mas não é o mesmo que ir a Portugal, não é?”

A voz de Isabel Anastácio, 49 anos, desaparece várias vezes, do outro lado da linha telefónica e nem sempre isso deveu à má ligação. O flashback do seu ano foi o grande responsável, desde que em março se instalou aquilo que chama “um ano de terror, de medos” – como quem diz também “layoff, desemprego, trabalho temporário…” – que levou que deixasse de ser pasteleira e passasse a trabalhar numa fábrica de ventiladores. “Veja só, a ironia. E até acabo o ano melhor, que o meu patrão, por sorte de um anjinho, chamou-me na semana passada para me dizer que passo a efetiva. Por sorte gostaram de mim e vou acabar o ano um bocadinho melhor. Mas foi o caos. Olhe, só para a América fizemos 20 mil ventiladores…”

Foi há seis anos que Isabel, natural do Sardoal, no Ribatejo, voltou à zona perto de Basileia, a 70 quilómetros de Zurique, capital da Suíça, onde já vivera anos antes, empregando-se como pasteleira. Mas desde março que tudo mudou: com o encerramento da loja, veio um período cheio de incertezas, de contas por pagar, de esperanças contidas. Chegou ao verão e, ao invés de fazer como costume e vir matar saudades da família a Portugal, deixou-se ficar. “Ainda estava tudo muito caótico aqui e com a minha mãe já com 73 anos era arriscado. Agora, também preferi não ir. Sei que até levantaram a quarentena, mas prefiro não arriscar…”, prossegue, referindo-se ao aliviar de restrições para os portugueses, anunciado pelas autoridades suíças na semana passada.

Assim, no Natal vai ser ela e o filho, que a acompanhou neste regresso, e um casal de primos que também vive por perto. Fizeram umas comprimas, a prima diz que leva o bacalhau e as couves e Isabel, como até é pasteleira de formação, há de retribuir para por a mesa bonita com uma lampreiazinha de ovos e um tronco do Natal. “Depois, fazemos uma videochamada à hora de jantar e já está. Mas não é o mesmo que ir a Portugal, não é?”.

“Aqui terei um Natal com outro sabor”, conta Rui Fernandes Dinis, a partir de Portobelo

Rui Fernandes Dinis, Portobelo, Panamá
“Sim, estou numa terra maravilhosa. Mas quem me dera estar aí!”

“É um bocado nostálgico, eu sei, mas em dez anos que estou aqui, fui sempre passar o Natal a Portugal. E até vou mais vezes, ao longo do ano. Mas neste 2020, nada”. Rui Fernandes Dinis, 39 anos, instalado em Portobelo, no Panamá, desde o final de 2010, não sabe o que é passar a época natalícia sem o frio da zona da Guarda – entre Bendada e Monte Vasco, na companhia da família. “Sim, estou numa terra maravilhosa, mas quem me dera estar aí! Só que ia ser complicado. Ia ficar com os meus pais, eles já têm 70 anos…”. O pior, sublinha, foi que este ano também não conseguiu atravessar o Atlântico no verão e então as saudades são ainda maiores. “Só se podia viajar em voos humanitários, com a ajuda da embaixada. Voos normais, nada”.

Assim, o mais que fez foi trabalhar, mais ainda agora que que já é diretor da Fundación Bahia de Portobelo (FBP) , empenhada na melhoria da qualidade de vida daquela comunidade que é a mais pobre do país, e que o desafiou a mudar-se para lá. Um empenho que, entretanto, já deu frutos: no final de outubro, a sua La Escuelita del Ritmo, projeto da fundação que utiliza a música como ferramenta de inclusão e mudança social, foi escolhida para participar no Peace Through Music, evento das Nações Unidas – como mostra a performance que, orgulhoso, enviou em vídeo, como postal animado de Natal da FBP e que deixa vê-lo lá lá atrás, a tocar guitarra.

“Este ano, além da familia vão fazer-me falta os rituais de todos os anos: a viagem para as Beiras, o cheiro do azeite onde fizeram as filhoses, o calor do madeiro que é aceso no princípio da noite de consoada e que dura dois ou três dias, o jantar em família no qual o prato principal é o bacalhau com couves branquinhas, a missa do galo, quando é possível, a abertura das prendas que quando eu era pequeno, eram deixadas pelo Menino Jesus…”, detalha Rui, antes de se tentar confortar com a experiência que o espera. “Aqui terei um Natal com outros sabores: em vez de bacalhau terei ‘jamon con ananas’ e o simbólico ‘arroz com coco e frijolito negro’ que simboliza abundância para a familia”. Tudo acompanhado com a bebida tradicional é a chicha de saril (mais conhecida como Flor da Jamaica). É também a primeira vez que passa o Natal de manga curta e em que terá oportunidade de um mergulho nas águas quentes das praias paradisíacas da redondeza.

Prometida está também uma foto com o gorro de Pai Natal na praia. “Para matar saudades até ao meu regresso, que há de ser mal os meus pais tenham a vacina.”

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