Efeito Chega: Abalo ou comichão?

Foto: António Cotrim/Lusa

O Chega entrou na derradeira fase da sua estreia eleitoral autárquica com duas narrativas à escolha do freguês. A do presidente e deputado André Ventura é quase eufórica, de um “otimismo irritante”, como diria o outro: a fazer fé nas suas recentes intervenções públicas, o líder aponta ao terceiro lugar (em número de votos) para “alavancar a direita”, garante que o mapa político do País “nunca mais será o mesmo” e espera condicionar, à direita, através de acordos pós-eleitorais com o PSD, a formação de maiorias nos executivos camarários, de norte a sul, para arredar o PS do poder.

Há, contudo, uma versão mais moderada – realista, dizem alguns – protagonizada pelo próprio coordenador autárquico: “É praticamente impossível um partido ganhar uma câmara nas primeiras eleições em que participa”, reconhece Nuno Afonso à VISÃO, metendo o entusiasmo no congelador, mas aduzindo à conversa os nomes de cinco municípios que o deixam “otimista” quanto à possibilidade de eleger vereadores: Sintra (onde ele próprio se candidata, apesar do “silenciamento” de que diz ser vítima), Loulé, Loures, Matosinhos e Moura, o concelho alentejano, com forte implantação da comunidade cigana, onde o Chega obteve dos seus melhores resultados nas legislativas e no qual se espera o contágio do “efeito” Ventura, cabeça de lista à assembleia municipal.

Tudo pela Cidália
A grande esperança de conquistar algo mais do que o óbvio nestas eleições é mesmo Cidália Figueira, funcionária do comando territorial de Beja da GNR. “Não me meti nisto para ser vereadora”, atalha, desde logo, à VISÃO, em conversa telefónica. “Aponto sempre mais para cima, quero ser presidente de câmara e considero que as circunstâncias permitem pensar nessa hipótese.”

Independente, ela trabalhou 22 anos na autarquia do distrito de Beja, “ajudando em funções administrativas”, período dominado, em grande parte, por maiorias da CDU. “Apoiei sempre o executivo, mas cheguei ao fim desses anos desiludida com a falta de cumprimento das expectativas.”

Segundo o Censos deste ano, Moura perdeu 1 900 habitantes numa década. O universo populacional anda um pouco acima das 13 mil pessoas e, dessas, só pouco mais de metade têm ido às urnas. Num município marcado pela rivalidade histórica entre a CDU e o PS (vitorioso em 2017), que se repete nestas eleições, o Chega – cujo orçamento oficial de campanha neste município é de quatro mil euros – nem sequer conseguiu candidatos em todo o concelho: apresenta-se à câmara e à assembleia municipal, mas só desenrascou listas nas freguesias de Póvoa de São Miguel e Safara e Santo Aleixo da Restauração. “Os nossos apoiantes têm medo de represálias”, justifica a candidata. “Há muitas pessoas que vão votar no Chega, mas não se sentem confortáveis em aparecer ou em dizê-lo em público.”

Dilemas A dimensão da vitória e o novo partido fundado por ex-dirigentes (Manuel Ferreira, em baixo, é um deles) podem complicar a vida a Ventura

Além de contar com o “ás de trunfo” André Ventura nas suas listas, Cidália Figueira sabe que a comunidade cigana no concelho – em 2018 eram perto de mil cidadãos desta etnia, mas o número vem aumentando – também “joga” uma cartada importante nestas autárquicas: “Nada contra, somos todos iguais. O problema é que eles só querem direitos, não querem deveres. Os ciganos estão sempre na fila para a Segurança Social, mas nunca os vê na fila para os centros de emprego”, garante. Denominador comum no Chega, o argumento é contestado e desmentido por diversos especialistas, organismos oficiais e representantes da etnia como Olga Mariano, ativista pelos direitos da comunidade cigana e presidente da Letras Nómadas – Associação de Investigação e Dinamização das Comunidades Ciganas, que, em entrevista recente ao Diário do Alentejo, acusou o líder do Chega de fazer uma “lavagem cerebral” às populações dos concelhos onde o peso das comunidades ciganas é maior. Segundo um estudo do investigador Alexandre Afonso, da Universidade de Leiden (Países Baixos), baseado nos resultados eleitorais das legislativas de 2019 e das presidenciais deste ano, o Chega tem as suas melhores “performances” eleitorais nos concelhos onde existem mais ciganos e beneficiários de apoios sociais. Apesar da especificidade das autárquicas, a tendência deverá manter-se nestas eleições.

Moura está, pois, no topo das expectativas do Chega para o dia 26. Mas outras figuras encabeçam candidaturas onde o partido deposita algumas esperanças de eleger vereadores. Em Loulé, candidata-se o arquiteto Fernando Santos, mais conhecido por “Fanan”, para quem o regime democrático “está igual ao anterior”, conforme explicou ao jornal A Voz do Algarve. “Em geral, as pessoas que ganham menos votam à esquerda, mas se lhes dermos a possibilidade de melhorar a vida, elas começam a votar à direita”, crê. Em Loures, município onde André Ventura perdeu a sua “virgindade” política em 2017, candidatando-se pelo PSD, o cabeça de lista é Bruno Nunes, consultor e administrador de empresas, que reivindica o “legado” do líder do partido no concelho – foi eleito deputado municipal nas listas de Ventura – e não morre de amores por “este sistema que tem 47 anos e sempre os mesmos intervenientes”. Mais a norte, o empresário Israel Pontes já se contentava em “ser o Rui Rio de Matosinhos”.

Moura, Loures, Loulé, Matosinhos e Sintra são municípios de onde o Chega espera boas notícias na noite eleitoral

Globalmente, é de autarquias dos distritos de Beja, Portalegre, Faro e Lisboa que o partido aguarda as melhores notícias das eleições, embora ciente de que não tocará as nuvens. As cidades de Lisboa e Porto não se adivinham fáceis para um resultado honroso. “Vamos eleger deputados municipais na maioria dos concelhos em que nos apresentamos. Só isso já será uma vitória e dará dimensão nacional ao partido. Mas é totalmente irrealista pensar num resultado idêntico ao das presidenciais (11,9%) ou até mesmo próximo disso”, crê Nuno Afonso.

No rescaldo da noite eleitoral, o Chega espera, segundo o antigo vice-presidente, estar em condições de, pelo menos, ser um parceiro decisivo para a formação de várias maiorias autárquicas, de preferência com partilha de poder. “Estamos disponíveis para conversar com todos. Não queremos ser acusados de ser um fator de ingovernabilidade em qualquer município”, assume o dirigente nacional.

Casos e mais casos
Apesar de, na estreia, ter conseguido mobilizar militantes, dirigentes e até figuras desavindas de outras forças políticas para garantir candidaturas à presidência de 215 municípios (em 308 possíveis), a estrada do Chega nestas eleições tem sido pedregosa, levando mesmo a abandonos de última hora em duas autarquias: em Caminha, o candidato enganou-se na “porta” onde deveria entregar as listas, trocando o tribunal pelo edifício da câmara, enquanto a candidatura à Figueira da Foz acabou “chumbada” na Justiça por irregularidades processuais.

Os casos polémicos, na verdade, avolumam-se. Surgem ataques pessoais públicos entre candidatos e ex-candidatos (distrito de Leiria), o caudal de desistências, dissidências e irregularidades engrossou e até obrigou à substituição de cabeças de lista, como aconteceu na Marinha Grande, há semanas, por divergências entre a distrital e o candidato, com alusões ao suposto alcoolismo de um membro da lista. No início de junho, também Humberto Baião, ainda dirigente do partido em Évora, desistiu da candidatura à câmara, acusando o Chega de ser “um clube de amigos onde reina a endogamia, o seguidismo, a ignorância, o culambismo e uma partidarite cega que o levará a esbarrar contra a parede”, escreveu. “Prova disso é que se multiplicam as dissensões dentro do partido e por todo o País, e as listas são um malabarismo de trapézio e amadorismo de principiante que arrepia, e atadas com arames, amizades ou laços familiares.”

Moderado Nuno Afonso, coordenador autárquico, previne euforias e avisa que ainda é cedo para um Chega todo-o-terreno

Esta semana também a candidatura à câmara do Porto esteve à beirinha da orfandade: revoltado com divisões internas nas estruturas locais do partido e sentindo-se desamparado nas semanas de pré-campanha, o autarca António Fonseca lançou alertas durante um jantar e ameaçou bater com a porta: “Quis ter a certeza de que tinha o apoio incondicional da concelhia, da distrital e do presidente, para que depois das eleições não sejam assacadas as acusações do costume. Sem essa garantia, teria retirado a minha candidatura”, admitiu à VISÃO o ainda presidente da União de Freguesias do Centro Histórico (Cedofeita, Santo Ildefonso, Miragaia, São Nicolau e Vitória).

Para o último dia de campanha (24), e segundo relatos de alguma imprensa, o Chega estará a preparar um evento de foguetório: a assinatura da Carta de Madrid, um documento subscrito pelo partido de ultradireita espanhol VOX, líderes políticos e outras personalidades do espaço ideológico comum ibero-americano para combater o comunismo e a influência da esquerda neste espaço geográfico. Para tal, foi anunciada a vinda a Portugal do deputado federal Eduardo Bolsonaro (filho do Presidente do Brasil), atualmente visado em investigações simultâneas, entre elas a do Supremo Tribunal Federal por ataques a membros do congresso e a da comissão de inquérito parlamentar pela difusão e o financiamento de fake news.

De acordo com as notícias veiculadas, Eduardo Bolsonaro juntar-se-ia a Santiago Abascal, presidente do VOX, duas figuras do espaço político que Ventura reivindica. Apesar da presença recente de Iván Espinosa de los Monteros, “número dois” do partido espanhol, na Academia de Verão da Juventude do Chega, na Nazaré, fontes do partido de Abascal contactadas pela VISÃO garantem que não está nos planos do líder do VOX deslocar-se, nesta altura, a Portugal, “muito menos para reunir com o filho de Bolsonaro”. 

Ex-Chega vira “Novo”  
Na frente externa, nem tudo são flores. Mas o desgaste a nível interno também é de monta e um resultado autárquico abaixo das expectativas poderá mesmo precipitar a saída de mais militantes e dirigentes, como tem acontecido por moto-próprio ou pela via disciplinar, através de expulsões levadas a cabo pela direção.

Um dos motivos para a saída de militantes desde a primeira hora é a falta de identificação com a atual liderança do Chega, sobretudo desde a aparente suavização do programa. Ora, para o feriado de 1 de dezembro (Restauração da Independência), está agendada a fundação de uma nova formação política saída daquilo que muitos consideram “a traição de Ventura” ou os “escombros do Chega”. Chamar-se-á Partido Novo – Direita Popular e pretende, sem maquilhagens, resgatar o programa inicial idealizado ao longo de várias reuniões por algumas personalidades numa fase embrionária do partido, mas nunca adotado e, segundo alguns, “nem sequer lido” por André Ventura.

Dissidentes do Chega vão fundar o Partido Novo – Direita Popular inspirado no programa rejeitado por Ventura em 2019

Liberal na economia, conservador nos costumes, personalista e de pendor nacionalista, o “Novo” terá como símbolo um diamante verde, alusão ao que é “eterno e duro como o aço”, mas também ao povo português, “a quem só falta um bom governo para ser bem lapidado”. As palavras são de Manuel Ferreira dos Anjos, antigo dirigente e ex-autarca do CDS em Sintra, fundador do Chega (era o militante nº 19), mas expulso do partido em julho depois de acusar a direção de se ajoelhar ao “lóbi gay” na sequência do congresso de Coimbra. “Um partido é um conjunto de pessoas à volta de um programa. O do Chega passou a ser social-democratizante, abriu a porta aos homossexuais e traiu os valores da família”, refere o ex-dirigente à VISÃO.

Principal dinamizador do novo partido, Manuel Ferreira garante que a recolha de assinaturas está em curso e até o recrutamento junto de desencantados do Chega é de monta, “fruto das desilusões acumuladas com André Ventura” e “as mudanças no ideário do partido”. Uma das adesões já garantida é do professor universitário António Sousa Lara, antigo subsecretário de Estado da Cultura de Cavaco Silva e ex-porta-voz do Chega nas áreas da Segurança Interna e da Geopolítica, cargo do qual se demitiu no início de 2020 por recusar abdicar da subvenção estatal vitalícia de 1 343 euros a que tem direito. Patrícia Sousa Uva, ex-mandatária da candidatura presidencial de Ventura e antiga dirigente nacional do Chega, é outra, a par de Joaquim Chilrito, que ocupava cargo idêntico na direção desde os primeiros tempos do partido.

O “Novo” junta ainda ex-líderes distritais e regionais do partido, entre eles Miguel Tristão Teixeira (Madeira), Rodrigo Canoa (Leiria), Jorge Mosca (Aveiro), Pedro Estanislau Coutinho (Beja) e Jorge Moreira Pires (Porto). “Vamos fazer um jantar com 22 membros da direção, em representação dos vários círculos eleitorais, e alinhavar o programa” que, de acordo com Manuel Ferreira e Sousa Lara, incluirá propostas como a “reforma total do socialismo tributário” – com o consequente fim do IMI e o fim do IRS a quatro anos –, a dignificação salarial dos militares e das forças de segurança e o combate à imigração de origem muçulmana.

Com mais ou menos euforia na noite eleitoral, uma coisa está, desde já, garantida: o rescaldo das autárquicas no interior do Chega promete.

Liberais à procura de trampolim para as legislativas

Agarrado à lógica de que quem tudo quer tudo perde, o Iniciativa Liberal (IL) preferiu ser cauteloso, nas suas primeiras eleições autárquicas, e apresenta-se a menos de um quarto das câmaras a que o Chega concorre. Entra na corrida eleitoral em 53 concelhos (46 com listas próprias e sete com coligações) e aposta numa campanha que sirva mais para espalhar as ideias do partido – tendo já em vista as legislativas de 2023 – do que para conquistar o poder local. Isto porque as expectativas internas à volta das eleições de 26 de setembro são baixas – admite fonte envolvida na campanha autárquica do IL.

O partido foi criado há três anos e ainda não tem uma base de apoio espalhada por todo o território nacional, concentrando-se essencialmente nas grandes cidades do litoral. Assim, Cascais, Oeiras e Almada estão entre os concelhos onde os liberais esperam vir a fazer parte do poder autárquico com a eleição de deputados municipais; mas é no Porto que acreditam que será eleito o primeiro vereador liberal – já que o atual responsável pelo pelouro da Economia, Comércio e Turismo, Ricardo Valente, se recandidata pelo IL e Rui Moreira têm intenções de o manter na equipa, caso seja reeleito, como apontam todas as sondagens. Porto, o Nosso Movimento, de Rui Moreira, é um dos poucos movimentos independentes apoiados pelo IL, que não se quis estender em coligações. Segundo o líder, João Cotrim de Figueiredo, o partido recusou 92 propostas para se coligar com outras forças políticas com receio de ver as suas ideias diluídas no meio das de outros. Foi o que aconteceu em Lisboa – onde os liberais não aceitaram dar a mão à coligação de direita, encabeçada por Carlos Moedas – e apresentam Bruno Horta Soares. R.R.N.

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