Medina vs. Moedas em Lisboa: O combate dos duros

Fernando Medina, 48 anos, presidente da Câmara de Lisboa e novamente candidato pelo PS, no quadro de um acordo com o Livre, terá, nas eleições autárquicas do próximo dia 26, como principal adversário, Carlos Moedas, 51 anos, ex-comissário europeu, candidato apresentado pelo PSD e que lidera a coligação Novos Tempos, com o CDS, PPM, Aliança e MPT. À liça, juntam-se o candidato repetente da CDU, João Ferreira, as concorrentes do BE, do PAN e independente, respetivamente Beatriz Dias Gomes, Manuela Gonzaga e Ossanda Liber, o nome proposto pelo Chega, Nuno Graciano, e o representante da IL, Bruno Horta Soares. Neste dossier, concentramos as atenções nos protagonistas do braço-de-ferro PS/PSD, que terá consequências políticas nacionais. Veja porquê nas páginas seguintes.

FERNANDO MEDINA
Idade 48 anos
Naturalidade Porto
Ocupação Economista, presidente da câmara de Lisboa
Escola Faculdade de Economia do Porto, ISCTE
Estado Civil Casado, dois filhos
Promessa Casas a preços acessíveis e creches gratuitas
Fragilidade Partilha de dados da CML com a embaixada russa
Trunfo Sucesso no turismo e aposta na descarbonização

Comunismo e sangue azul

Fernando Medina é filho de pai comunista (renovador e expulso do PCP) e descendente, via materna, do 1º conde de Castro

O filho do “António” sempre soube que o pai, realmente, se chamava Edgar. Mas esse não foi o único truque, a que está ligado, para confundir a ditadura: o seu nascimento, em 1973, foi comunicado ao pai através de um anúncio no jornal O Século, onde se lia: “Perdeu-se álbum de fotografias no comboio Lisboa-Porto.” Para Edgar Correia, importante militante do PCP, este era o sinal de que tinha sido pai de um rapaz. Se fosse menina, o trajeto combinado, no anúncio em código, teria sido “Porto-Lisboa”. Em trabalho clandestino, no Alentejo, o camarada “António”, pseudónimo da clandestinidade, tinha como uma das tarefas o contacto com outros militantes menos graduados como um tal Zé Moedas, de Beja, jornalista regional e escriba correspondente de órgãos nacionais como o Diário Popular. No Porto, a também comunista, sua mulher e mãe do pequeno Fernando, Helena Medina, bisneta por via materna do 1º conde de Castro, substituía o azul do sangue pelo vermelho da bandeira. Já o rebento, agora protagonista destas páginas, acentuaria o lado moderado da militância política, aderindo ao PS pela mão do católico António Guterres. Mas não antecipemos.

A estudar para político

O seu tirocínio foi feito no movimento associativo estudantil. E continua a pescar nessas águas, para as listas da AML…

As circunstâncias da sua formação pessoal e académica fizeram de Medina um portuense improvável, estranho ao bairrismo típico do Porto. O que não quer dizer que não seja um produto da alta burguesia da cidade, com um avô industrial e uma avó engenheira. Criado em ambiente de oposicionistas à ditadura – além dos pais comunistas, os genes familiares remontam ao apoio da família a candidaturas presidenciais da oposição como as de Norton de Matos ou de Humberto Delgado –, Fernando desde cedo se habituou à luz de Lisboa. Ele é um quadro formado no calor da discussão política, respirada por todos os polos desde criança, no convívio familiar. Aluno do ex-ministro Teixeira dos Santos, foi vice-presidente da Associação de Estudantes da Faculdade de Economia do Porto e presidente da Federação Académica da Invicta. O movimento associativo é geralmente considerado uma boa escola política, o que talvez o tenha levado a integrar, nas listas de candidatos à próxima Assembleia Municipal, jovens que se têm destacado neste campo. Já no ISEG, na capital, fez o mestrado em Sociologia Económica. A política cortou-lhe o sonho de um doutoramento em Londres.

Por dentro da Administração Pública

Vai ganhando experiências como quadro superior em agências públicas antes de mergulhar na sombra dos gabinetes

Em 1998 é um jovem economista quadro do Ministério do Trabalho, onde começa a perscrutar os segredos da máquina do Estado e da Administração Pública. Por essa altura, já está no radar de António Guterres, por cuja mão entrará para o PS. Mais tarde, torna-se economista da Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal, antes do mergulho definitivo na assunção de cargos políticos. Nos gabinetes, a par da experiência profissional, vai fazendo a sua aprendizagem política.

Pesca à linha nos Estados Gerais

António Guterres reparou nele, mas foi Marçal Grilo que o foi buscar

Em 1995, António Guterres prepara o “assalto” à liderança do governo com os Estados Gerais para uma Nova Maioria. O líder do PS procurava, na sociedade civil, novos valores que aceitassem colaborar com o partido, ele próprio exaurido de quadros, após a travessia do deserto durante o cavaquismo. O jovem Fernando Medina terá visto aqui uma oportunidade, mas é difícil saber até que ponto o seu pedigree de descendente da “aristocracia” política lhe facilitou o caminho. No final dessa legislatura, é requisitado ao Ministério do Trabalho, pelo ministro da Educação, Marçal Grilo, para consultor, no quadro da presidência portuguesa da UE. Dando nas vistas, passa para o gabinete de António Guterres, como assessor da Educação e Ciência, primeiro, e assessor económico, depois. Estava lançado o nome.

Com António Costa O primeiro na linha do delfinato. Mas Costa recusa indicar “herdeiro”… FOTO LUÍS BARRA

Sócrates disse “não”

Em 2009, pensava-se que ia a ministro. Mas o primeiro–ministro terá desconfiado do seu excessivo “costismo”

O protagonismo de Fernando Medina no primeiro governo de José Sócrates fez com que, dentro do PS e fora dele, o futuro autarca fosse visto como um nome claramente ministeriável. Na secretaria de Estado do Emprego e da Formação Profissional, sob a tutela de Vieira da Silva, tomou conta de dossiers sensíveis de que se desenvencilhou com brilho: a reforma da formação profissional, a reforma do Código de Trabalho, o primeiro acordo sobre o aumento faseado do salário mínimo – hoje uma das principais bandeiras dos governos de António Costa… –, o lançamento do programa das Novas Oportunidades. Em 2009, no segundo executivo liderado por Sócrates, quando se esperava a sua promoção, transitou para a secretaria de Estado da Indústria, ainda tutelada por Vieira da Silva, agora na Economia. Terá pagado o preço da aproximação ao “costismo”.

De nº 2 a figura nacional

Em 2020, a pandemia suspendeu o turismo mas deu a Medina a possibilidade de falar grosso – e de se afirmar

Em 2013, António Costa reconquista a CML com maioria absoluta e mais de 51% dos votos. Com pouco domínio do aparelho do PS, escolhe Fernando Medina para nº 2 e avisa-o, em privado, de que terá pouco tempo para se preparar: se avançar para a liderança – o que fará se tiver a certeza de que ganha… –, será ele a substituí-lo. Um ano depois, Medina estará por conta própria. Ensaia uma marca pessoal, aposta na Lisboa verde, nas ciclovias, na reabilitação urbana e (fortemente) no turismo (e o preço das casas dispara). Os lisboetas recusam-lhe a maioria, em 2017. Com uma geringonça em que o PCP fica de fora, junta-se ao poder central, no projeto do passe único. Na pandemia, Medina vê uma oportunidade de afirmação e confronta as autoridades de saúde e o Governo com a falta de testes. Na segunda vaga, a CML executa um ambicioso programa de apoios sanitários, sociais e financeiros. Medina já se tornou uma figura nacional.

Candidato do PS a primeiro-ministro?

A maioria absoluta tornaria Medina um peso ainda mais pesado. Mas ganhar claramente a Moedas também é bom

Aos 48 anos, Fernando Medina vai para a sua segunda campanha autárquica, em Lisboa, como candidato a presidente da câmara. O protagonismo conquistado nos últimos anos fez dele um nome incontornável da política portuguesa, tendo sido dado como putativo sucessor de António Costa como secretário-geral do PS e, portanto, candidato a primeiro-ministro. Mas o seu destino político está, também, ligado ao resultado que possa conseguir em Lisboa. A maioria absoluta fará dele um peso ainda mais pesado. Mas melhorar o resultado de 2017 e manter a CML governável é o suficiente para o conservar no radar do eleitorado como um dos futuros dirigentes nacionais.

Na câmara de Lisboa Continuará Medina instalado na cadeira do poder?

1973 Nasce no Porto, no seio de uma família da burguesia local, mas filho de progenitores comunistas

Anos 90 Dirigente associativo na Faculdade de Economia do Porto

1995 Aproxima-se do PS, durante os Estados Gerais de Guterres

1998 Marçal Grilo chama-o para consultor do grupo de trabalho do Ministério da Educação na presidência portuguesa

2000 No gabinete do primeiro-ministro António Guterres, como assessor de Educação e Ciência e, depois, de Economia

2003 Economista na Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal

2005 Secretário de Estado do Emprego e da Formação Profissional no primeiro governo de José Sócrates

2009 Secretário de Estado da Indústria e Desenvolvimento, no segundo governo de Sócrates

2011 Eleito deputado, torna-se vice–presidente da bancada do PS

2013 Entra diretamente como nº 2 de António Costa, na lista para a Câmara Municipal de Lisboa

2021 Em julho, anuncia a sua recandidatura à Câmara Municipal de Lisboa

FOTO: Marcos Borga

CARLOS MOEDAS
Idade 51 anos
Naturalidade Beja
Ocupação Engenheiro civil e gestor
Escola Instituto Superior Técnico, Universidade de Harvard
Estado Civil Casado, três filhos
Promessa Transportes gratuitos até aos 23 anos e para maiores de 65 e isenção de IMT
Fragilidade Conotação com o período da Troika
Trunfo Prestação como comissário europeu

Comunismo, ma non troppo

O pai de Carlos, camarada do pai de Fernando, não passou ao filho os genes comunistas. Nem PCP, nem Medicina…

Nascido em 1970, o filho do Zé Moedas começou, desde cedo, a divergir das convicções políticas do seu pai. Mas o caldo de cultura política cedo o treinou para a tolerância e para a observação do “outro ponto de vista”. Carlos admirava no progenitor a sua facilidade na escrita, que lhe construiu um nome na imprensa regional e, até, como correspondente de jornais de Lisboa, e tinha com o pai uma relação fácil e carinhosa. Muito disciplinado e curioso, teve desde cedo interesses ecléticos, embora a sua área fossem sempre as matemáticas. A revelação da capital foi, para ele, um deslumbramento – e essa sensação foi invocada durante a apresentação da sua candidatura ao município, já este ano. Entrando no Instituto Superior Técnico (Engenharia Civil), deixou para trás uma eventual opção por Medicina. É que, alma sensível, não podia ver sangue. “Sangue” é o que procura fazer, nesta campanha, para tentar virar o jogo a seu favor, face a um superfavorito Fernando Medina. E, no entanto, talvez se tivessem visto de longe, na infância, quando o seu pai tinha, no PCP, o controleiro “António”, pai de Fernando… O mundo é pequeno.

A “queimar” fusos horários

Beja, Lisboa, Paris, Boston, Londres, Bruxelas… Um alentejano à conquista do mundo

O último ano de licenciatura em Civil passa-o em Paris, ao abrigo do programa Erasmus, na École Nationale de Ponts et Chaussés, e sustentado por uma magra bolsa. Já fala francês, espanhol e inglês, o que há de, anos mais tarde, surpreender o Parlamento Europeu, no seu debute como comissário. Emprega-se na Suez Lyonnaise des Eaux e conhece a sua mulher, de apelido Abecassis e descendente de judeus sefarditas portugueses, fugidos à Inquisição. Os filhos têm dupla nacionalidade, francesa e portuguesa – no jogo de espelhos com o seu adversário, em Lisboa, este será mais um ponto em comum… De Paris, segue para Boston, para frequentar a progressista Harvard Business School – e não a conservadora Yale, no Connecticut. Afinal, o seu futuro partido chama-se social-democrata… Mas a América é uma passagem. Um lugar muito bem remunerado espera-o, em Londres, a mesma cidade onde Medina também queria ter desaguado, se não tivesse sido requisitado para colaborar com o governo de António Guterres.

O bichinho carpinteiro

Erasmus em Paris, MBA em Harvard, quadro da Goldman Sachs em Londres, investidor imobiliário em Lisboa

Carlos Moedas desperta relativamente tarde para a política – e já quando goza de uma desafogada situação financeira. Não se deixa influenciar pelos ideais paternos e faz a sua vida académica e profissional sem estados de alma. É um “furão”. Logo em Paris, após o Erasmus, consegue empregar-se, como engenheiro, na empresa já citada. Mais tarde, depois da passagem por Harvard, vê-lo-emos quadro superior da Goldman Sachs, em Londres, no departamento de aquisições e fusões. Esta aprendizagem sobre o funcionamento dos mercados ser-lhe-á preciosa quando, mais tarde, assumir funções no quadro da aplicação do memorando da Troika. Com dinheiro no bolso, regressa a Portugal – e a Lisboa – para investir em empresas de imobiliário e passa, mesmo, a dirigir a imobiliária Aguirre Newman Cosmopolita, criando, depois, a empresa de gestão de investimentos Crimson Investment Management.

Pesca à linha na Goldman Sachs

António Borges descobre-o em Londres. Dali a nada, estará na equipa de Catroga, a negociar o OE de 2011…

António Guterres recorre sempre à “Parábola dos Talentos”, para dizer que todos temos um talento que devemos colocar ao serviço dos outros. Foi o prestigiado (e já desaparecido) economista do PSD António Borges, um guru liberal, muitas vezes tido como eventual candidato à liderança do PSD, quem, no final da década de 2000, descobriu Carlos Moedas, no espaçoso escritório da Goldman Sachs, em Londres. Sem padrinhos nem relações políticas, o alentejanito de Beja tinha passado por Paris e Harvard e agora estava ali, num alto posto da maior instituição financeira do mundo. Um talento, portanto. Pouco depois, vemo-lo como consultor económico do Gabinete de Estudos do PSD. E, não tarda nada, estará a negociar, em nome do partido, ao lado de Eduardo Catroga, a viabilização do Orçamento de Sócrates para 2011. Passos Coelho já domina o PSD e Moedas é uma estrela em ascensão.

Com Passos e Miguel Relvas Mariana Mortágua chamou-lhe “o senhor Troika” FOTO: Marcos Borga

A Troika é tua, disse Passos Coelho

Foi o agente português de ligação à Troika, tendo-se aguentado até à famosa “saída limpa”

A 29 de outubro de 2010, na sala de estar do antigo ministro das Finanças Eduardo Catroga, “enviado especial” de Passos Coelho, a câmara de um telemóvel regista o momento da assinatura do acordo entre o PSD e o ministro socialista das Finanças, Teixeira dos Santos. Em causa, a viabilização, por parte do PSD, do Orçamento do Estado para 2011. O que poucos jornais referem é que, da equipa negocial de Catroga, consta um quase desconhecido quadro, com óculos de nerd, parecendo mais novo do que efetivamente é, chamado… Carlos Moedas. Cinco anos mais novo do que Passos, o homem que veio de Beja, de Paris, de Boston e de Londres há de entrar no inner circle político do futuro primeiro-ministro, tornando-se secretário de Estado adjunto com um acesso potencialmente gerador de grande poder: é ele o agente de ligação entre o governo e a Troika.

Elogiado pelo PS

Na UE, Moedas foi o 1.º comissário ex-aluno Erasmus. Por cá, tornava-se consensual. Mas a Gulbenkian não é para novos…

Em 2019, quando a comissão Juncker cessa funções, Carlos Moedas é uma figura nacional consensual, à esquerda e à direita. Tendo feito um ótimo lugar como comissário para a Investigação, Ciência e Inovação, soube construir, na Europa e em Portugal, uma imagem dinâmica, que terá beneficiado o seu país sem prejudicar o conjunto da União. Na hora da saída, troca elogios com o Governo de Costa: para Moedas, o primeiro-ministro alcandorou-se, com a credibilidade da sua governação, como o “líder natural dos socialistas europeus”. Para Costa, a relação com o comissário indicado por Passos Coelho fora “impecável”, “acima dos partidos” e “em prol de Portugal”. Moedas, com ótima imprensa, fazia o pleno e aparecia como um ativo na reserva do PSD – mas, em Lisboa, para já, encontrava uma merecida sinecura na administração da Gulbenkian. Como legado da comissão Juncker, ficava o impulso do programa Horizonte 2020, que transferia para Portugal 80 mil milhões de euros, no maior programa-quadro de sempre com o fito na investigação e na inovação. Na Gulbenkian, entretanto, Moedas magicava: “Ainda sou demasiado novo para isto…”

Candidato do PSD a primeiro-ministro?

Ganhar a Medina lançaria o nome de Moedas para uma futura liderança do PSD. Mas impedir a maioria do PS já chega para se manter na reserva…

A jogada de risco de Moedas, que abandonou um lugar confortável na Gulbenkian para se lançar numa difícil candidatura a Lisboa, ainda não rendeu, em sondagens, o que se esperava. O candidato tenta, ainda, cavalgar o caso da partilha de dados da CML com a embaixada russa, o que é grave, mas pouco mobiliza o eleitorado a seu favor. Mas há sinais de que pode fazer uma campanha em crescendo e marcar posição, ao menos, internamente, mantendo o PSD vivo em Lisboa (só Santana Lopes, alguma vez, conseguiu arrebatar a autarquia para o partido!) e intactas as suas possibilidades, como reserva estratégica para uma futura liderança dos sociais-democratas. Depois do desastre de 2017, impedir a maioria de Fernando Medina será um mal menor.

Com o presidente da Comissão Europeia Transformou-se num dos mais prestigiados comissários da Comissão Juncker FOTO: Marcos Borga

1970 Nasce em Beja, no seio de uma família de classe média-baixa, filho de pai comunista

Anos 90 Faz o Erasmus (Engenharia Civil), em Paris. Depois emprega-se na Suez Lyonnaise des Eaux

2000 Frequenta o MBA em Harvard (Business School) e casa-se com a francesa Céline Abecassis, com ascendência de judeus sefarditas portugueses

2001 Trabalha, em Londres, na área de fusões e aquisições do Goldman Sachs, onde conhece António Borges que o leva para o PSD

2004 Dirige a consultora imobiliária Aguirre Newman

2010 Coordenador do setor económico do Gabinete de Estudos do PSD

2011 Eleito deputado por Beja. Secretário de Estado adjunto do primeiro-ministro, Passos Coelho

2014 Em agosto, sai do governo, depois de ter sido escolhido, por Passos Coelho, para comissário europeu, na nova Comissão

2014 Em novembro, toma posse na Comissão Juncker com o pelouro da Investigação, Ciência e Inovação

2019 Membro da administração da Fundação Calouste Gulbenkian

2021 Em fevereiro, liderando uma alargada coligação, apresenta-se, pelo PSD, como candidato à Câmara Municipal de Lisboa

Outros duelos escaldantes

ALMADA
Para lá da Geringonça

MARIA DAS DORES MEIRA, CDU  Esgotou os três mandatos em Setúbal, sempre a subir: 38,83% em 2009, 41,93% em 2013, 49,95% em 2017. A CDU aposta, agora, nesta “dinossaura” para recuperar o antigo bastião ao PS

MARIA DE MEDEIROS, PS  Ganhou, inesperadamente, em 2017, por 400 votos (31,46%). Compete-lhe travar as ambições da CDU, que aposta tudo numa candidata sénior, com obra feita na capital de distrito. Este é um dos combates mais interessantes de 2021

ÉVORA
O bastião é meu

JOSÉ CALIXTO, PS  Completou os seus três mandatos em Reguengos sempre com votações muito acima dos 60 por cento. Quer dizer que o PS não facilita, na hora de tentar recuperar Évora… Desde que os casos relacionados com o lar de Reguengos, no período Covid-19, não atrapalhem a campanha…

CARLOS PINTO DE SÁ, CDU  Recuperou Évora, para a CDU, em 2013, com 49,30% dos votos. Desceu um pouco, em 2017 (40,52%), e terá de se esforçar para derrotar o “dinossauro” do PS que o desafia…

FIGUEIRA DA FOZ
A sequela de 1997?

PEDRO SANTANA LOPES, INDEPENDENTE  Veio baralhar as contas do Bloco Central. Em 1997, teve 60% dos votos. Será que os figueirenses o aceitam de volta?

CARLOS MONTEIRO, PS  O recandidato socialista obteve, em 2017, mais de 50% dos sufrágios. O que faz dele favorito este ano. Mas há que contar com o fator Santana (que, em todo o caso, lhe fará o favor de dispersar o eleitorado PSD…)

PORTO
Quem fica em segundo?

VLADIMIRO FELIZ, PSD  Com o independente e atual presidente, Rui Moreira, hiperfavorito, resta aos partidos do Bloco Central correrem para a medalha de prata. Vladimiro é um fidelíssimo de Rui Rio…

TIAGO BARBOSA RIBEIRO, PS  Jovem quadro da “cantera” de Pedro Nuno Santos, toma posição para mais altos voos em futuras pelejas eleitorais. Bater o PSD é o primeiro objetivo…

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