Porto: Os segredos da candidatura de Rui Moreira

Foto: RUI DUARTE SILVA

Para já, diz-se em “meditação”, a ultimar um livro polémico que lançará em maio e não fala ainda em recandidatura. Mas ela está em marcha e ele não foge a antecipar cenários pós-eleitorais e “o grande desafio” dos quatro anos que se seguem: levantar do chão uma cidade pós-pandemia. “Para o próximo presidente de câmara, será como tentar recuperar a liderança num jogo que está a perder”, confessou Rui Moreira à VISÃO, um dia após regressar de Sevilha, onde viu o seu FC Porto cair na Liga dos Campeões aos pés do Chelsea.

O anúncio de recandidatura está preso por fios, mas ele não tem pressa de fazê-lo por razões institucionais e pelo facto de outras forças políticas, casos do PS e da CDU, não terem ainda definido os cabeças de lista à autarquia. A máquina, porém, está montada e tem um reforço de peso: Vasco Ribeiro, antigo coordenador do gabinete de Imprensa do grupo parlamentar do PS e mentor da comunicação do candidato socialista Manuel Pizarro à câmara do Porto em 2013, será o diretor de campanha de Rui Moreira. Amigo do líder do município há mais de 20 anos e seu apoiante desde as últimas autárquicas, o consultor de comunicação já pediu a Francisco Assis a desvinculação do cargo de adjunto de gabinete no Conselho Económico e Social (CES), presidido pelo ex-eurodeputado do PS, o que acontecerá dentro de dias.

O autarca do Porto, entretanto, será a figura central de um livro, a lançar no final de maio, com forte conteúdo anticentralista. A obra recolhe outros contributos e questiona as opções governativas quanto ao investimento público no Porto e a norte. Para aquecer os motores da corrida autárquica, o momento não podia ser melhor.

Críticas ao PSD
Por essa altura, estará já removido o último grão na engrenagem de Rui Moreira: a nova lei eleitoral autárquica. Eleito pelo movimento “Porto, o Nosso Partido”, o presidente do município contesta as alterações aprovadas no ano passado por PS e PSD, que, segundo ele, dificultam as candidaturas independentes. Em causa estava, sobretudo, a impossibilidade de usarem os mesmos nomes, símbolos e siglas nas listas aos distintos órgãos autárquicos, além de ser proibido o uso das palavras “partido” ou “coligação”. Nas últimas semanas, o PS esforçou-se no sentido de acomodar as pretensões de Moreira, enquanto o PSD prometeu não dificultar consensos. “Falei com António Costa, e há sinais de que as questões que levantei serão tidas em conta e o assunto ficará resolvido. A proposta do PSD sempre me pareceu dirigida ao meu nariz, mas não tenho a mania da perseguição”, ironiza o autarca do Porto à VISÃO. A interpretação é contestada pelo secretário-geral adjunto dos sociais-democratas. “Ele não é candidato a uma freguesia. Como tal, usar o mesmo nome nas listas aos vários órgãos autárquicos é uma perversidade e viola o princípio da verdade eleitoral”, refere Hugo Carneiro.

Guerras à parte, o presidente da câmara do Porto dá sinais de ter a cabeça no próximo mandato, embora mantenha a linguagem diplomática adequada ao momento. “Quem liderar o próximo executivo, terá, desde logo, um problema orçamental, pois os municípios vivem sobretudo da cobrança de IMI, IMT e IRS. Os estragos causados pela pandemia na atividade económica estão à vista e a crise vai aprofundar-se”, antevê. Enquanto “as autarquias continuam a cumprir missões do Estado central sem a correspondente compensação financeira, há menos dinheiro para um número crescente de responsabilidades”, acusa, receoso de cenários nunca vistos: “É improvável que as cidades recuperem a atividade anterior à pandemia. A cadeia de consumo foi profundamente alterada, houve muita destruição do tecido económico e a pressão financeira é enorme.”

Nega Vladimiro Feliz, candidato do PSD, recusa quaisquer acordos com o atual presidente

Entendimentos com PS e CDU
Antes da pandemia, o Porto era destino turístico de excelência, mas a autarquia foi criticada por demorar a perceber a outra face da moeda: valores exorbitantes praticados no mercado imobiliário e consequências para os residentes, muitos deles obrigados a abandonar a cidade. “Podíamos, de facto, ter monitorizado algumas áreas de forma mais severa, mas a burocracia dos poderes públicos leva a que a resposta seja sempre lenta e retire capacidade de intervenção. De qualquer modo, é verdade que subavaliámos a pressão cruzada do aumento do custo da habitação e do turismo”, reconhece o autarca.

Nada, porém, será como dantes. “Não haverá reset, não vai voltar a ser como era. As pessoas continuarão a sair, a divertir-se e a desfrutar da oferta cultural e de entretenimento, mas serão muito mais seletivas.” Rui Moreira augura um destino trágico para o “turismo Ryanair” e antecipa as linhas com que se deve coser quem pretenda governar a cidade até 2025: “Por causa da pandemia, os turistas serão mais exigentes em relação às questões de segurança, terão em conta a qualidade dos sistemas de saúde e vão procurar ter hospitais próximos. A mobilidade e a transumância serão diferentes. A geração Greta [Thunberg] exige boas práticas ambientais, percecionadas ou reais. Será muito valorizada a separação do lixo ou a existência de autocarros elétricos. Vai ser preciso saber vender outra cidade.”

Se já cheira a programa eleitoral, Rui Moreira não se encolhe. De resto, confessa-se preocupado com populismos e extremismos, “na medida em que são demagógicos, querem o impossível e levam à ingovernabilidade, algo comum ao Chega ou ao Bloco de Esquerda. As pessoas querem tudo muito rápido, mas o ritmo da política é mais lento. A recuperação do Bolhão é lenta por boas razões, e é apenas um exemplo. A vertigem das coisas feitas é perigosa”, avisa. Rui Moreira entrará na disputa eleitoral, pelo menos com apoio do CDS, partido instalado e ramificado no poder autárquico há duas décadas, desde os tempos de Rui Rio. Manter blindada a maioria no executivo é o objetivo, mas, correndo mal, Moreira não é de preconceitos: “Se me recandidatar e não tiver maioria, não conto com o BE, e o PSD já disse que não faz acordos comigo. Por isso, só resta entender-me com o PS ou com a CDU. Não é impossível.”

Rio em força na campanha
Até finais de setembro, altura em que devem realizar-se as autárquicas, Rui Moreira estará, em parte, de olhos postos na zona oriental da cidade, onde se concentram alguns dos mais importantes investimentos, entre eles o Terminal Intermodal de Campanhã, a inaugurar no último trimestre. Até ao final do ano, as obras de restauro do mercado do Bolhão também estarão concluídas, admitindo-se mesmo que parte significativa dos vendedores possa reinstalar-se no novo cenário ainda antes do término deste mandato.

O município tem em curso a elaboração do Plano Estratégico de Desenvolvimento Económico, destinado a projetar o Porto até 2030, mas o candidato do PSD, Vladimiro Feliz, 47 anos, prefere “olhar para o legado que transformou a cidade”, do qual sente “enorme orgulho” e cujo capital considera ter sido desbaratado pelo líder do executivo camarário.

O antigo vice-presidente de Rui Rio fala dos 12 anos de gestão autárquica do atual líder do partido. “O lado irreverente do Porto, tantas vezes crítico de Rio” foi dando lugar, segundo ele, a “um estranho comodismo”. Ao espírito “reformador e transformador” sucedeu uma gestão em “câmara lenta” e um Porto do avesso. “Construiu-se uma cidade que não era para nós, mas sim para ser vendida. E uma cidade que não cuida dos seus não pode estar preparada para enfrentar uma pandemia”, resume este engenheiro, especialista em tecnologias digitais e sistemas de informação, acusando Rui Moreira de umbiguismo. “O presidente está mais preocupado em preparar o seu comentário semanal num canal televisivo, e a cidade parece estar muitas vezes ao serviço do seu ego ou do culto de personalidade”, refere Vladimiro, sem fugir a um dos temas mais sensíveis do momento: “Não me sinto esclarecido em relação ao comportamento de Rui Moreira no caso Selminho, mas o que me preocupa é a cidade poder ter de lidar com a perda de mandato do atual presidente.”

Acusado de, no exercício das suas funções e poucos meses após iniciar o primeiro mandato, ter dado orientações a duas dirigentes e ao advogado da autarquia para que fechassem um acordo extrajudicial entre o município e a empresa da sua família, Rui Moreira já contestou a decisão do Ministério Público. Quanto à eventual perda de mandato, ela nunca ocorreria antes do final do próximo ano. E, mesmo assim, os juristas dividem-se: uns defendem que a condenação é válida em qualquer fase do próximo ciclo autárquico, pois visa impedir o autor de ato gravoso de continuar em funções, mas outros entendem que deve ser circunscrita ao mandato em que as decisões que estiveram na base da sentença foram tomadas. A ser assim, a perda de mandato seria…ineficaz.

Vladimiro garante, entretanto, que Rui Rio estará em força na campanha eleitoral, mas recusa ser boneco de qualquer ventríloquo: “Quem vai a jogo sou eu, tenho pensamento próprio sobre a cidade e não faço do Porto trampolim para nada. Se perder, cá estarei como vereador, sem me servir de lugares.”

José Luís Carneiro seria um excelente candidato à câmara do Porto

Sérgio Sousa Pinto
Deputado do PS

PS dividido e Cardoso à espreita
Do lado socialista, acumulam-se incertezas sobre quem enfrentará Rui Moreira, embora este visse com bons olhos o apoio do PS à sua recandidatura, um cenário para o qual tentou fazer pontes e que é dado como “absurdo” no interior do partido. António Costa tem a sua preferência e ela recai em José Luís Carneiro, antigo secretário de Estado das Comunidades e atual “número dois” do partido, que recusou falar à VISÃO sobre o tema. Sérgio Sousa Pinto, em público, Manuel Alegre e Francisco Assis, em privado, já fizeram saber que o ex-autarca de Baião é o melhor candidato. Manuel Pizarro (eurodeputado, vereador e líder distrital) e Tiago Barbosa Ribeiro (deputado e presidente da concelhia) também têm ambições, mas Costa admite vetá-los. Em última instância, o secretário-geral poderá recorrer a uma figura saída da sociedade civil, caso o seu preferido não garanta a pacificação das estruturas locais do PS.

Quem se ofereceu ao partido do qual já foi militante, mas ficou a falar sozinho, foi Nuno Cardoso. “Podia ser eu a terceira via que falta ao PS”, admite à VISÃO o antigo presidente da câmara do Porto, que, em 2013, obteve pouco mais de 1% dos votos. Nas próximas semanas, o ex-autarca vai avaliar se tem condições para avançar como independente, garantindo, desde já, que, se isso acontecer, não fará campanha pela negativa. “Rui Moreira representou uma grande evolução em relação aos mandatos de Rui Rio, mas o seu discurso é pouco eficaz e ele não é ouvido em Lisboa”, refere.

Mais à esquerda, o quadro eleitoral está quase definido.
A possibilidade de a vereadora sem pelouro Ilda Figueiredo repetir a candidatura pela CDU é forte, embora a decisão esteja apenas agendada para o próximo fim de semana. No terreno já anda Sérgio Aires, 52 anos, assessor do BE no Parlamento Europeu. O sociólogo fez grande parte do seu percurso profissional focado nas questões sociais – parente esquecido, diz, do atual executivo. “O combate à pobreza esteve ausente do mandato de Rui Moreira. O presidente preferiu dedicar-se a transformar o Porto numa cidade de negócio, quando existem situações de gravidade extrema. E ainda estamos para ver o que aí vem”, critica o candidato independente pelo Bloco, apostado em eleger-se vereador. Matraquear o tema da pobreza, sem dar descanso à maioria autárquica, será a prioridade da campanha, mas sem fazer da causa uma chaga sempre aberta. “Esse combate tem de ser entendido como fator de desenvolvimento local. Por isso, reclamamos um plano municipal para enfrentar o problema e resolvê-lo. O Porto não pode ser habitável apenas para quem tem bons rendimentos, enquanto expulsa os outros moradores da cidade.” Habitação, saúde, justiça climática e desafios demográficos também entram na agenda de Sérgio Aires.
À direita, não há ainda fumo branco.

Podia ser eu a terceira via que falta ao PS”

Nuno Cardoso
Ex-presidente da câmara do Porto

A Iniciativa Liberal confirmou a existência de conversações com o movimento de Rui Moreira. No caso do Chega, terá sido sondado Orlando Monteiro da Silva, antigo bastonário da Ordem dos Médicos Dentistas, mas este apressou-se a desmentir a notícia que o dava como candidato. Apesar dos laços de amizade que o ligam à família do vice-presidente Diogo Pacheco de Amorim, o antigo dirigente distrital do CDS terá dado um “chega para lá” às tentativas de sedução.

Pistas para a cidade que queremos

Jorge Ricardo Pinto (geógrafo) e Manuela Matos Monteiro (Galerias Mira) tomam o pulso ao Porto e dão ideias para os próximos quatro anos de mandato autárquico. Senhores candidatos: estão à escuta?

Já quiseram convertê-la ou seduzi-la para outros voos, assédios repetidos a cada ciclo eleitoral autárquico. Mas Manuela Matos Monteiro, 72 anos, é leal a Miraflor (Campanhã), onde, em 2013, na companhia do marido, João Lafuente, desafiou a negrura da época e começou a erguer as Galerias Mira Fórum, o Espaço Mira e o Mira Artes Performativas. A partir da recuperação de armazéns degradados nesta zona “esquecida”, nasceu a mais contagiante dinâmica cultural dos últimos anos e uma relação duradoura, entre iguais, com a comunidade, também fruto da herança deixada por Paulo Cunha e Silva, vereador falecido em 2015.

Manuela Monteiro Foto: Lucilia Monteiro

A fundadora do Mira destaca os projetos Cultura em Expansão e Museu da Cidade, desdobrado em polos locais, sem esquecer o Conselho Consultivo de Cultura, do qual faz parte, e que gostaria de ver mais descentralizado. “O cidadão passará a agir mais se perceber que a sua ação tem efeito, a começar pela gestão do seu prédio, da sua rua, freguesia, cidade.” Para ela, o direito à Habitação continua por cumprir e a pandemia agravou o problema, embora elogie a “requalificação nos bairros sociais”, a “reabilitação de espaços/edifícios desocupados e ao abandono” e a edificação “de aglomerados habitacionais com rendas acessíveis”. A antiga professora do ensino secundário desafia o futuro executivo a desmontar a perceção errada de insegurança e a promover as “boas práticas das comunidades cigana, africana e outras”.

“Não é o tempo da cidade-espetáculo, feita de luzes e palco, mas de uma cidade concreta e verdadeira”, reforça o geógrafo Jorge Ricardo Pinto, 45 anos. Ele reclama um Porto para “estar”, com “aproveitamento do interior dos quarteirões, a renaturalização das linhas de água entubadas, a aposta na arborização, entre outras soluções ambientais que promovam a qualidade de vida urbana”. Defensor do Turismo enquanto “indústria da paz, da tolerância e do encontro de culturas”, não confunde convicções “com a negligência em torno da população local”. Prioridade, pois, ao residente, “aquele que vive a cidade no seu quotidiano, através de uma política de habitação inclusiva e defensora da diversidade social nos diferentes espaços”.

Jorge Ricardo Pinto

Segundo o geógrafo e docente universitário, a pandemia demonstrou “a vulnerabilidade de muitas camadas sociais, em particular os mais velhos e os mais pobres, não só do ponto de vista da saúde, mas também na forma como tiveram de se adaptar a uma nova vida, para a qual as cidades, em muitas situações, não tinham soluções pensadas”. E dá como exemplo “o caso das ilhas do Porto e a dificuldade absurda de ficar confinado em espaços mínimos, junto a corredores apertados, com proibição de ir ao café/tasco mais próximo fazer refeições, ou combater a solidão com um jogo de cartas no jardim. Uma realidade muito diferente do glamoroso confinamento partilhado por muitos influencers nas redes sociais”.

Jorge Ricardo Pinto defende um Porto pensado à escala metropolitana e em “diálogo permanente com a população, para evitar as sinuosidades do discurso populista”. Tal implica “responder de forma transparente” aos problemas quotidianos. “Ouvir a população e agir em conformidade, falando a verdade, é a melhor política que uma autarquia pode aplicar. Estamos todos metidos numa ratoeira, em que a extrema-direita aproveita qualquer brecha para deitar semente”, avisa.

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