As escutas comprometedoras que tramaram José Sócrates, segundo a acusação

Luís Barra

Carlos Santos Silva já estava sob escuta na Operação Monte Branco quando Paulo Silva, o inspetor da Autoridade Tributária responsável por ouvir e selecionar todas as escutas desse processo, detetou umas conversas telefónicas suspeitas entre o empresário e o amigo José Sócrates. Mas foram precisos dois processos administrativos com origem em alertas bancários – um sobre um cheque de Santos Silva para a Codecity, de Rui Pedro Soares; outro sobre uma transferência de 600 mil euros de Santos Silva para a mãe de José Sócrates – para o Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP) abrir oficialmente, a 19 de julho de 2013, aquela que seria a maior investigação de sempre em Portugal a crimes de colarinho branco. José Sócrates foi desde a primeira hora o principal suspeito desse novo inquérito. O caso seria batizado de Operação Marquês porque era necessário encontrar um nome inócuo para manter a operação em segredo.

Aqui ficam algumas das conversas nas quais o Minsitério Público se baseou para montar a tese da acusação, publicadas na edição especial da VISÃO de 12 de outubro de 2017.

A CASA DE PARIS

Quando a casa de Paris entra em obras, Sofia Fava, ex-mulher de Sócrates, e o filho Eduardo mudam-se para um hotel e ficam impacientes. Cansado de não ter casa, Eduardo liga a José Sócrates a 12 de Dezembro de 2013 a protestar e diz que provavelmente o preço que estava a pagar pelo hotel dava para pagar um quarto. 

E: Pai, o problema é que… Se não dá para falar destas merdas ao telemóvel porque é que não fazes aquilo em pessoa? Pai, já estou farto de estar a viver num…

JS: Eu sei, eu sei, mas agora está quase.

E: Porque depois, o que é que vai acontecer lá à casa?

JS: O que é que vai acontecer?!

E: Então vocês mudam-se para lá, pá!

JS: Não estou a perceber, qual é a tua pergunta? A casa está quase pronta.

E: Pai, está quase pronta para ser vendida. Ou pelo menos foi isso que tu me disseste. Já ouvi tantas teorias diferentes que já nem sei em qual acreditar… E pronto, não posso falar coisas assim no telemóvel, por isso não vou falar.

JS: Desculpa lá, o que é que eu te disse?! Que ia ser vendida? Quem é que te disse isso? Eh pá, desculpa lá, não percebo. Não! Não! Já te disse que vocês vão para lá assim que aquilo estiver pronto, pá. [Sócrates eleva o tom de voz] Eh pá, mas o que é que eu tenho de dizer mais, pá?! O que é que eu tenho de dizer mais? Já pedi desculpa, pensei que aquilo demorasse menos.

E: Dentro de uma semana vou para Lisboa.

JS: Eu também estou incomodado.

E: É desconfortável. Não posso convidar ninguém para ir lá a casa.

JS: Passa-me aí à mãe, se faz favor.

Entra Sofia Fava na conversa:

JS: Qual é a dúvida?

SF: O Duda tem lá as coisas todas dele em caixotes, ninguém sabe onde estão os caixotes…

JS: Eu sei, mas agora é só mais uma semana. Porque é que não vais lá ver como estão as coisas?(…)

SF: Eu vou lá ver mas o dono da obra é que devia ir lá ver porque não vai ser só mais uma semana. Está exatamente como estava quando tu lá estiveste.

JS: Oh pá, o dono da obra já falou para lá. Eu próprio falei, tá bem? O que eu te peço é para ir lá ver amanhã, se faz favor. Eu contava ir aí esta semana mas estou doente, pá. Ninguém compreende isso também? Estou doente, pá! Estou com febre.

SF: Mas não és tu que tens que ir.

JS: Sou, sou eu que tenho que lá ir. Sou eu, pá. Aqui têm feito o que puderam. Tenho de ir lá também, mas infelizmente não posso. Por isso estou-te a pedir: vai lá tu e tem uma conversa com ele dizendo que tem de ter isso pronto antes de te vires embora. Queres que marque lá com o arquiteto? Para amanhã?

SF: Eu acho que o dono é que devia falar com o arquiteto, não sou eu.

JS: [Sócrates grita:] Já falou, porra!! Quantas vezes é que eu tenho que te dizer?

SF: Mas não é falar, é ir lá… Falar com ele e ver.

JS: Não posso ir lá. Desculpa lá, mas…

SF: Mas não és tu…

JS: O que é que adianta? Mas tu não sabes como são obras, pá? Obras é assim mesmo, pá! As coisas nunca são de acordo com o planeado.

Nesse mesmo dia, José Sócrates liga a Carlos Santos Silva: Diz que tem lá “a malta à beira de um ataque de nervos, com aquela m**** [casa de Paris]. Questiona “se o gajo [o arquiteto] dá aquilo ou não naquele dia”. Santos Silva diz que “ainda não conseguiu falar com ele”, que “ele não atende”. Sócrates pede-lhe para “insistir” e dizer que Sofia Fava vai lá no dia seguinte ver a casa. Cinco dias depois, o mesmo tema leva Sofia Fava a trocar mensagens com José Sócrates.

SF: “Não creio que em Janeiro esteja pronta. ‘Tás com preocupado com o teu filho ou com o filho do Pedro [Silva Pereira]? Parecemos uns nómadas aqui. O Duda foi lá a casa deixar umas coisas e foi praticamente expulso por um russo!”

JS: “Porra, estou preocupado convosco.”

SF: “E disseram que não dá para pôr lá nada. Acho é que andam a gozar connosco.”

JS: “Não queres ir lá para fazer o ponto de situação com o arquiteto?”

SF: “O último ponto de situação foi que estava pronto dia 15 de Dezembro”

De seguida, Sócrates liga a Santos Silva. E diz:

“Os gajos andam-nos a aldrabar. Não está nada feito, a cozinha não está feita, a casa de banho está tudo como estava. Hoje é 18. Estão a aldrabar, a mentir”. Diz ainda estar “farto de que a malta ande lá com as tralhas às costas” e lamenta que não se possa “confiar em ninguém”. Santos Silva diz que já diz alguma coisa.

Pelo menos mais duas conversas levam o Ministério Público a questionar: se a casa era de Santos Silva por que razão é José Sócrates a escolher os materiais?

  1. Telefonema de Carlos Santos Silva para Sócrates:

CSS: Olha… lá o senhor…

JS: Sim

CSS: Aquela cor que tu… que foi escolhida para o chão, na opinião dele devia ser um bocadinho mais clara.

JS: Está bem.

CSS: Aquilo que tu escolheste é muito escuro… O que é que lhe digo?

JS: Está bem. Então… que faça

CSS: Mas ele tem de decidir como é que tu queres, não é?

JS: Sim, mas que faça rápido, não é?

CSS: Sim, sim, sim. Ok.

JS: Porra. F***** já estamos no…

CSS: Já lhe vou ligar

JS: Pois, diz-lhe já, pá.

CSS: Ele já pôs a dúvida há dois ou três dias e eu é que ainda não…

JS: Está bem. Então responde que eu quero lá ir.

CSS: Então fica a outra cor e ele que te faça isso, é isso?

JS: Sim, que faça o que ele quer, mas que faça depressa.

CSS: Está bem, está tranquilo.

JS: Mas não é muito mais claro, pois não?

CSS: Não. Ele até mandou uma foto…

JS: Está bom.

  • A 1 de Outubro de 2013, José Sócrates liga a Carlos Santos Silva.

Diz que já lá esteve e que “era preciso decidir as portas”. Santos Silva responde que “o arquiteto ia ver se recuperava”. Sócrates diz que não, que é “para substituir tudo e também a janela da sala”.

Na sequência de uma notícia publicada no “Correio da Manhã” sobre os imóveis que Santos Silva tinha comprado à mãe de Sócrates, os investigadores percebem novos cuidados telefónicos e uma mudança de planos em relação à casa de Paris. Ao telefone, dizem que o melhor é arrendar outro espaço na capital francesa com verbas que Sócrates iria transferir para uma conta da CGD em França de que Sofia Fava também seria titular. Para esse efeito, Sócrates iria contrair um novo empréstimo junto do banco público. Fava faz questão de deixar claro que a casa era emprestada por Santos Silva. Ao telefone com José Sócrates, Fava diz ter estado “a ver aquilo” e que não viu “condições”. Que “as obras demoraram uma eternidade”, “está a ficar pavoroso, cheio de rococós”. Diz saber que “aquilo é para Carlos vender ou valorizar” mas que não está “com condições nenhumas” para eles. Sócrates diz que “ele” [Carlos Santos Silva] disse que “as coisas estavam quase”, que já discutiu “com ele”, quase se “chateou”. Sofia diz que “agradece imenso” mas “aquilo não está com condições para estarem lá, para o filho estar a estudar”, que não consegue “estar lá a viver com homens das obras a entrar e a sair”. Por isso vão “alugar uma coisa qualquer”. (…) Sócrates diz que fica “desolado” porque “ele” tem sido “muito simpático” mas que não se quer “chatear com Sofia e Dudu” e não está “para mais discussões”. Se Sofia achava que o melhor era “alugar um apartamento” alugava-se o apartamento.

Fernanda Câncio, então namorada de José Sócrates, enviou uma mensagem ao ex-primeiro-ministro a 22 de Setembro de 2013, que reforçava a suspeita de que a casa de Paris não era de Santos Silva mas sim do antigo governante:

“Mas vais ver q ela volta para ti. Não há assim tantos ex pm com massa e casa em Paris e com t*** permanente disponíveis.”

A CASA MILIONÁRIA NO CHIADO [DE 2,2 MILHÕES DE EUROS]

Fernanda Câncio liga a José Sócrates.

FC: Aquela merda é cara como o raio. E diz que se pode visitar. Não queres ir lá?

JS: Não.

FC: Porquê?

JS: Porque não. Isso é o primeiro passo para aparecer no Correio da Manhã. Aquilo é um buraco. Para um gajo ir para lá… É o cu do mundo.

Fernanda tenta interromper. Sócrates não deixa.

JS: Eh pá, é! Não digas asneiras. É!

FC: Buraco és tu. Tu é que és um buraco!

A 22 de Fevereiro, Fernanda Câncio envia a José Sócrates a seguinte mensagem:“goldo , o apaltamento duplex daquele pledio tem 314 m2 e 4 lugares de garagem, 4 quartos e 4 casas d banho, custa 2 milhões e 200 mil, queles visitai”

DINHEIRO PARA AS AMIGAS E PARA A EX-MULHER

  1. A 10 de Novembro de 2013, Sandra Santos, a amiga de Sócrates residente na Suíça, envia-lhe um sms:

SS: “Preciso muito da tua ajuda, estou numa situação financeira difícil, juro pelo meu filho que não estou a aproveitar, eu peço-te porque és a única pessoa que me pode ajudar, desculpa, bjs”

JS: “Está bem. Quanto precisas?”

SS: “3000. Para poder pagar o aluguer da casa 1350, estou a dever ao banco 1260, e não tenho dinheiro para as compras, obrigado, eu devo-te imenso, não consigo dormir… obrigado”

JS: “Ora deixa lá, o nosso amigo vai mandar-te como habitualmente, ok?”

Nos dias seguintes, Sandra Santos envia um sms a Carlos Santos Silva:

SS: Olá, mandei uma mensagem a explicar a minha situação atual, se puderem me ajudar? Fico à espera da resposta. Desculpa te incomodar tão tarde. Bjs.”

CSS: Sandra, mas eu não sei qual é a situação! Como te posso dar uma resposta? Diz alguma coisa. Bjs.

SS: Acabei de falar com ele, se puderes me ajudar com 3000, por favor, é bastante urgente. Obrigado, bjs.

Santos Silva questiona José Sócrates: Diz que “Sandra” lhe enviou uma mensagem “por causa de uma viagem”, “a ver se Carlos sabia”. Sócrates diz para Carlos dizer “que sim”. Carlos diz que vai tratar disso no dia seguinte antes de ir viajar, que vai “perguntar como ela quer”.

  • A 25 de maio de 2014 é Célia Tavares, outra amiga de José Sócrates, estudante de Direito, a solicitar ajuda:

“Zé, estás bonito. Estou a ver-te na RTP. Olha já preciso de ajuda este mês, tive mais gastos. Obrigado meu querido. Bjs”

 A 5 de Novembro de 2014, Célia Tavares volta a pedir ajuda:

“Olá querido, recebeste a minha mensagem? Tenho o seguro do carro que venceu ontem e não tenho possibilidades para o pagar sem a tua ajuda. Desculpa”

  • Pelo meio, a 14 de Outubro, é Maria Rui, antiga assessora de Sócrates, a solicitar a sua gentileza:

“Amigo, olá! Preciso de massa na sexta-feira para pagar. Pode ser? Posso ir buscar. ”Sócrates corresponde: “São mesmo 5 mil? Não custa nada. E não ficas a dever.”

  • Sofia Fava liga a José Sócrates. Precisava de dinheiro para pagar o empréstimo do Monte das Margaridas, no Alentejo.

SF: Amanhã tenho que pagar o empréstimo do monte. Não sei como hei-de fazer isso…

JS: Olha, e aquela coisa que te pedi para fazer? Ainda não fizeste tudo…

SF: Porque fiz aquilo que combinei, foi fazer…

JS: Não.

SF: Seis de cada vez, faltam dois.

JS: Pois, então faz lá isso…

SF: Vá, vou fazer agora.

O DINHEIRO QUE SE SUMIU DO COFRE

A 18 de Setembro de 2013, Inês do Rosário recebe uma chamada da mãe de José Sócrates. De imediato envia um sms para o marido, Carlos Santos Silva: “Quando puderes liga-me… Recebi telefonema da mãe do Zé… Está muito nervosa.”

Como o empresário não responde à mensagem, Inês do Rosário liga-lhe e comenta que “a senhora está muito nervosa e queria saber quanto é que estava lá, se era 4 ou 5, porque ela acha que era 5” [o Ministério Público entende que se referiam a 4 ou 5 mil euros]. Indignado por a conversa estar a decorrer ao telefone, Santos Silva diz “está bem” e desliga.

Através da análise de outras conversas telefónicas, a investigação concluiu que Maria Adelaide, mãe de José Sócrates, suspeitava que a empregada tinha retirado mil euros do cofre. E porque seria a mulher de Santos Silva a pessoa indicada para lhe dizer quanto dinheiro é que estava guardado no cofre? Segundo os investigadores, dois dias antes Santos Silva ter-se-á encontrado com o motorista de Sócrates para fazer uma entrega de dinheiro.

OS DESCUIDOS DO MOTORISTA

Zangado com José Sócrates, João Perna liga ao filho a 14 de Outubro de 2013 e deixa escapar que no início

da semana Sócrates vai lançar o livro, “como se ele tivesse escrito alguma coisa”. Queixa-se de que os seus trabalhos são pagos pela “porta do cavalo” e que Sócrates, para lhe pagar, não vai buscar o dinheiro ao banco, mas a dinheiro “escondido”, que “vem de um esconderijo”.

UMA MÃE “DEPENADINHA”

A mãe de Sócrates liga-lhe a 12 de Março de 2014 e fala em código. De tal forma que o filho não a compreende. Adelaide diz que quer apenas lembrar que está “depenadinha”. Sócrates não

percebe. Adelaide insiste: “Estou sem penas”.

Artigo publicado na edição de 12 de outubro de 2017

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