A nova roleta russa e a história interminável das sanções

A nova roleta russa e a história interminável das sanções

A dependência energética da Europa tornou-se um tema incontornável a partir do momento em que os tanques russos cruzaram as fronteiras ucranianas, sob as ordens de Vladimir Putin. A história demonstra que o carvão, o gás e o petróleo podem ser uma formidável arma política. A 23 de setembro de 1956, em Moscovo, 102 mil espectadores lotaram o recém-inaugurado estádio Lenine (atual Luzhniki Arena), para assistirem ao União Soviética-Hungria, em futebol.

Os anfitriões não perdiam um jogo internacional, em casa, desde o fim da II Guerra Mundial. Os magiares tinham uma “equipa maravilha”, repleta de craques e vice-campeã do mundo. A partida acabou com uma vitória dos visitantes, graças a um único golo, marcado aos 17 minutos por Zoltán Czibor, após uma triangulação que envolveu ainda Sandor Kocsis e Ferenc Puskás. A frustração dos adeptos russos levou o Kremlin a reagir politicamente ao resultado desportivo. Como? Através de um telegrama enviado para o governo de Budapeste: “Parabéns pela vossa vitória. Stop. Petróleo Stop. Gás Stop.”

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