O ‘Partygate’ ou a última grande bronca de Boris Johnson

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O ‘Partygate’ ou a última grande bronca de Boris Johnson

O Partido Conservador britânico tem quase dois séculos de existência, e os seus dirigentes, militantes e apoiantes há muito que são também conhecidos como tories. No entanto, a origem deste diminutivo nada tem que ver com a formação que já foi liderada por Robert Peel, Benjamin Disraeli, Winston Churchill e Margaret Thatcher. A palavra tory, no singular, deriva de um velho vocábulo irlandês – toraidhe – que significa “fora da lei” e pode vir a aplicar-se ao homem que ainda é o chefe formal dos tories e atual primeiro-ministro do Reino Unido.

Boris Johnson luta, neste momento, pela sua sobrevivência política, devido ao interminável escândalo conhecido por Partygate, as festas realizadas na sua residência oficial (Downing Street) e em demais instalações governamentais, desde o início da pandemia. Ao contrário de outras polémicas que envolveram o ex-jornalista e ex-presidente da câmara de Londres, e das quais saiu impune, Bojo – como também é conhecido – é suspeito de violar várias regras de saúde pública e os sucessivos confinamentos que ele próprio decretara.

Desde a entrada em vigor das primeiras restrições no Reino Unido, em março de 2020, mais de 18 mil súbditos de Isabel II foram multados por fazerem tábua rasa da legislação anti-Covid

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