Gloria a seus pés: Os 13 atletas que vão dar que falar nos olímpicos de Toquio2020

Eliud Kipchoge, Quénia
O seu estatuto já está consolidado, aos 36 anos, como o mais dominador maratonista de sempre, com os melhores tempos e até o único a conseguir correr os 42 km e 195 metros em menos de duas horas – embora num evento-teste, cujo recorde não pode ser homologado. Mas para a glória ser mesmo indiscutível, Kipchoge precisa de repetir em Tóquio o título conquistado, em 2016, no Rio. Assim, igualará os feitos do etíope Abebe Bikila e do alemão (de Leste) Waldemar Cierpinski, os únicos, até hoje, a conseguirem repetir em anos consecutivos a medalha de ouro olímpica da maratona.

Armand Duplantis, Suécia
Durante várias décadas, o salto à vara foi “propriedade” do ucraniano Sergei Bubka – que se retirou da competição ainda antes de Armand Duplantis ter nascido nos EUA, numa família de desportistas: o pai, americano e seu treinador, também foi atleta do salto à vara e a mãe, sueca, foi atleta do heptatlo e de voleibol. Armand começou a praticar o salto à vara aos 4 anos e, com apenas 20, bateu os recordes de Bubka. Em Tóquio, aos 21 anos, pode alcançar a imortalidade… e elevar a fasquia acima dos 6,18 metros.

Caeleb Dressel, EUA
Em 2019, nos Mundiais de Gwangju, na Coreia do Sul, o nadador americano conquistou um recorde de seis medalhas de ouro e duas de prata – algo nunca visto a este nível. Em Tóquio, aos 24 anos, já se sabe que Dressel não vai tentar a marca dos oito ouros que Michael Phelps assinou em Pequim 2008 – mas vai mergulhar para ir a sete finais. Pode, dessa forma, igualar as sete medalhas douradas e históricas de Mark Spitz. Não é Phelps, mas anda lá muito próximo.

Naomi Osaka, Japão
A desportista mais bem paga do mundo, exemplo do multiculturalismo – filha de pai haitiano e de mãe japonesa, nascida no Japão, mas vivendo sempre nos EUA – chega aos Jogos Olímpicos depois de ter abandonado o circuito de ténis, por não conseguir suportar a pressão e a ansiedade de uma vida que, aos 23 anos, foi preenchida quase exclusivamente por treinos, viagens, torneios e conferências de imprensa. Embora sem público, a pressão em Tóquio não será menor: vista como um símbolo do novo Japão, a Naomi todos lhe pedem, no mínimo, a medalha de ouro.

Pedro Pichardo, Portugal
Nascido em Cuba há 28 anos, representa Portugal desde 2018 e já demonstrou, ao longo da sua carreira, o seu valor: é um dos poucos atletas em todo o mundo que conseguiram ultrapassar a marca dos 18 metros no triplo salto. Em Tóquio vai, naturalmente, com a ambição de repetir essa marca – em especial depois de, no início deste mês, ter alcançado o melhor resultado do ano, com um salto de 17,92 metros. Um forte candidato às medalhas!

Shelly-Ann Fraser-Pryce, Jamaica
Aos 34 anos, a mulher viva mais rápida do mundo vai tentar, em Tóquio, um feito único: ganhar pela terceira vez a prova dos 100 metros numa final olímpica. Medalha de ouro em Pequim e em Londres, a jamaicana parte agora como favorita depois de ter corrido o hectómetro em 10,53 segundos, o segundo tempo mais rápido de sempre! Se vencer, será também a atleta mais velha a ganhar uma medalha de ouro numa prova de velocidade dos Jogos Olímpicos.

Karsten Warholm, Noruega
No início de julho, o atleta norueguês bateu um dos recordes mais antigos do atletismo: o dos 400 metros barreiras, estabelecido por Kevin Young nos Jogos de Barcelona 92, quatro anos antes de Warholm nascer. Essa prova, em Oslo, perante o seu público, foi o corolário de uma série de temporadas em que ele se mostrou absolutamente dominador. Em Tóquio só se espera que repita a proeza – com um recorde que também poderá perdurar durante muitos anos.

Simone Biles, EUA
Em 2016, a ginasta americana saiu do Rio de Janeiro com quatro medalhas de ouro e a certeza de ser a melhor daquela modalidade, como tem demonstrado, em todas as competições desde então. Nos últimos anos, no entanto, revelou outra faceta: a coragem na denúncia dos abusos sexuais existentes no seio da seleção olímpica de ginástica dos EUA. Em Tóquio, pode igualar as nove medalhas de ouro da histórica Larisa Latynina, mas também provar que soube afastar muitos fantasmas. A sua subida ao pódio será sempre vista, por isso, como uma manifestação contra a violência sexual e pela igualdade de género.

Auriol Dongmo, Portugal
Depois de ter sido 12ª classificada nos Jogos do Rio de Janeiro, em representação dos Camarões, chega agora a Tóquio, aos 30 anos, e a apontar claramente às medalhas, com as cores de Portugal e com uma das melhores marcas no lançamento de peso: 19,53 metros. Para a sua progressão nos últimos anos foi fundamental o trabalho do treinador Paulo Reis – uma das razões que a fizeram escolher Portugal como país de adoção, além da sua confessada devoção a Fátima.

Janja Garnbret, Eslovénia
Na estreia da escalada em Jogos Olímpicos, tudo indica que a eslovena poderá sair de Tóquio com uma aura muito maior do que a que já a precede – apesar de ter apenas 22 anos, é conhecida como uma espécie de mistura entre uma aranha e um macaco, pela forma como “amarinha” pelas paredes e tem “limpado” as grandes provas mundiais de uma das modalidades com que o Comité Olímpico Internacional pretende captar a atenção de um público mais jovem. Se não ganhar a medalha de ouro, será uma das grandes surpresas destes jogos.

Jorge Fonseca, Portugal
Bicampeão mundial na categoria de menos 100 kg, o judoca treinado por Pedro Soares (olímpico em Atlanta e em Sydney) chega a Tóquio como uma das grandes esperanças portuguesas numa medalha. Há uma razão forte para isso: a forma como, há pouco mais de um mês, derrotou todos os adversários, por ippon, no campeonato do mundo em Budapeste. Está numa forma fantástica e, por aquilo que fez nos últimos anos, impõe um grande respeito aos adversários – até porque já os derrotou a quase todos.

Sifan Hassan, Holanda
Aos 28 anos, a atleta de origem etíope pondera tentar em Tóquio algo nunca visto: lutar pela vitória nas provas de atletismo de 1 500, 5 000 e 10 000 metros. Para conseguir esse triplo histórico, ela será obrigada a fazer seis corridas de alto nível em apenas nove dias, incluindo a final dos 5 000 metros apenas algumas horas depois de uma eliminatória dos 1 500 metros. Ainda não se sabe se ela irá ou não concretizar o objetivo anunciado, mas se há uma atleta que pode consegui-lo é seguramente a dupla campeã mundial (dos 1 500 e 10 000 metros).

Shaunae Miller-Uibo, Bahamas
Em 1996, Michael Johnson entrou na História ao juntar os títulos dos 200 e dos 400 metros, no estádio olímpico de Atlanta. Agora, aos 24 anos, a atleta das Bahamas pretende repetir essa proeza, em versão feminina, mas sem a ajuda da organização, que para o americano alterou o calendário das provas, para lhe permitir gerir melhor o esforço. A verdade é que Shaunae tem sido imperial nas duas provas nos últimos anos e pode, por isso, apontar ao objetivo – sem precisar de favores especiais

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