Fernando Pimenta: “Estou habituado a competir sem público”

FOTO: Marcos Borga

Depois de uma estreia em grande nos Jogos de 2012, em Londres, quando conquistou uma medalha de prata em parceria com Emanuel Nunes, na prova de K2 1000 metros, Fernando Pimenta, 31 anos, encara a terceira participação olímpica com a naturalidade de quem há muito já está habituado às grandes competições. Afinal, já são mais de uma centena as medalhas conquistadas em grandes competições internacionais, que fazem do canoísta de Ponte de Lima o atleta mais galardoado desta modalidade em Portugal – a última foi em junho, quando se sagrar vice-campeão da Europa de K1 1000 metros, a mesma categoria em que vai competir em Tóquio.

O facto de não ser permitido público, devido à pandemia, poderá de alguma forma influenciar a prova?
Para mim é igual, porque até estou habituado a competir sem público. A canoagem é uma modalidade modesta e os Jogos Olímpicos são uma das poucas ocasiões em que temos público a assistir. No fundo, vai ser igual ao evento de teste, que realizámos em Tóquio há dois anos, em que também não estava lá ninguém [risos].

O facto de os Jogos Olímpicos terem sido adiados um ano obrigou-o a readaptar os treinos?
A única readaptação foi necessitar de passar outro ano a treinar ao nível mais elevado, porque de resto mantivemos tudo igual, de modo a conseguir estar no pico da forma na altura dos Jogos Olímpicos.

“Estou apenas focado no treino e na competição. Não penso em mais nada, muito menos nessa coisa da pressão”

Na sua primeira participação conquistou logo uma medalha de prata, considera que isso lhe acrescenta alguma pressão ou, pelo contrário, funciona como um incentivo para fazer igual ou melhor?
Na primeira conquistei uma medalha, o que é sempre uma ocasião muito especial, devido ao simbolismo de ter sido a estreia no maior evento desportivo mundial. Mas agora vai ser a terceira participação e apesar de os Jogos Olímpicos serem sempre uma ocasião especial para qualquer atleta, mas a competição, propriamente dita, é apenas mais uma prova como as outras. Estou apenas focado no trabalho, aqui no treino e lá na competição, para dar sempre o meu melhor. De resto, não penso em mais nada, muito menos nessa coisa da pressão.

Como antevê a prova de K1 1000 metros em que vai participar?
Vai ser, possivelmente, a prova mais competitiva dos últimos anos. Dantes, cada país só podia ter uma embarcação e agora alguns conseguem colocar dois atletas, devido ao novo sistema de quotas, o que vai aumentar bastante a competitividade.

Considera que, com as suas conquistas, ajudou a tornar a canoagem uma modalidade mais conhecida e popular?
Sem dúvida que, neste momento, a canoagem é uma modalidade com mais visibilidade e um maior número de praticantes e isso é resultado do caminho que desbravámos. É sempre bom que os mais novos tenham referências e, neste momento, já têm algumas na canoagem.

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