Marvila Art District apresenta-se em Lisboa com exposição coletiva

Por: Ana Rita Coelho

Acaba de nascer na zona oriental de Lisboa, o Marvila Art District (MAD), um projeto que surge da parceria entre a empresa sul-africana de investimentos e promoção imobiliária Reward Properties e a galeria de arte angolana MOVART. O principal objetivo, dizem, é promover a arte e criatividade de artistas dos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa. O MAD ambiciona ainda dar a conhecer o projeto imobiliário da Reward Properties, que comprou o edifício José Domingos Barreiro, de lugar central no principal largo de Marvila, em 2019, e no futuro, criar residências artísticas. “O objetivo é vender apartamentos. Entretanto, cederam-nos o espaço para convidar todos os vizinhos a ver alguma arte. À medida que o vão construindo e vendendo, nós avançamos para a fração do lado”, continua a espanhola Janire Bilbao, diretora-executiva e comercial da MOVART, “A ideia é que nos próximos cinco anos, este local se converta num sítio de referência de arte. Este é o objetivo a longo termo. Para isso, precisamos de residências, exposições, concertos.” 

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A exposição conta com obras de 27 artistas contemporâneos

Com curadoria conjunta de Janire Bilbao e Negarra A. Kudumu (que se encontra nos Estados Unidos por causa do confinamento), o nome da exposição, New Era for Humanity, nasce da crença de que após a pandemia a sociedade viverá mais humanamente. “Queremos pensar que depois disto vamos aprender alguma coisa e que podemos mudar para melhor. Seremos melhores pessoas.” 

É nos cinco pisos da antiga sede da Casa José Domingos Barreiro – um armazém vinícola do século XIX – que temas como a natureza, a forma humana, o movimento e hábitos, são abordados pelos diferentes artistas. Pode perder-se (ou encontrar-se) pelas diferentes expressões plásticas representadas na atual exposição do MAD: instalação, vídeo performance, pintura e fotografia. “A ideia é que o prédio todo se converta numa aventura”, conta, entusiasmada, a responsável da galeria.

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A exposição inaugural marca o arranque de uma programação artística na zona

A exposição conta com uma grande variedade de artistas dos PALOP, dentre os 27 no total. Destacam-se, por exemplo, Alan Louis, Àsìkò, Binelde Hyrcan, Bruno Cattani, Rebecca Fontaine-Wolf, Jordi Burch e Ondjaki, Mário Macilau e Thó Simões. E pretende, em simultâneo, agregar ainda mais iniciativas culturais. “Queremos fazer ainda algum outro evento para dinamizar o espaço. Ainda não definimos o quê, mas eventualmente jantares, ciclos de conversas ou visitas guiadas”, confessa Janire Bilbao. 

Com experiência na promoção de arte contemporânea desde 2015, Janire Bilbao conta que a escolha de Marvila para instalar a exposição não nasceu à toa. “É uma área da cidade que está em constante movimento. E esse movimento é underground”, afirma a diretora-executiva e comercial da MOVART. 

A New Era For Humanity estará aberta ao público até dia 7 de agosto, com entrada livre.  

Rua Fernando Palha 1, Marvila / 91 247 0024 / seg-sex 14h-18h30, sáb e dom 10h-14h / Informações: info@madmarvila.pt 

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