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Tem-Plate, em Marvila: O luxo também mora aqui

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Neste antigo armazém, em Marvila, respira-se moda, entre peças vindas diretamente da passarelle, edições limitadas e marcas, até agora, sem representação em Portugal

A Tem-Plate funciona como uma galeria de paredes e de tetos brancos, com as peças apresentadas num cenário futurista e minimalista

A Tem-Plate funciona como uma galeria de paredes e de tetos brancos, com as peças apresentadas num cenário futurista e minimalista

DR

A Tem-Plate está de portas abertas desde o início do mês de março, mas Rune Park e Robby Vekemans, os proprietários, conseguiram guardar segredo até à última hora. Foi só na apresentação da Ernest W. Baker, do designer norte-americano Reid Baker e da portuguesa Inês Amorim, neste mesmo local, durante a ModaLisboa, que revelaram o que se passava neste antigo armazém dos anos 70, transformado numa loja, com características particulares. “As pessoas receberam-nos muito bem durante a ModaLisboa. Houve até quem viesse ter connosco, agradecer por termos Tom Brown e Maison Margiela”, conta Robby Vekemans.

O projeto da Tem-Plate começou a ser pensado há dois anos, depois de Rune Park, dinamarquês nascido na Coreia, e Robby Vekemans, belga, se conhecerem num encontro da Farfetch, em Londres. “Percebemos que tínhamos muito em comum, principalmente na forma como víamos o futuro das lojas e como podíamos fazer a diferença”, explicam os fundadores. A zona de Marvila, em Lisboa, acabou por ser a escolhida para receber a primeira Tem-Plate. “Nunca abriríamos em cidades como Londres ou Paris, nem em locais como a Avenida da Liberdade, onde estão as marcas de luxo.

A ideia é explorar novas áreas da cidade, que estão em desenvolvimento e onde há coisas a acontecer. Percebemos que é isso que se passa aqui, em Marvila.” Uma das grandes diferenças da Tem-Plate é o portefólio de marcas, muito específico. “Não temos as marcas que as pessoas tradicionalmente identificam como sendo de luxo, acreditamos que há mais para além disso. Trouxemos as japonesas Comme des Garçons, Sacai e Junya Watanabe, mas também a Lowe e a Valextra, que não se vendiam cá. É luxo, visto de um ângulo diferente.”

A loja funciona como uma galeria de paredes e de tetos brancos, com as peças apresentadas num cenário futurista e minimalista, construído por divisórias, espelhos, metal, mobiliário prateado. Em destaque, ficam as peças de vestuário e os acessórios, muitos deles saídos da passarelle, mas também sweatshirts ou t-shirts “que, embora possam parecer básicos, não o são”, esclarece Robby. Ali, também não existem as divisões clássicas entre homem e mulher, “as pessoas são livres de vestirem o que quiserem”, afirma Rune. Por isso, exploram-se conceitos como streetwear, avant-garde e heritage, no qual está, por exemplo, a Burberry, que também se vende na Tem-Plate, embora com uma seleção de peças “fora da caixa”.

Designers, artistas e marcas serão convidados a intervir ou a apresentar os seus trabalhos e coleções na Tem-Plate. A primeira iniciativa está marcada para 24 de abril, data em que será apresentada uma marca sul-coreana de streetwear.

Tem-Plate > R. Projetada à Matinha, F, Lisboa > seg-sáb 10h-18h