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Os otimistas vivem mais do que os outros, conclui estudo

Sociedade

gruizza/Getty Images

As pessoas que tendem a ver as coisas do lado positivo têm mais probabilidade de viver até aos 85 anos, diz um estudo que analisou mais de 70 mil pessoas. Em média, os otimistas vivem 11% a 15% mais do que os outros

Já havia sido provado, em estudos recentes, que indivíduos otimistas tinham menos probabilidade de sofrer de depressão, bem como de doenças cardiovasculares e outras doenças crónicas. E, aparentemente, está mesmo ligado a uma maior longevidade.

A conclusão é de um estudo publicado este mês, na revista científica PNAS, levado a cabo por investigadores da Boston University School of Medicine e da Harvard School of Public Health. A premissa era clara: “Quanto mais formas de promover o envelhecimento saudável conhecermos, melhor” afirma Lewina Lee, umas das autoras da investigação.

A análise foi feita a partir dos dados médicos recolhidos em duas investigações anteriores. Uma envolveu mais de 69 mil mulheres e a outra cerca de mil e 400 homens. Porém, ambos os grupos em estudo haviam preenchido inquéritos semelhantes que avaliavam o seu otimismo, o estado de saúde e os hábitos diários (dieta alimentar e consumo de tabaco e álcool).

Os investigadores descobriram que os homens e as mulheres mais otimistas demonstravam, em média, um tempo de vida útil 11% a 15% maior e mais probabilidade de chegar aos 85 anos, em comparação com os menos otimistas.

O próximo desafio será perceber como é que o otimismo afeta a longevidade das pessoas. Já se colocam algumas hipóteses: por exemplo, a motivação para manter hábitos de vida saudável pode ser maior nos mais otimistas; a questão do stress e da gestão emocional pode também ter impacto na saúde e, por sua vez, na longevidade das pessoas.

Apesar de muito ainda ficar por descobrir, a grande lição a tirar, segundo os especialistas, é o facto de o otimismo ter evidentemente o papel fundamental na sua capacidade de resiliência e de ultrapassar os problemas da vida que podem ter consequências ao nível da saúde.

Lewina Lee, citada pela estação americana NPR, diz que na sua atividade profissional encontra pacientes pessimistas “a toda a hora”. É parte do seu trabalho “desafiar a sua negatividade” e fazê-los encarar o mundo de outra forma para que possam atingir os seus objetivos, ser felizes durante o processo e, como o estudo indica, viver mais anos.

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