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Agência Espacial Europeia pede mais atenção ao céu depois de encontro surpresa com asteroide

Sociedade

A Agência Espacial Europeia (ESA) alerta para a necessidade de “mais olhos no céu”, após ter sido descoberto um asteroide, do tamanho de um campo de futebol, próximo da Terra, apenas a poucos dias da sua passagem

A 25 de julho, o asteroide “2019 OK”, com 100 metros de largura, passou a 65 mil quilómetros da superfície do nosso planeta, o que equivale a cerca de um quinto da distância até à Lua. O problema é que este foi detetado poucos dias antes de passar pela Terra. Embora registos mostrem que este já tinha sido observado anteriormente, não foi reconhecido como um asteroide próximo do planeta azul, admitiu a ESA.

A passagem deste asteroide lançou o alerta para a urgência de “melhorar as capacidades de reconhecimento de asteroides dos telescópios atuais e futuros”. Aliás, “o não reconhecimento do asteroide, apesar de fotografado, será usado para testar o software que irá para o próximo telescópio de caça asteroides da ESA, o Flyeye” - explicou Rudiger Jehn, chefe da defesa planetária da ESA.

ESA

No próximo sábado, 10, passará outro asteroide, o 2006 QQ23, com um diâmetro de 570 metros (maior do que o Empire State Building, de Nova Iorque), a uma distância de 8 milhões de quilómetros, classificado como “objeto próximo da Terra”. A NASA refere que não é caso para alarme, uma vez que não há qualquer perigo de colisão. Lindley Johnson, do Departamento de Coordenação de Defesa Planetária da agência espacial americana, disse à CNN que asteroides deste tamanho passam pela Terra cerca de meia dúzia de vezes por ano.

Se algo do tamanho deste asteroide colidisse com o nosso planeta, poderia devastar uma grande área. No entanto, o impacto é raro, ocorrendo uma vez a cada dois ou três séculos. Ainda assim, a NASA garante que tem a tecnologia necessária para encontrar e saber a sua rota próxima da Terra.

Kelly Fast, da equipa da agência espacial americana, disse que não encontrou nada até agora que tenha uma hipótese significativa de atingir a Terra, mas pode haver asteroides no sistema que a equipa ainda não tenha encontrado.

Tal como a ESA, Kelly Fast demonstra apenas preocupação “sobre os quais [asteroides] desconhecemos”.

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