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Projeto científico pioneiro pode, finalmente, fazer luz sobre a origem das doenças congénitas

Sociedade

JUAN GARTNER/ Getty Images

Cientistas britânicos estão a desenvolver um projeto com o intuito de perceber melhor o processo embrionário das primeiras semanas após o momento da fertilização. Será uma investigação sobre uma matéria ainda pouco conhecida pela ciência

Chama-se Human Development Biology Initiative e parte de um dado estatístico: cerca de 3% dos bebés nascem com defeitos de desenvolvimento que começam no início da gravidez. Os motivos e a forma como estas deficiências se desenvolvem são ainda pouco exploradas pela ciência.

O facto de poucos laboratórios terem acesso a amostras de tecido de embrião humano, e de grande parte das pesquisas neste capítulo serem desenvolvidas a partir de amostras de modelos celulares e de animais, tem impedido que se conheça mais sobre esta fase do processo embrionário e consequentemente se compreenda o porquê do desenvolvimento destas doenças.

Esta investigação, pelo contrário, envolverá embriões humanos doados e tecido fetal humano com idades entre as quatro a 20 semanas de desenvolvimento.

Algumas questões éticas foram levantadas, relacionadas com a forma como estes exemplares foram obtidos e o desenvolvimento que terão durante a pesquisa. Os autores, todavia, esclarecem que este material foi sempre retirado de casos onde a gravidez foi interrompida e as mulheres envolvidas permitiram o uso destes exemplares em estudos científicos.

O programa foi inclusive aprovado pelas autoridades britânicas para a ética nas pequisas cientíticas.

O projeto irá juntar, ao longo de cinco anos, cientistas de várias instituições como a Universidade de Londres, o Instituto Francis Crick, o Instituto Babraham, a Universidade de Oxford, a Universidade de Cambridge, a Universidade de Dundee e a Universidade de Newcastle.