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Qual a melhor forma de estimar a bateria do seu telemóvel?

Sociedade

Muriel de Seze/ Getty Images

Mentalize-se de que o envelhecimento da bateria é uma fatalidade e que não deve preocupar-se em demasia. Ainda assim, temos algumas dicas para atrasar esse envelhecimento e adiar a comprar de um novo dispositivo

Somos reféns de um pedaço de ião de lítio. Nos dias que correm, ficar sem bateria pode ser um enorme pesadelo que nem sempre valorizamos na devida forma. Perante esta dependência tecnológica, temos duas hipóteses: ou recusamos a ideia de que estamos reféns, ou aprendemos a lidar com as fragilidades da tecnologia (que também as tem).

Carregar a bateria do telemóvel durante a noite é uma prática habitual de muitos. Aproveitando um período de inatividade, deixa-se o dispositivo recarregar energias e junta-se o útil ao agradável. Contudo, já provavelmente ouviu dizer que a bateria pode viciar se estiver a carregar mais tempo do que o necessário. E é verdade ou mito urbano?

O Business Insider falou com alguns especialistas ligados às melhores empresas de tecnologia atualmente. Não parece haver consenso para a resposta à pergunta anterior.

Dominik Schulte, diretor da BatterieIngenieure, uma empresa alemã especializada em baterias, afirma que deixar o telemóvel a carregar depois de chegar aos 100% tem “uma influência negativa no envelhecimento”. Mas Ronald Ho, gestor de produtos na Google, defende que “essa mentalidade de que "sobrecarregar é mau" ou "carregar muitas vezes é mau está bastante desatualizada, dada a atual bateria e as tecnologias de otimização de carregamento que as empresas podem incorporar nos seus dispositivos”, acrescentando que grande parte dos dispositivos estão preparados para, internamente, deixarem de carregar quando se chega aos 100 por cento.

A verdade é que as empresas que produzem e comercializam smartphones, como a Apple e a Samsung, não parecem muito interessadas em esclarecer os consumidores sobre esta temática. As suas páginas de ajuda e informações pouco adiantam sobre os cuidados a ter com as baterias, e ambas se recusaram a participar no artigo do Business Insider.

Há, ainda assim, algumas dicas de preservação que são consensuais entre os especialistas. Uma delas, que talvez muita gente não saiba, é que não devemos deixar o telemóvel muito tempo nos 100%. Ou seja, mesmo que não esteja a carregar, ou sequer ligado à corrente, é preferível que, quando estiver em longos períodos de inatividade, o dispositivo tem apenas entre 20% a 50% de bateria.

Assim, o ideal seria que, durante a noite, período em que supostamente não utiliza o telemóvel durante várias horas consecutivas, a bateria esteja a um nível médio ou baixo. Carregue o telemóvel apenas antes de começar a utilizá-lo com frequência. Claro que, conjugar isto com as suas rotinas pode ser um desafio.

Para além deste conselho, deixamos-lhe ainda mais dois com que provavelmente já se deparou: não deixe a bateria descarregar até ao fim antes de a carregar novamente e evite o sobreaquecimento do dispositivo.

Acima de tudo, lembre-se que as baterias não foram feitas para durar para sempre. Tenha alguns cuidados com a mesma, mas não desespere!