Visão

Siga-nos nas redes

Perfil

E se uma startup lhe oferecer erva?

Web Summit

Herminio Garcia, da Budsy

Chama-se Budsy e está sediada na Califórnia. É de base tecnológica, como qualquer startup, mas vende um produto muito diferente de todas as outras que se apresentam na edição deste ano da Web Summit. Nada mais nada menos do que Cannabis... para fins medicinais, evidentemente

Na Web Summit podemos encontrar um pouco de tudo o que está relacionado com as novas tecnologias: ideias para o futuro, aplicações que substituem as tarefas tradicionais, outras que ajudam a medicina, etc. Quase tudo o que poderemos imaginar.

O que podemos não esperar é ver uma startup que quer revolucionar o negócio da venda de erva. A ideia surgiu de um grupo de empreendedores da Califórnia e a sua base é bastante simples: o cliente regista-se no site dando os seus dados e uma declaração que comprove que necessita de consumir cannabis.

O processo depois é simples. Sempre que necessitar do "medicamento", basta encomendar através da app que entretanto descarregou para o seu telemóvel e este é-lhe entregue em casa.

Mas a Budsy foi mais longe e desenvolveu uma espécie de interruptor redondo - que integra um sistema wi-fi e localização por GPS - que dá aos seus clientes quando estes se inscrevem no site. Com este dispositivo, o utilizador pode fazer a encomenda em qualquer lugar. Basta carregar no interruptor e, através do GPS, a Budsy encontra-o.

"Ainda estamos a desenvolver o negócio, mas o conceito está a ter uma boa aceitação. Muitos consumidores e cannabis, mesmo que tenham receita médica, não gostam de se expor ao entrar em lojas especializadas como as que existem na Califórnia", disse à VISÃO Herminio Garcia, um dos responsáveis desta empresa.

Por enquanto, a Budsy vai operar apenas na Califórnia, um dos poucos Estados norte-americanos que permite o uso da erva para fins medicinais. "Estamos também a operar numa parte do Estado de Oregon e poderemos expandir o conceito para o Canadá. Mas o processo ainda está em fase de estudo", afirma Herminio Garcia.

"A expansão deste negócio para outros países é um processo difícil por razões legais. Achámos que a Europa teria um potencial enorme para a Budsy, mas. em países como Portugal, onde se pode consumir cannabis, não se pode comercializar, nem para fins medicinais. Com o tempo poderemos montar uma operação na Europa", remata.