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Ilha do Sul

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Ilha do Sul

Meca da natureza: do insólito paraíso tropical no Parque Abel Tasman à fabulosa região dos fiordes, onde fica a estrada cénica mais bonita do mundo; sem esquecer os glaciares e o monte Cook, nos Alpes do Sul. Deslumbrante é a palavra certa.

PLANEAR A VIAGEM:

Não há voos directos para a Nova Zelândia (NZ). Para um cidadão português não há viagem mais longa e a razão é muito simples: a NZ fica nos antípodas do nosso país, exactamente do lado de lá do mundo. Não se pode ir mais longe, nem há outro destino que nos obrigue a gastar mais de 30 horas ? entre aeroportos e aviões ? para lá chegar. Sugere-se o voo Lisboa-Londres-Sydney/Melbourne-Wellington, com a British Airways. Chegado a Wellington, terá de se dirigir à estação dos ferries para fazer a travessia para a Ilha do Sul (Picton). Há cinco saídas diárias e a última é às 01h30. A travessia dos 96 quilómetros demora três horas. No Verão, um catamarã de alta velocidade (Lynx) efectua o trajecto em menos de duas horas.

 

 

QUANDO IR:

Uma boa altura para viajar é entre Novembro e Dezembro ? as temperaturas são amenas, mesmo na região dos Alpes do Sul e do Fiordland, e a humidade perfeitamente suportável. Conte com a possibilidade de chuva na região dos fiordes ? a média anual de pluviosidade é alta.

 

 

O QUE DEVE SABER:

Os titulares de

passaporte português

não necessitam de visto de entrada para estadias de turismo até três meses, desde que preencham os seguintes requisitos: passaporte válido durante pelo menos três meses após a data prevista para a saída da Nova Zelândia; passagem aérea de regresso a Portugal ou com outro destino, onde seja permitida a sua entrada; prova de meios financeiros suficientes para os encargos decorrentes da estadia (cerca de NZD 1000, por pessoa e por mês). Leve roupa leve mas não esqueça um agasalho ?  as noites podem ser frias na região dos Alpes ?, além de protector solar e repelente ? no Fiordland não faltam insectos.

O nível e a qualidade de vida são altas, mas a verdade é que a NZ é um país de preços perfeitamente acessíveis ? por exemplo, é possível almoçar a partir de ? 8. A taxa de

criminalidade

é

baixa

mas tem-se registado um aumento de delitos contra turistas (furto de objectos em automóveis), sobretudo nas zonas de maior interesse turístico. Convém andar sempre de olho nas máquinas fotográficas e câmaras de vídeo, mas de um modo geral a NZ é um país seguro e as pessoas são extremamente abertas e hospitaleiras. Quanto à

saúde

, o país é um destino «limpo» e saudável, não sendo necessário qualquer vacina nem precauções especiais. Não existem animais selvagens perigosos nem, como na Austrália, serpentes venenosas ? o única ameaça vem de uma aranha venenosa chamada katipo, mas é muito rara. O único incómodo são as picadas das moscas («sandflies») e mosquitos que decerto encontrará na região do Fiordland.

Mo

eda -

é o Dólar neozelandês (? 0,56). Pode trocar euros, dólares, libras e marcos nos hotéis e resorts principais, assim como pagar com o cartão de crédito.

Idiomas

: inglês e maori.

 

FAZER E VER:

A Nova Zelândia é um país lindíssimo, que concentra em duas ilhas com a área da Grã-Bretanha uma extraordinária diversidade de cenários naturais e acidentes geológicos de grande «porte». Trata-se de um cardápio completíssimo, que abrange um pouco de toda a paisagem terrestre: planícies e planaltos verdes, cadeias montanhosas cobertas por neves eternas, glaciares, lagos alpinos, fiordes, vulcões, géiseres, florestas húmidas, praias tropicais, recifes de corais, cascatas, rios e cursos de água um pouco por todo o lado. Em termos de riqueza e diversidade paisagística, dificilmente haverá neste planeta outro lugar semelhante e, no conjunto das duas ilhas, há que reconhecer que a ilha do Sul (glaciares, Alpes do Sul, Fiordland, península de Otago.) leva a parte de «leão». Sugestão: alugue um carro em Picton e faça-se à estrada. Conte com pelo menos oito dias úteis para dar a volta à ilha. A condução é pela esquerda, à inglesa. As estradas são boas, bem sinalizadas e com escasso trânsito. O limite de velocidade é 90 km/h em estrada aberta e 50 km/h em zonas urbanas. Só existem auto-estradas nas redondezas das cidades principais. Os percursos demoram muito mais tempo nas estradas em «s» das regiões montanhosas, sobretudo nos Alpes do Sul, onde é fácil demorar duas horas (ou mais) para cumprir cerca de 100 km. Escusado será dizer que deve ter um mapa e uma lanterna sempre à mão; a noite na Nova Zelândia é mesmo noite. Todas as cidades e vilas de maior dimensão têm postos de Turismo com um acervo completíssimo de guias e folhetos informativos. Nesse aspecto, a NZ é uma bênção para os visitantes. Roteiro dos pontos a não perder: a região vinícola de

Marlborough

e a cidade de

Nelson

; o

Abel Tasman Park

, onde ficam algumas das melhores praias neozelandesas; os

Alpes do Sul

,  o monte

Cook

os glaciares

Franz Josef

e

Fox Glacier

; as

Pancake Rocks

e as praias tropicais do

Parque Nacional de Paparoa

;

Queenstown

, a capital mundial dos desportos radicais;

Fiordland

(terra dos fiordes): em Te Anau, faça-se à estrada cénica Milford Road e percorra 119km até chegar ao

Milford Sound

? aqui, faça um cruzeiro de duas horas pelo fiorde; cidade de

Dunedin

e a península de

Otago

; praia de Moeraki e cidade de Oamaru; cidade de

Christchurch

.

 

 

DORMIR:

Todas as cidades principais (Nelson, Queenstown, Invercargill, Dunedin, Christchurch) e as chamadas zonas turísticas têm hotéis de cadeias internacionais. Há muito por onde escolher e o preço médio de uma noite num hotel de 4 estrelas ronda o equivalente a ? 100/115 (os que indicamos mais à frente estão todos nesta faixa). Outra hipótese de alojamento a equacionar são os Bed &Breakfast e as pousadas, a preços bem mais módicos. Há uma rede enorme destes estabelecimentos familiares e o melhor é consultar sítios e preços nos postos de turismo locais, onde encontrará ajuda preciosa. O mesmo se diga dos hotéis independentes e dos motéis, mais económicos. Sugere-se, com conhecimento de causa, os seguintes poisos: no Fox Glacier, o

Franz Josef Glacier Hotel

(State Higway, 6, World Heritage Park): em Queenstown, o

Copthorne Lakefront Resort

(esquina da Frankton & Adelaide Street); em Te Anau, o

Holiday Inn Te Anau

(Na Lakefront Drive); em Dunedin, o

Southern Cross Hotel

(na Hight Street, 118); em Christchurch, o

Parkroyal Christchurch

(na esquina da Kilmore & Durham Street); em Blenheim, o

The Marborough Hotel

(Nelson Street, 20).

 

 

COMER E COMPRAR:

A gastronomia neozelandesa herdou a pesada herança do Império Britânico (carnes assadas, pastéis e pescados sempre acompanhados de batatas fritas) e os pratos nacionais inspiram-se na cozinha mediterrânea e californiana com uma ou outra influência da gastronomia polinésia. Os pratos de carne (bovina e ovina) são bons, assim como os produtos lácteos e a fruta. O marisco e o peixe são de grande qualidade e é mesmo o mar que fornece as melhores especialidades neozelandesas ? anote, entre outros, os mexilhões de Coromandel e de Marlborough, o pescado da baía das Ilhas, as ostras de Nelson e Bluff e o salmão e o bacalhau azul do Fiordland. A cozinha Maori é de experimentar ? recomendam-se as enguias de água doce, os mariscos (pipi, tuatua e kina), e o

hangi

, que é um prato misto de carne, mariscos e vegetais cozinhado ao vapor num «forno» cavado na terra. Em termos de compras, o Sul não é a ilha mais apropriada para as fazer, uma vez que as cidades mais cosmopolitas e com melhor oferta (Auckland e Wellignton) ficam a norte. Mesmo assim, há lojas interessantes em Queenstown, Christchurch e Dunedin. Para comprar o quê? Lãs (óptimas), jerseys de râguebi (All Blacks forever!), artefactos maori e vinho ? tanto neozelandês como australiano; se é fã dos desportos radicais, tem muito com que se entreter em Queenstown...

 

 

Publicado na edição número 7 da revista «Rotas do Mundo» de Outubro de 2005