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Perdidos na Amazónia [8]

Perdidos na Amazónia

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Mercado de Ver-o-Peso

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A cortar mandioca. A influência da comida africana e baiana é notória, muito à base da mandioca.
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A cortar mandioca. A influência da comida africana e baiana é notória, muito à base da mandioca.

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O Mercado de Ver-o-Peso, inaugurado em 1901, ganhou o título de uma das Sete Maravilhas do Brasil, e constitui a maior feira ao ar livre da América Latina.

Fiquemos com um excelente texto da "Revista Estudos Amazónicos":

A fundação de Belém pelos portugueses, então chamada de Feliz Lusitânia, foi um ato de clarividência política expresso em termos geográficos. Esta cidade tornou-se numa paragem obrigatória para qualquer embarcação que navegava pelo "grande rio" - designação dada à época ao Rio Amazonas. Foi nesta região que Portugal realizou o seu mais bem sucedido feito no sentido de penetração e ocupação do território conquistado.

Esta interiorização foi consolidada pela fundação de lugares, vilas e cidades ao longo do Rio Amazonas e seus afluentes. Esses sítios acabaram tendo como centro de convergência a cidade de Belém. Belém, no seu percurso histórico, torna-se o maior entreposto comercial da região, o ponto de circulação dos produtos extrativistas vindos do interior para a cidade, com destinos internacionais, bem como as manufaturas vindas da Europa para abastecer o comércio regional.

É em 1627, no meio desta movimentação comercial, que se estabelece o espaço que veio ser conhecido como Ver-o-Peso, fruto da necessidade de um posto de arrecadação fiscal. Denominado de "Casa de Haver-o-Peso" ali eram aferidas pelo peso as mercadorias embarcadas e os impostos recolhidos para a Câmara de Belém*.

(Continua na próxima crónica).

* Fleury, Jorge Nassar e Ferreira, Aline Alves (2011), "Ver-o-Peso da cidade: O mercado, a carne e a cidade no final do século XIX". Revista Estudos Amazônicos da Universidade Federal do Pará, vol. VI, nº 1, pp. 100-116. Página consultada a 28 de Julho de 2013 http://www.ufpa.br/pphist/estudosamazonicos/arquivos/artigos/1%20-%20VI%20-%205%20-%202011%20-%20Jorge_Aline.pdf