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Perdidos na Amazónia [7]

Perdidos na Amazónia

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Comércio nas ruas de Belém

Igreja de Nossa Senhora das Mercês, a igreja mais antiga de Belém. A construção iniciou-se em 1640, em taipa, e posteriormente, no século XVIII, foi restaurada em pedra.
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Igreja de Nossa Senhora das Mercês, a igreja mais antiga de Belém. A construção iniciou-se em 1640, em taipa, e posteriormente, no século XVIII, foi restaurada em pedra.

Igreja de Nossa Senhora das Mercês, a igreja mais antiga de Belém. A construção iniciou-se em 1640, em taipa, e posteriormente, no século XVIII, foi restaurada em pedra.
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Igreja de Nossa Senhora das Mercês, a igreja mais antiga de Belém. A construção iniciou-se em 1640, em taipa, e posteriormente, no século XVIII, foi restaurada em pedra.

Água de coco. Havemos de beber duas ou três, durante esta viagem. Matei saudades das que bebi no Vietname. Sou grande apreciadora de água de coco, se bem que o Filipe não lhe tenha ligado muito.
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Água de coco. Havemos de beber duas ou três, durante esta viagem. Matei saudades das que bebi no Vietname. Sou grande apreciadora de água de coco, se bem que o Filipe não lhe tenha ligado muito.

Castanhas do Pará. O Filipe provou a que o senhor lhe entregou, e acabou por comprar um pacote pequeno.
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Castanhas do Pará. O Filipe provou a que o senhor lhe entregou, e acabou por comprar um pacote pequeno.

Eu tive receio, já sei que o meu estômago é muito esquisito – não pela castanha, mas pelas mãos e facas sujas.
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Eu tive receio, já sei que o meu estômago é muito esquisito – não pela castanha, mas pelas mãos e facas sujas.

É gastroenterite certa, pois o nosso organismo não está habituado àquelas bacteriazinhas tropicais.
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É gastroenterite certa, pois o nosso organismo não está habituado àquelas bacteriazinhas tropicais.

Acabei por experimentar mais tarde uma das castanhas – do pacote que o Filipe comprou – depois de limpá-la bem.
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Acabei por experimentar mais tarde uma das castanhas – do pacote que o Filipe comprou – depois de limpá-la bem.

De notar que não bebíamos água da torneira, e inclusivamente lavávamos os dentes com água mineral também. Antes de partirmos fomos vacinados contra a febre amarela, e o Filipe também contra a hepatite A. Eu ainda tinha as vacinas contra as hepatites A e B ativas, do tempo da viagem à Índia, com os devidos reforços, pelo que fiquei agora isenta dessas.

Fomos igualmente medicados para a malária, com a toma de um comprimido semanal.

Era suposto termos levado também a vacina contra a febre tifóide, mas no hospital Curry Cabral (um dos locais onde existe a Consulta do Viajante) informaram-nos que estava esgotada em toda a Europa. Disseram-nos que a Austrália tinha enviado algumas doses para nós, mas que eles também tinham deixado de cedê-las, pois precisavam delas para a sua própria população. Achámos bizarro - uma vacina (supostamente) tão importante e está esgotada em toda a Europa. Fazendo pesquisa na internet, encontrámos um artigo que diz:

"A vacina contra a febre tifóide foi recolhida do mercado pela empresa que a comercializa, em setembro de 2012. Fonte oficial da Sanofi Pasteur explicou que se tratou de uma recolha voluntária, a nível mundial. Esta recolha aconteceu porque algumas das vacinas poderão "eventualmente" conter o princípio ativo (antigénio) em dose inferior à das especificações do produto"*.

Muito bem, partimos para a Amazónia sem vacina contra a febre tifóide. A médica e a enfermeira que nos atenderam, no hospital, explicaram-nos de qualquer forma que a febre tifóide se combate com antibiótico. Se tivéssemos febre e diarreia, havia que atacar imediatamente com antibiótico. E lá fomos nós com antibiótico atrás, para o que desse e viesse.

 

* Sapo Saúde (13 janeiro de 2013), Laboratório espera repor totalmente vacina da febre tifóide no final de março. Página consultada a 27 de Julho de 2013. http://saude.sapo.pt/noticias/saude-medicina/laboratorio-espera-repor-totalmente-vacina-da-febre-tifoide-no-final-de-marco.html.