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Pedalar por um sonho [1]

Pedalar por um Sonho

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A Islândia em três dias

Madama Butterfly - O magnífico guarda-roupa foi adquirido pelo teatro em 1976, no Japão.
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Madama Butterfly - O magnífico guarda-roupa foi adquirido pelo teatro em 1976, no Japão.

Madama Butterfly - O magnífico guarda-roupa foi adquirido pelo teatro em 1976, no Japão.
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Madama Butterfly - O magnífico guarda-roupa foi adquirido pelo teatro em 1976, no Japão.

Tomás Alcaide - Para além da voz magnífica, o tenor português ficou conhecido pela qualidade dos fatos que usava em cena e que ele próprio comprava. Nesta foto, a sua caixa de maquilhagem, pertença do Museu do Traje.
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Tomás Alcaide - Para além da voz magnífica, o tenor português ficou conhecido pela qualidade dos fatos que usava em cena e que ele próprio comprava. Nesta foto, a sua caixa de maquilhagem, pertença do Museu do Traje.

Trabalho minucioso - Detalhe do traje de cena Lohengrin.
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Trabalho minucioso - Detalhe do traje de cena Lohengrin.

Silhuetas - projecto de instalção e vídeo da autoria de artistas da Faculdade de Belas Artes de Lisboa.
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Silhuetas - projecto de instalção e vídeo da autoria de artistas da Faculdade de Belas Artes de Lisboa.

Silhuetas - projecto de instalção e vídeo da autoria de artistas da Faculdade de Belas Artes de Lisboa.
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Silhuetas - projecto de instalção e vídeo da autoria de artistas da Faculdade de Belas Artes de Lisboa.

Aïda, de Verdi - Adereços de cena.
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Aïda, de Verdi - Adereços de cena.

Traje de cena Lohengrin - Usado pelo tenor António de Andrade.
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Traje de cena Lohengrin - Usado pelo tenor António de Andrade.

Vestido de Concerto - Usado pelo coro de senhoras do TNSC, executado em 1965 aquando da digressão aos festivais de Oviedo.
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Vestido de Concerto - Usado pelo coro de senhoras do TNSC, executado em 1965 aquando da digressão aos festivais de Oviedo.

Movemo-nos como este vento que corre livremente neste país gelado. O vento do primeiro dia, que nos fez cair várias vezes, levou-nos de volta aos ventos patagónios. Nenhum deixa saudades, mas ficam marcas e recordações indeléveis Por todo o lado nota-se a natureza intocada, tons cinza de solos vulcânicos e rochas de lava cobertas de verde. Nada daquilo a que estamos acostumados existe aqui: não se vê um papel, um saco de plástico, uma garrafa ou um outdoor a violar esta natureza quase virgem. A Blue Lagoon surgiu como uma miragem numa paisagem cinzenta e nua. Banharmo-nos nela também foi uma miragem que nos custaria cerca de 35 euros. Alimentámo-nos da visão grátis e das fotos que imortalizámos, apesar das mãos tremerem do frio que se sentia no local. Ainda a sul, outras visões se nos apresentavam: o Geysir, um conjunto de fumarolas em que a maior expele água a 100 graus centígrados a cada oito minutos, apesar de impressionar uma enorme massa turística, ficou aquém das nossas expectativas. Expectativas essas que foram largamente ultrapassadas assim que chegámos a Gulfoss: uma catarata incrível, de uma beleza e dimensões dignas de um postal ilustrado. Ao quarto dia, as previsões meteorológicas (confirmadas pela manhã) aconselhavam prudência. Foram duras as condições climatéricas que enfrentámos nos dias anteriores, com pouco ou nenhum repouso. Sabemos que os próximos 400 quilómetros numa estrada de montanha que atravessa dois glaciares, serão em total isolamento. Por isso, hoje, é dia de descanso e de esperar que a chuva pare. As highlands aguardam-nos...