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Interrail: a experiência de uma vida [10]

Interrail

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Viver num hostel

Animais de estimação do hostel de Bucareste
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Animais de estimação do hostel de Bucareste

Pormenor numa parede do hostel de Bucareste
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Pormenor numa parede do hostel de Bucareste

Sala-comum exterior do hostel de Bucareste
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Sala-comum exterior do hostel de Bucareste

Pormenor de uma das portas do hostel de Budapeste
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Pormenor de uma das portas do hostel de Budapeste

Frigorifico-comum do hostel de Bratislava
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Frigorifico-comum do hostel de Bratislava

Boas-vindas do hostel de Viena
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Boas-vindas do hostel de Viena

Pormenor do quarto do hostel de Praga
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Pormenor do quarto do hostel de Praga

Apesar de ser uma realidade que só agora cresce em Portugal, o conceito dos hostels já é vivido em grandes dimensões por toda a Europa e utilizado por imensos viajantes de todo o mundo - em alguns países europeus a variedade é tanta, que o difícil é mesmo escolher.

Na sua conceção mais genuína, um hostel é um pequeno apartamento, com as divisórias básicas (quartos, casa-de-banho, cozinha e sala), que é partilhado por um conjunto significativo de pessoas, consoante a sua capacidade. Todos os espaços são zona-comum e todos os habitantes se respeitam mutuamente, como se fossem da mesma família - só assim é possível, por exemplo, deixar no mesmo frigorífico vários alimentos, devidamente identificados, e saber que ninguém os vai utilizar, sem a devida autorização.

Claro que, à medida que o negócio dos hostels vai crescendo, também vão aumentando as suas variáveis - há hostels que já oferecem quartos individuais, casas-de-banho privativas, pequenos-almoços, e outras mordomias para todos os gostos. Contudo, a essência do conceito está sempre lá e aqueles que procuram um hostel sabem que, de uma forma mais ou menos moderna, vão partilhar uma casa, um apartamento, um prédio, um espaço ou até mesmo um quarto com indivíduos desconhecidos.

Desta forma, é normal fazer amizades num hostel, conhecer pessoas novas, passear com um sorriso pelos corredores, dizer "Good morning" a quem passa por nós enquanto procuramos a casa-de-banho de manhã, ainda de pijama, e "Good night" quando deixamos a sala-comum e recolhemos ao descanso do nosso quarto. E também é frequente acolhermos os animais de estimação do hostel como nossos.

Por esta razão, a estadia num hostel não depende apenas das condições que este oferece. Pelo contrário: podemos estar no pior hostel de sempre, sem grandes condições, mas encontrarmos uma pequena família entre os elementos do staff e os restantes hóspedes. Ou vice-versa.

Por isso mesmo, cada hostel é um hostel, e cada estadia é diferente e variável. Na nossa curta viagem, já encontramos um pouco de tudo - se no hostel de Bucareste encontramos um refúgio diário para descansarmos, no hostel de Budapeste tudo nos pareceu perfeitinho e pormenorizado e no hostel de Bratislava descobrimos as pessoas ideais para uma boa noite de conversa. Já em Viena, escolhemos um hostel com as melhores condições de sempre e com os espaços mais funcionais, mas não tivemos qualquer sorte com os colegas de apartamento que, para além da falta de simpatia, não tinham o menor cuidado com o barulho quando chegavam de madrugada. Agora, em Praga, calhou-nos um sótão de um restaurante, com muito poucas condições - as janelas do nosso quarto não podem sequer ser abertas, dado o cheio a comida que nos invade a divisão. Vale-nos a ventoinha, que não funciona mal. Os elementos do staff têm sido agradáveis, mas a ausência de uma sala-comum minimamente acolhedora (e não misturada com a recepção, de preferência) torna impossível o provável convívio com os restantes residentes atuais do hostel.

Desejem-nos sorte para o próximo!